10+ Projeto Motor #2: curvas que mais fazem pilotos “prenderem respiração”

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No primeiro texto da seção “10+” do Projeto Motor, a equipe formada por Bruno Ferreira, Leonardo Felix, Lucas Berredo e Lucas Santochi elegeu os dez melhores pilotos não campeões da história da F1. Sir Stirling Moss ocupou a posição de honra na ocasião.

Nesta segunda edição, o foco mudou: saem os competidores, entram os circuitos, ou pelo menos aquele pequeno fragmento deles que é capaz de fazer o ingresso do fim de semana inteiro valer a pena. São as dez curvas mais desafiadoras já usadas em provas oficiais da categoria.

Os critérios vão além da velocidade de contorno. Pode até ser um trecho de velocidade mais baixa. O fator principal é ser “aquele” momento da volta que separa “meninos de homens”, e que leva os pilotos a “prender a respiração” a cada passagem.

Confira a lista:

10 – CURVAS 13 E 14 (Montreal, Canadá)

Canada

O “Muro dos Campeões” é bastante comentado em época de GP do Canadá. Não é à toa: vários campeões já se deram mal na chicane final da pista, veloz e com uma parede próxima. O fato de o circuito ser temporário é um agravante, já que o asfalto é pouco aderente. Recentemente o muro foi ligeiramente afastado, mas, em compensação, a zebra ficou mais alta, o que ajuda a lançar os carros contra o muro.

9 – TARZAN (Zandvoort, Holanda)

Tarzan 

É o ponto mais icônico do autódromo de Zandvoort. O Tarzan é um trecho fechado, de média velocidade, que chama atenção por sua inclinação incomum. Isso dá aos pilotos a oportunidade de adotar linhas diferentes e tentar ultrapassagens tanto por dentro como por fora. Não é coincidência que o local já foi palco de diversas batidas, como a de Nelson Piquet e Alain Prost na luta pelo título de 1983.

8 – PERALTADA (Circuito Hermanos Rodríguez, México)

Peraltada

A última curva da pista mexicana era um pesadelo para os pilotos. Rápida, a Peraltada ainda tinha os desafios de ser levemente inclinada, com área de escape curta e asfalto ondulado, o que já causou batidas espetaculares como a de Ayrton Senna, em 1991. O GP do México está de volta em 2015, mas, para a tristeza dos fãs, o trecho foi substituído por várias curvas lentas por questões de segurança.

7 – LARANJINHA (Interlagos, Brasil)

Laranjinha

Um dos trechos mais difíceis em Interlagos, trata-se de uma rápida guinada à direita feita flatout, em quinta marcha, no topo de uma colina. A curva é chamada assim porque os pilotos inexperientes do passado costumavam errar no contorno da convergência, sendo então apelidados de “laranjas”.

6 – BECKETTS e MAGGOTS (Silverstone, Inglaterra)

Becketts-Maggots

Apesar das mudanças sofridas por Silverstone nos últimos anos, o complexo Becketts/Maggots permanece um dos trechos mais desafiadores para um piloto na F1. Saindo da Copse, os pilotos entram numa sequência a 300 km/h, esterçando esquerda, direita e esquerda novamente enquanto a curva comprime para a entrada da reta Hangar.

5 – CIRCUITO DE PESCARA (Pescara, Itália)

Pescara

Embora tenha recebido um GP oficial apenas uma única vez, em 1957, o circuito de Pescara se tornou célebre por ter sido o traçado mais longo na história da F1: 25,5 quilômetros. A pista citadina passeava por três municípios na região de Abruzzo, centro da Itália, e se destacava pelo traçado de alta velocidade, com duas enormes retas entre vilarejos e um trecho ziguezagueante em subida nas colinas.

4 – PARABÓLICA (Monza, Itália)

Parabólica

É uma das curvas mais famosas da F1. Tem uma primeira parte mais fechada, que exige forte freada, e depois abre o ângulo, permitindo aos pilotos despejar potência antes da reta dos boxes, mas exigindo precisão ao volante. É marcada por acidentes fatais, incluindo de Jochen Rindt, campeão póstumo do Mundial de 70. Em 2014, teve sua área de escape asfaltada, o que para muitos diminuiu seu desafio.

3 – 130R (Suzuka, Japão)

130R

Curva que desafia a coragem dos pilotos, seu nome vem do raio de 130 metros. No final de uma longa reta, é uma guinada à esquerda em altíssima velocidade. Depois de 2002, passou por reformas por conta de um acidente de Allan McNish, e teve sua entrada um pouco facilitada, ganhando uma segunda perna. Mesmo assim, não perdeu o charme. As onboards durante seu contorno até hoje são eletrizantes.

2 – CARROSSEL (Nurburgring, Alemanha)

Carrossel

Uma das poucas curvas de baixa da lista, mas certamente uma das mais icônicas e desafiadoras da história da F1. Nos tempos em que a categoria corria no Nordschleife era um ponto especial do longo traçado. Trata-se de uma longa curva à esquerda, com variação no seu ângulo, inclinada e com muitas ondulações, bastante desgastante para os pilotos. Sua linha interna em concreto é uma marca.

1 – EAU ROUGE (Spa-Francorchamps, Bélgica)

Spa 2

Certamente a curva mais famosa da F1, a “Água Vermelha” notabiliza-se pelos 23 metros de diferença entre o pé e o topo, além da ação absurda da força G sobre os pilotos durante o contorno. Disputar posição ali é para poucos, e nomes como Alessandro Zanardi, Jacques Villeneuve e Stefan Bellof (este, infelizmente, de maneira fatal) já experimentaram o que é errar naquela parte do circuito.

Confira o Debate Motor #2, com a análise do GP do Canadá:

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