10+ Projeto Motor #20: Os melhores campeões com um único título na F1

6

Em 67 anos de história do Mundial de F1, 755 pilotos participaram de pelo menos uma largada na categoria. Destes, apenas 33 se sagraram campeões, incluindo Nico Rosberg, que triunfou em 2016. Com isso em mente, não é preciso mencionar que aqueles que obtêm a conquista máxima já entram automaticamente em uma lista bastante especial.

Mas, analisando este grupo, destacam-se aqueles que normalmente conquistam diversas taças. Basta ver os nomes frequentemente mencionados em listas ou enquetes sobre os maiores da história: são figuras marcadas Juan Manuel Fangio (cinco títulos mundiais), Ayrton Senna (três), Michael Schumacher (sete) e Jim Clark (dois). Para entrar na elite da elite, é preciso ser um múltiplo campeão.

Acompanhe o Projeto Motor nas redes:
Twitter – @projetomotor
Facebook – Projeto Motor
YouTube – Projeto Motor

Contudo, os “monocampeões” também têm vez no Projeto Motor. Em mais um post de nossa seção 10+, montamos uma lista com os maiores pilotos da história da F1 que levantaram a taça apenas uma vez. A ordem foi estabelecida com base na votação de nossa equipe, o que, obviamente, reflete somente a nossa opinião – portanto, se você tem uma leitura diferente, fique à vontade para mencionar no espaço de comentários abaixo!

10º – Nico Rosberg
rosberg-2
Ano do título:
2016
Período em atividade: 2006 até os dias atuais
Vitórias: 23
Poles: 30

O décimo colocado de nossa lista é justamente o mais novo a entrar no panteão de campeões. Rosberg obteve uma conquista que foi fruto de consistência e oportunismo, o que nem de longe significa que o piloto não tenha tido todos os méritos. O título coroa uma carreira sólida: uma vitória sobre o prestigiado colega tricampeão, mais três temporadas sobrepujando Michael Schumacher não são para qualquer um.

9º – James Hunt
hunt

Ano do título:
1976
Período em atividade: 1973 a 1979
Vitórias: 10
Poles: 14

Não se deixe enganar pela fama de boêmio: Hunt foi um piloto de extrema competência. Sua carreira na F1 foi relativamente curta, mas suas passagens por Hesketh e McLaren mostraram por várias vezes um ás absurdamente veloz e corajoso. Todos sabem a respeito do contexto em que seu título veio, em 76, mas se tratou de uma campanha em que precisou suportar grande pressão contra uma concorrência lendária.

8º – Keke Rosberg

Rosberg venceu o campeonato de 82 com um carro mediano (Divulgação)

Ano do título: 1982
Período em atividade: 1978 a 1986
Vitórias: 5
Poles: 5

O Rosberg pai se sagrou campeão em uma das temporadas mais conturbadas da história da F1, marcada por tragédias envolvendo os pilotos da favorita Ferrari. Mesmo assim, o finlandês precisou mostrar muito braço para superar nomes de alto calibre, como Prost e Lauda. Rosberg talvez pudesse ir além em sua carreira se soubesse como domar e polir seu enorme talento ao volante, mas uma coisa era fato: braço nunca faltou.

7º – John Surtees
surtees
Ano do título:
1964
Período em atividade: 1960 a 1972
Vitórias: 6
Poles: 7

Surtees merece todas as reverências por ter sido o único a se sagrar campeão mundial na F1 e na Motovelocidade. Mas, falando apenas nas quatro rodas, o inglês apresentou velocidade suficiente para se destacar em uma safra fortíssima, com Jim Clark, Graham Hill, Jack Brabham, entre outros. A saída da Ferrari representou praticamente o fim de sua vida competitiva na F1, mas a história já estava feita.

6º – Mario Andretti
mario-andretti
Ano do título:
1978
Período em atividade: 1968 a 1982
Vitórias: 12
Poles: 18

Polivalente, capaz de brilhar tanto na Europa quanto na América, Andretti chegou à F1 com tudo, na pole de seu GP de estreia. Ali já deu mostras de seu enorme talento. A coroação definitiva veio em 1978, a bordo do fortíssimo Lotus 79 e ao lado de Ronnie Peterson, um dos maiores não-campeões da história. O retorno surpreendente à F1 em 82, também com a pole, deixou a impressão de que Andretti poderia ter ido muito além de só um título.

5º – Kimi Raikkonen
kimi-spa-2007

Ano do título: 2007
Período em atividade: 2001 até hoje (ficou fora em 2010 e 2011)
Vitórias: 20
Poles: 16

O homem de gelo entrou na F1 com apenas dois anos de automobilismo. Na segunda temporada já estava na “grande” McLaren e na terceira, em 2003, disputou ponto-a-ponto o título com Schumacher, sendo derrotado por apenas dois tentos. Teve mais uma derrota para Alonso em 2005, mas o campeonato veio em 2007, na estreia pela Ferrari. E não foi de qualquer maneira. Apesar da vitória na 1ª etapa, teve começo oscilante até se acertar na equipe. Chegou à corrida final em terceiro na pontuação, mas conseguiu a virada em uma final surpreendente ao vencer o GP do Brasil e ver Alonso e Hamilton se enrolarem na disputa interna.

4º – Jody Scheckter
Scheckter ferrari 1979

Ano do título: 1979
Período em atividade: 1972 a 80
Vitórias: 10
Poles: 3

O sul-africano apareceu para a F1 ainda novo, aos 22 anos, depois de se destacar na F-Ford e F-5000. Sempre mostrando muito velocidade, ele teve problemas na primeira parte da sua carreira pelo seu estilo agressivo com a GPDA (Associação de Pilotos) e outros rivais. Mas, aos poucos, ele conseguiu desfazer essa má impressão. Evoluiu, ganhando corridas pela Tyrrel e Wolff até chegar à Ferrari, onde mostrou maturidade e constância para bater Gilles Villeneuve e conquistar o título de 79. O feito pela escuderia de Maranello demoraria 21 anos para ser repetido.

3º. Jenson Button
button-brawn-2009

Ano do título: 2009
Período em atividade: 2000 a 2016
Vitórias: 15
Poles: 8

Com uma carreira de altos e baixos até finalmente chegar ao topo, o inglês foi de talento promissor que se perdeu em meio ao glamour do paddock da F1 a um piloto constante e que, quando ninguém mais esperava, soube provar seu valor. Seu título veio em 2009 com a Brawn GP, em um ano atípico (para dizer o mínimo) da F1 por conta de mudanças e polêmicas no regulamento. Mas, depois daquela temporada, ele soube evoluir e manter um alto nível quando foi para a McLaren, batendo, inclusive, o companheiro Lewis Hamilton e conquistando um vice-campeonato em 2011.

2º. Nigel Mansell
mansell-williams-1992

Ano do título: 1992
Período em atividade: 1980 a 85
Vitórias: 31
Poles: 32

O Leão é um dos mais carismáticos pilotos da história da F1. É verdade que se atrapalhou diversas vezes e nunca foi exemplo de constância, mas ninguém questiona sua velocidade e habilidade. Ele sofreu com três vice-campeonatos até finalmente conquistar seu título, já aos 38 anos, com o grande modelo FW14B, da Williams, em uma campanha de nove vitórias em 16 corridas e quase o dobro de pontos do segundo colocado, Patrese, seu companheiro. Depois, ele ainda mostraria seu talento na Indy, onde também seria campeão.

1º Jochen Rindt
rindt-lotus-1970

Ano do título: 1970
Período em atividade: 1964 a 70
Vitórias: 6
Poles: 10

O austríaco ficou marcado por ser o único campeão póstumo da história da F1. Sua liderança era tão inconteste na temporada de 70, que mesmo sofrendo um acidente fatal nos treinos do GP da Itália, com ainda 4 das 12 etapas do campeonato pela frente, ele ficou com o título daquele ano com cinco pontos de vantagem para Jacky Ickx. Rápido e habilidoso, de estilo bastante agressivo dentro da pista e de confiança de sobra fora, Rindt tinha tudo para ser um dos principais talentos da categoria no começo dos anos 70. Apesar de não ter tido tempo para completar sua obra, o pouco que fez foi o bastante para deixar marcado seu talento na história do Mundial.

Debate Motor #54: Como um piloto se torna um dos grandes do esporte?

 Comunicar Erro

Projeto Motor

Automobilismo além da notícia!

  • Leandro Farias

    Pra mim, Mansell merecia o primeiro lugar. Li que o Rindt ia se aposentar no fim de 70, então não tem muito essa conversa de “se sobrevivesse poderia ter ganho mais títulos”.

    E salvo engano o alemão naturalizado austríaco só brigou por título aquela vez, enquanto Mansell brigou pelo título outras 3 e só não foi bi pelo azar que deu em 86.

  • Alexandre Baims

    Raikkonen para mim é melhor que Button.

    • André Alves

      Concordo plenamente, e digo isso gostando do Button.

      • Alexandre Baims

        Pois é. Tb gosto dele.

  • ituano_voador

    Alguns dessa lista só não venceram mais campeonatos por circunstâncias muito peculiares: Rindt morreu no auge, com um carro excepcional nas mãos, que ainda era competitivo em 1973; Mansell perdeu os títulos de 86 e 87 por puro azar, especialmente em 86; Surtees teria sido campeão em 1966, se não fosse obrigado a abandonar a Ferrari por conta da briga com o DS Eugenio Dragoni; Raikkonen perdeu o campeonato de 2005 por conta de seguidos problemas de sua McLaren.
    Por outro lado, Scheckter e Button conseguiram as taças no limiar de suas capacidades, em um nível que não atingiram em outros momentos.
    E Keke, vai saber o que poderia ter acontecido em sua carreira se ele decidisse permanecer na Williams em 86…

    • Leandro Farias

      Acho que foi no Grande Prêmio que eu li que o Rindt ia parar depois que ganhasse em 1970.