10+ Projeto Motor #18: os grandes momentos de Nelson Piquet na F1

7

No último dia 3 de novembro a despedida de Nelson Piquet da F1 completou 25 anos. Aconteceu no GP da Austrália de 1991, em que o brasileiro terminou na quarta posição na chuvosa prova de Adelaide, que foi encerrada após apenas 14 voltas, com sua Benetton.

Acompanhe o Projeto Motor nas redes:
Twitter – @projetomotor
Facebook – Projeto Motor
YouTube – Projeto Motor

Para não deixar a data passar em branco, a equipe do Projeto Motor resolveu selecionar os 10 momentos de maior destaque da carreira do tricampeão.

Confira a lista, deixe seus comentários e relembre outras passagens de Piquet:

10º – GP dos EUA (Detroit) – 1987

Piquet largou logo atrás de Mansell e Senna e se manteve atrás dos dois adversários, mas na terceira volta sofreu um furo no pneu e foi obrigado a fazer um pitstop. A parada o derrubou para 21º. Mesmo assim, o piloto da Williams conseguiu uma belíssima recuperação nas ruas de Detroit para escalar o pelotão e terminar em segundo, atrás apenas do compatriota da Lotus e logo à frente de Prost e de Mansell.

9º – GP do Canadá – 1990

piquet-montreal-1990

Com uma Benetton ainda em evolução, Piquet se mostrou constante e veloz o bastante em Montreal em uma corrida complicada pelas condições do tempo e que começou com a pista molhada. O brasileiro bateu as Ferraris de Mansell e Prost e herdou a segunda posição de Berger, que punido em 1 minuto por queimar a largada, caiu para quarto apesar de ter recebido a bandeirada na frente.

8º – GP da Inglaterra – 1979

piquet-1979

Em sua primeira temporada completa na F1, Piquet estava na equipe Brabham e tinha como companheiro um dos grandes pilotos da época, o já bicampeão mundial, Niki Lauda. Apesar de praticamente um novato, o brasileiro mostrava seu conhecimento de mecânica e acerto de carro para surpreender o companheiro mais experiente. Na classificação do GP da Inglaterra, na veloz versão de Silverstone, ele tirou da caixa de câmbio as engrenagens das 1º, 2º e 3º marchas, que não eram utilizadas. Assim, ele conseguiu baixar o peso do carro em quase 20 quilos. O resultado foi a 3º posição no grid enquanto o austríaco largou em sexto, com um tempo 0s8 pior.

7º – GP da Alemanha – 1986

Uma corrida dramática, em que Piquet teve que mudar a estratégia de paradas de pneus e fazer dois pitstops, após ter feito um primeiro não programado muito cedo. No final da corrida, assumiu a ponta ao ultrapassar Rosberg. A curiosidade da prova ficou quanto a dificuldade dos primeiros em terminar por conta do consumo de combustível. Piquet e Senna chegaram balançando os carros para pescarem as últimas gotas enquanto a dupla da McLaren, Rosberg e Prost, sofreu com pane seca na última volta.

6º – GP de San Marino – 1981

Após uma intensa briga com Pironi, Piquet assumiu a ponta do primeiro GP de San Marino da história e dominou a parte final da prova para conquistar a vitória. A corrida aconteceu com chuva, o que não era extamente uma especialidade do brasileiro, mas ele surpreendeu os principais rivais com uma pilotagem bastante sólida. Era o segundo triunfo consecutivo do piloto da Brabham na temporada, o que lhe colocou no caminho para o seu primeiro título naquele ano.

5º – GP do Brasil – 1986

f1_senna-piquet-1986

Em sua estreia na Williams, Piquet foi quase perfeito. Tomou a liderança de Ayrton Senna nos primeiros metros e fechou o páreo com folga de 35s para o Lotus do paulistano, confirmando o ferrete de favorito para a temporada de 1986. O restante do campeonato acabou tendo um desenrolar diferente, mas a apresentação foi uma das mais sólidas na carreira do carioca.

4º – GP da França – 1985

Daqueles dias em que Piquet estava simplesmente acima dos rivais. Após largar em terceiro, ele ultrapassou Senna na sexta volta e depois deixou Rosberg para trás na 10ª. Com sua pilotagem sempre muito sólida e bastante consciente do que seu carro poderia fazer, o brasileiro levou a vitória liderando o restante da prova, sempre controlando sua vantagem, cruzando a linha de chegada com 6 segundos de vantagem para o finlandês da Williams. O triunfo acabou ficando marcado como o último da história da equipe Brabham.

3º – GP da Austrália – 1990

piquet-australia

Foi o “canto do cisne” para Piquet na F1. Revigorado por sua vitória no GP do Japão, Piquet teve na Austrália uma das apresentações mais inspiradas em muitos anos. Superou, na pista, os carros da Ferrari e a McLaren de Berger para assumir o segundo lugar, que virou primeiro com os problemas de Senna. Depois, guiou com sabedoria para evitar a tentativa desesperada de Mansell na reta final da prova. Ele venceria novamente na categoria, no Canadá-91, mas foi em Adelaide que Piquet teve sua última atuação digna do gênio que foi nas pistas.

2º – GP da Hungria – 1986

Esta talvez seja a atuação individual de Piquet que mais encheu os olhos do público. Na primeira edição do GP da Hungria, o então bicampeão superou um duelo mano a mano com Ayrton Senna para vencer a prova com grande folga. O jovem piloto da Lotus mostrava desde ali que era “casca grossa” em brigas por posição, o que obrigou Piquet a fazer a ultrapassagem que é considerada uma das mais espetaculares da história do automobilismo. Um prato cheio para quem é fã de boas disputas.

1º – GP do Canadá – 1984

piquet-canada

O GP do Canadá de 1984 foi a obra-prima de Nelson Piquet por uma série de fatores. Primeiro, tratou-se de uma vitória dominante em uma temporada que era protagonizada pela McLaren, com Prost e Lauda. Além disso, foi um teste de resistência: os pedais de seu Brabham-BMW estavam superaquecidos, o que provocou sérias queimaduras nos pés do piloto. Mesmo assim, Piquet suportou a dor para obter uma vitória marcante.

 

 

 

Debate Motor #52 analisa: Qual o GP do Brasil mais marcante de todos os tempos?

 Comunicar Erro

Projeto Motor

Automobilismo além da notícia!

  • Reginaldo Ferreira Campos

    Além de ter revolucionado o esporte com suas invenções como o cobertor de pneus, foi o único piloto até hoje à fazer um drift com um carro asa, e para cima do Senna, hoje isso é impraticável com esse pneus grudentos.

  • Gustavo Segamarchi

    Pessoal do Projeto Motor, desculpem a minha ignorância, só uma dúvida:

    No GP da Inglaterra de 1979, em que o Nelsão tirou as engrenagens da 1ª, 2ª e 3ª marchas, como ele fazia para poder largar e sair de um pit stop ?

    • Pedro Castro

      Leia de novo. O que diz é que ele retirou as engrenagens na classificação. No Gp provavelmente as engrenagens estavam de volta no lugar.

      • Gustavo Segamarchi

        Não me atentei para isso, Pedro.

        Muito obrigado.

  • Gustavo Segamarchi

    Matéria muito boa, Projeto Motor. Considero Nelson Piquet o melhor piloto brasileiro que tivemos e um dos maiores pilotos que já passou pela F1. Claro, sempre respeitando nossos grandes campeões Senna e Fittipaldi.

    Certo dia, vi no SporTV o Nelsão contando sobre esse GP do Canadá de 1984 e achei a história mega FANTÁSTICA. Tentei encontrar esse vídeo no Youtube, mas não encontrei.

    Felizmente, acabei encontrando esse vídeo no Facebook.

  • Dox

    Excelente matéria.
    Nossos 3 campeões são de altíssimo nível.
    Soube do artifício de retirar as engrenagens do câmbio como sendo na Austria, por ter os bexes em descida, mas não sei precisar em qual ano.
    Erro meu ou a tática foi repetida?

  • Pablo Habibe

    Ótima seleção. De tão louvado como maior acertador e desenvolvedor de carros, acabamos esquecendo de que Piquet era um piloto muito veloz e sólido dentro da pista, além de extremamente arrojado quando precisava, como deixou claro em clássicos como Hungaroring 1986 e Adelaide 1990.