10+ Projeto Motor #15: os carros de fundo de grid mais belos da F1

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“Carro bonito é aquele que vence corridas”. Que nos desculpe o comendador Enzo Ferrari, mas o Projeto Motor discorda veementemente desta frase. Muitos bólidos da F1 passaram longe das láureas do sucesso, mas ao menos podem se gabar de uma coisa: eram lindos de doer.

Por isso nosso comitê editorial preparou um 10+ voltado exclusivamente àqueles que, se não foram motivo de orgulho nas pistas, ao menos ajudaram a afagar nossos olhos e a render belas imagens. São os monopostos de fundo de grid mais bonitos da história (na visão dos membros do site, claro).

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Para ficar mais bem determinado o que deveria ser considerado “carro do fundão”, estabelecemos uma única regra: além de ser construtivamente ruim, obviamente, o modelo não pode ter marcado ponto no Mundial de Construtores. Isso, de cara, eliminou potenciais concorrentes, como o Spyker F8-VII. Aliás, o fato de o sistema de pontuação ter sido expandido nos últimos anos fez com que nenhum representante do atual milênio entrasse na lista. Paciência.

De qualquer forma, vários outros candidatos que se enquadravam no critério tivem que – infelizmente – ser limados da lista. É o caso de Honda RA302, Footwork FA12, Osella FA1D, Porsche 787, Amon AF101, Onyx ORE-1, Eurobrun ER189 e Stebro Mk IV. Fique à vontade para pesquisar no Google e contemplar suas imagens. A seleção final é esta:

10. LOLA T100/T102

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Projetista: Eric Broadley
Ano em que competiu: 1967-68
Melhor resultado: 10º (GP da Alemanha-1968)

Extremamente elegante, o Lola T100 era um carro de F2 que foi adaptado para competir na F1 pela BMW no GP da Alemanha de 1967, em que abandonou. No ano seguinte, a Lola construiu, a pedido da fabricante alemã, o modelo T102, para voltar a Nurburgring. O carro era estreito, ficando um pouco mais largo apenas na traseira para acomodar o motor. Nesta segunda tentativa, Hubert Hahne conquistou um décimo lugar. Mas o projeto não ganhou continuidade, sendo totalmente remodelado para o futuro.

9. EIFELLAND TYPE 21

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Projetista: Luigi Colani
Ano em que competiu: 1972
Melhor resultado: 10º (GP da Inglaterra-1972)

Cheio de conceitos experimentalistas, o Eifelland 21 chamou a atenção muito mais por seu visual totalmente diferente, principalmente pelo retrovisor único à frente do piloto, do resto do grid do que por seu desempenho. Não foi um desastre, chegando a ter dois décimos em 6 provas, mas sofria com superaquecimento de motor, muito por conta da posição da entrada de ar, e falta de força aerodinâmica, além da falta de confiabilidade. Aos poucos, a equipe substituiu diversas partes do chassi por originais da March.

8. MODENA LAMBORGHINI 291

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Projetista: Mauro Forghieri
Ano em que competiu: 1991
Melhor resultado: 7º (GP dos EUA-1991)

O Projeto Motor já contou a história da fracassada passagem da Lamborghini pela F1 em 1991. E o único modelo da equipe foi o 291. Apesar de um surpreendente 7º na estreia, em Phoenix, e uma quebra na última volta em Ímola, quando era 5º, o resto da temporada foi horroroso. O carro, apesar de lindo e com um desenho interessante, com centro de gravidade baixo, não teve desenvolvimento e conseguiu se classificar para o grid apenas em 6 oportunidades.

7. ZAKSPEED 861

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Projetista: Paul Brown e Chris Murphy
Ano em que competiu: 1986-87
Melhor resultado: 7º (GP de San Marino-1987)

A pequena Zakspeed era audaciosa. Na época, ela, Ferrari e Renault, duas gigantes automotivas, eram os únicos times que fabricavam seus chassis e motores. Em sua segunda temporada, os alemães produziram o 861, que trazia as belas cores da patrocinadora West. Só que o modelo era grande, o que gerava muito arrasto aerodinâmico e pesado, bem acima do mínimo do regulamento. Tiram os problemas de confialidade: foram vinte abandonos dos dois carros durante a temporada.

6. SHADOW DN11

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Projetista: John Gentry e Richard Owen
Ano em que competiu: 1980
Melhor resultado: abandono (GP da África do Sul-1980)

Um carro simples, com um kit mecânico que quase todas as equipes inglesas utilizavam com o motor Cosworth DFV, tinha um característico nariz pontudo. O momento de revolução com os carros-asa, no entanto, dificultava para as equipes menores acompanhar a evolução e o DN11 tinha sérios problemas em fazer as saias aproveitarem todos os benefícios do conceito. Em seis tentativas, conseguiu se classificar apenas uma vez, em Kyalami, Geoff Lees, mas não terminou.

5. MINARDI M02

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Projetista: Gustav Brunner
Ano em que competiu: 2000
Melhor resultado: 8º (GPs da Austrália, Europa e Áustria)

Como era rotina, a Minardi adentrou 2000 incorporando com atraso soluções aerodinâmicas já conhecidas de outros times. Inspirado pelo McLaren MP4-13, Gustav Brunner rebaixou e afilou o bico do M02, último projeto da esquadra que levou no nome a inicial do fundador Giancarlo. Nem a nova silhueta nem a pintura cítrica com detalhes em azul, cortesia da patrocinadora Telefônica, foram suficientes para tirar a escuderia da condição de pior do grid.

4. ALTA GP

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Projetista: Geoff Taylor
Ano em que competiu: 1950-51
Melhor resultado: 9º (GP da Bélgica de 1951)

Pequenina fabricante do Reino Unido, a Alta se arriscou a encarar gigantes no recém-formado Mundial de F1. O Alta GP, criado em 1948 a partir de um projeto pré-II Guerra, teve quase todas as partes feitas artesanalmente pelo talentoso Geoffrey Taylor – algo comum na F1 de hoje, mas raríssimo à época -, incluindo suspensões independentes e motor 1.5 com compressor. Esguio, de linhas elegantes e conceito moderno, o GP só não andava direito: faltou dinheiro para o desenvolvimento.

3. WOLF WR7/WR8/WR9

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Projetista: Harvey Postlethwaite
Ano em que competiu: 1979
Melhor resultado: 9º (GP da África do Sul)

O céu de brigadeiro de 1977 ficou plúmbeo, e a dura realidade da F1 enfim bateu à porta da Wolf. Sem estrutura para explorar o efeito solo da mesma maneira que rivais, a equipe construiu o pouco competitivo WR7 para dar ao campeão James Hunt. Para piorar, o bólido tinha a resistência de um torrão de açúcar em água fervente. Nem as derivações WR8 e WR9 deram jeito nos crônicos problemas. Legado: ter acelerado a aposentadoria do britânico e o fim da própria Wolf.

2. SIMTEK S941

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Projetista: Nick Wirth
Ano em que competiu: 1994
Melhor resultado: 9º (GP da França)

Em 1992 a Simtek, de Nick With, já servido à Andrea Moda para fazer o S921. Bastou apenas incorporar soluções daquele conjunto ao S941 para estrar na F1 como equipe particular dois anos depois. Superior apenas ao da Pacific, o chassi sequer atendia aos requisitos de segurança. Sua fragilidade foi preponderante para a morte de Roland Ratzenberg no fatídico GP de San Marino. Mas que a pintura roxa com decalque da MTV roubava atenções, isso não dá para negar.

1. COPERSUCAR FD01

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Projetista: Ricardo Divila
Ano em que competiu: 1975
Melhor resultado: abandono (GP da Argentina)

Primeiro projeto da história da Copersucar/Fittipaldi, notabilizava-se por ser comprido, baixo, de laterais bojudas e linhas bastante curvilíneas. A combinação de cores é uma das mais perfeitas da história do automobilismo. A sigla “FD” vem das iniciais dos sobrenomes de fundador e projetista. Infelizmente a criação se mostrou extremamente frágil e instável na pista, sendo usada só na etapa de abertura do certame. Depois, acabou evoluída para também harmonioso FD02.

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