10+ Projeto Motor #17: as piores pistas que já receberam um GP de F1

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Muitas das pistas atuais da F1 recebem várias críticas por seus desenhos. Algumas são válidas, outras, um pouco exageradas. Não é de hoje, porém, que a categoria visita autódromos com traçados que não desafiam os pilotos da forma como tanto os próprios competidores como os fãs gostariam de ver.

Sendo assim, o Comitê Editorial do Projeto Motor realizou uma pequena pesquisa pela história para descobrir quais foram os piores circuitos que já receberam GPs válidos pelo Mundial.

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Confira nossa lista e fique à vontade de deixar sua opinião nos comentários:

10 – Sochi (Rússia)

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Uma das pistas “recentes” da F1 que não agradam. Construída no Parque Olímpico das Olimpíadas de Inverno de 2014, o circuito tem uma combinação sem graça de curvas em 90° com alguns pontos de alta de velocidade. As ultrapassagens, no entanto, são raras, mesmo com o uso da asa móvel. No calendário desde 2014 como sede do GP da Rússia, não vem promovendo boas corridas e também é questionada como evento no geral. Sua manutenção depende mais da vontade do governo local em receber o Mundial.

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9 – Zeltweg (Áustria)

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Antes de você começar a nos xingar, deixe-nos explicar que estamos falando de um circuito construído em um aeroporto e que tinha apenas quatro curvas, e não do famoso e sempre lembrado Osterreichring (que virou A1 Ring e depois Red Bull Ring). A pista sediou o GP da Áustria apenas uma vez, em 1964. Além de curto, o traçado era bastante ondulado até para os padrões da época. Era uma pista sem graça, ao contrário de outras que também aproveitaram a estrutura de bases aéreas, como Silverstone. Foi abandonada ainda nos anos 60 para sempre de qualquer outra competição para o automobilismo.

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8 – Buenos Aires 95-98 (Argentina)

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O Autódromo Oscar Alfredo Galvez tem várias versões de traçado e chegou a sediar corridas de F1 com pistas bem legais. O problema foi na sua última passagem pelo calendário, entre 1995 e 98. Boa parte das curvas e trechos de alta foram substituídos por novos setores com tomadas de baixa, incluindo uma nova e apertada chicane. A decadência econômica do país também já atrapalhava na questão da infraestrutura. Na última edição, em 98, a reta principal teve um remendo em concreto que causou problemas nas suspensões dos carros. Na memória, de positivo, fica apenas a empolgação da população local com o automobilismo.

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7 – Yeongam (Coreia do Sul)

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O circuito do GP da Coreia é certamente um dos grandes erros da história da F1. O autódromo foi construído em uma região erma do país, com pouca estrutura, e passou por todo tipo de problema durante as obras. Sua homologação aconteceu semanas antes do GP inaugural, em 2010. O traçado, projetado por Hermann Tilke, é cheio de clichês, com um trecho de retas longas separadas por curvas de baixa e outro setor mais sinuoso, com trocas de direção constantes, porém, previsíveis. O circuito ainda tinha entrada e saída dos boxes bastante problemáticas, algo impensável para um autódromo novo. O projeto era que uma nova cidade fosse erguida ao entorno do traçado, o que nunca aconteceu, inviabilizando financeiramente a prova após quatro edições.

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6 – Kyalami versão pós-92 (África do Sul)

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É bom deixarmos claro que estamos falando aqui da versão pós-92 do circuito. A pista, que era bem interessante e rápida, sofreu uma grande reforma no começo dos anos 90 para voltar a receber a F1. E é justo dizer que a ideia não deu muito certo. Apenas duas de suas curvas originais foram mantidas e quase todo o traçado passou a ter tomadas de média e baixa velocidade. Uma mutilação que jamais foi esquecida.

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5 – Yas Marina (Abu Dhabi)

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É muito difícil achar alguém que goste do circuito de Abu Dhabi. Construído para ser um verdadeiro marco como sede de eventos no Oriente Médio e até mesmo para ser uma das grandes pistas do calendário da F1, ano após ano o traçado só traz decepção aos fãs pelas corridas monótonas. É verdade que provavelmente tem uma das melhores infraestruturas de toda a temporada, com hotel e marina internos, boxes e acomodações incríveis, mas a pista pouco tem a oferecer.

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4 – Phoenix (EUA)

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Ok, sabemos que aquela briga do Senna com o Alesi foi legal, mas se você fizer uma análise fria vai reconhecer que o traçado de Phoenix era bem sem graça. O circuito urbano recebeu a F1 em três oportunidades: em 1989 e 90 com uma pista com 15 curvas, sendo quase todas em 90°, e em 91, com a adição de um trecho um pouco mais rápido, porém, sem perder a característica de impor poucos desafios. Além do circuito ruim, a prova nunca cativou o público local e quando saiu do calendário, jamais fez falta nem para a F1 nem para os locais.

Versão 1989-90:

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Versão 1991:

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3 – Nivelles-Baullers (Bélgica)

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A pista sediou os GPs da Bélgica de 1972 e 74, quando Spa foi retirada do calendário. E era um oposto completo de sua antecessora: um circuito plano, curto, com grandes áreas de escape, suave e com poucos desafios. O resultado é que Nivelles nunca cativou ninguém. Até deveria seguir em revezamento com Zolder como sede da etapa local durante os anos 70, mas, primeiro pela falta de dinheiro dos proprietários, e depois pela má conservação do asfalto, acabou perdendo a prova para sempre. Hoje, o traçado não existe mais e um condomínio industrial foi construído no terreno.

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2 – Aida (Japão)

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Nos anos de 1994 e 95, o circuito TI Aida (TI era de “Tanaka International”, em referência ao proprietário) sediou o GP do Pacífico, sendo que na segunda edição da prova, foi palco do bicampeonato de Michael Schumacher. O autódromo era pequeno e localizado em uma área remota do Japão, o que só causou dificuldades. O traçado era de baixa, com curvas de angulação bastante parecidas e duas grandes retas. As duas corridas que sediou foram bastante chatas, o que, somando-se ao fato das dificuldades de logística e infraestrutura, fizeram a pista ser rapidamente esquecida dos calendários seguintes.

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1 – Las Vegas (EUA)

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O circuito de Las Vegas conseguiu algo que não é muito comum no Comitê Editorial do Projeto Motor: unanimidade como a pior pista da história da F1. O traçado recebeu duas etapas de encerramento das temporadas de 81 e 82, sediando as decisões dos títulos de Nelson Piquet e Keke Rosberg, respectivamente. A pista foi montada no estacionamento do Hotel Caesars Palace. A falta de espaço obrigou aos organizadores a fazerem um circuito com três trechos praticamente iguais, sem grandes desafios, com uma reta que os ligava. O asfalto era bom e a largura do traçado abria boas chances de ultrapassagem, mas o calor do deserto se tornou um grande desafio para os pilotos.

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Lucas Santochi

Mais um fanático da gangue que criou vínculo com automobilismo desde a infância. Acampou diversas vezes nas calçadas ao redor de Interlagos para assistir aos GPs e nunca esqueceu a primeira vez que, ainda do lado de fora do autódromo, ouviu o barulho de F1 acelerando pela reta. Jornalista formado em 2004, passou por redações na época da TV Band e Abril, teve experiência na área de assessoria de comunicação esportiva até chegar ao site especializado em esporte a motor Tazio, em 2010. Passou pelas funções de redator, repórter (cobrindo diversas corridas no Brasil e exterior de F1, Indy, WEC, Stock Car, entre outras) e subeditor até o final de 2013, quando o veículo encerrou suas atividades. Trabalhou ainda como redator do UOL Esporte em 2014 até que decidiu se juntar com os outros três membros do Projeto Motor para investir na iniciativa.

  • Maurício Manfron Santos

    Muito legal o artigo. Parabens. Para completar, eu gostaria de ler um artigo com AS MELHORES PISTAS QUE JÁ RECEBERAM UM GP DE F1. Abs.

  • Bruno Mantovani

    Valencia e Baku entram fácil nessa lista.

  • Rafael Faelzaum Euzebio

    Yas Marina pode nao ser aquela pista mas o palco em sim e perfeito. E uma corrida mais de glamour e ostentacao que acao nas pistas. O cenario e surreal. Confesso que na F1 atual se trocassem Monza por San Marino e acabasse de vez com Hungaroring estaria tudo perfeito.

  • GabryelCaruaru

    Dó eu que que acho que o traçado de Nivelles é legal?

  • Douglas Pacheco

    Yas Marina é bem fraca mesmo, mas poderia melhorar abolindo-se as curvas 5, 6, 8, 9 e 10.

    Não ia precisar grandes alterações e ia gerar uma te com bom comprimento, alem de uma freada bastante forte na curva 11.

  • Dox

    As 2 corridas de Nivelles são do Emerson.

    • Leandro Farias

      Nos dois anos que foi campeão.

  • Dox

    Acho que, do Tilke, só se salva Sepang.
    Formula 1 é a categoria mais veloz, e precisa mostrar velocidade principalmente em curvas, e não nos cotovelos e chicanes que predominam nos novos autódromos.
    Por isso que Spa e Suzuka são veneradas cada vez mais.
    Uma coisa que me incomoda muito é a chegada ser antes da largada, impossibilitando aquelas cenas de alguem conseguir ganhar posição nos metros finais.

    • Leandro Farias

      Vou te dizer, não acho Shanghai de todo dispensável. Mas quanto a curvas, acho que o exemplo tá bem do nosso lado. Adoro o traçado de Interlagos.

      • Dox

        O “mutilado” até que é bom, mas o original …

        • Leandro Farias

          O original é um traçado veloz com retas longas e curvas de alta, que dão mais velocidade do que desafio. O traçado atual é meio que uma soma dos dois fatores.

    • Além de Sepang, Austin e Istanbul têm traçados bem legais. Pena que na Turquia a F1 não pegou…

  • Luiz S

    A de Valencia era bem ruinzinha também

  • Rodrigo Figliolini

    Concordo especialmente com Aida, Phoenix, Abu Dhabi e Las Vegas.