10+ Projeto Motor #5: maiores parcerias equipe/piloto na F1

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*Por Bruno Ferreira, Leonardo Felix, Lucas Berredo e Lucas Santochi

Assim como sempre imaginamos alguns jogadores de futebol com determinadas camisas – Pelé com a do Santos, Zico com a do Flamengo, Messi com a do Barcelona – muitos pilotos de F1 também passam a ter suas imagens intimamente ligadas a de determinadas equipes.

Isso acontece por conta de períodos de vitórias e títulos ou simplesmente por passagens longas e marcantes em um time. É quase tão fácil lembrar de Ferrari quando se fala de Schumacher e McLaren de Senna quanto Minardi de Martini.

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#4 – Anúncios da F1 que jamais saíram do papel

O Comitê do Projeto Motor resolveu lembrar várias dessas parcerias entre pilotos e equipes e eleger as 10 de mais sucesso. Para isso, foram analisados o número de vitórias e títulos e os próprios laços afetivos e de imagem que acabaram ligando um a o outro.

Confira a lista e não deixe de comentar ou enviar a sua sugestão de nomes que poderiam estar aqui:

10º – FERNANDO ALONSO E RENAULT

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Temporadas: 6 (2003-06 e 2008-09)
GPs: 105
Títulos: 2
Vitórias: 17
Poles: 16
Pódios: 41

Embora tenha um currículo extenso na F1, a montadora francesa não passou de dois títulos de construtores como equipe própria, conquistados em 2005 e 2006. Um dois responsáveis-mor pelo biênio de sucesso foi Fernando Alonso. Cria de Flavio Briatore, o espanhol de 24/25 anos mostrou maturidade para brigar contra Kimi Raikkonen e Michael Schumacher e se tornou, à época, o mais jovem bicampeão da história. Contando suas duas passagens pelo time, foram 17 vitórias, 16 poles e 41 pódios.

9º – NIGEL MANSELL E WILLIAMS

Mansell WIlliam

Temporadas: 6* (1985-1988 e 1991-1992)
GPs: 95
Títulos: 1
Vitórias: 28
Poles: 28
Pódios: 43
* Correu pela Williams também em 1994, mas atuando em apenas 4 dos 16 GPs na temporada

Em relação a títulos, esta foi a parceria menos bem-sucedida de toda a lista. Mas não dá para negar ou ignorar a importância do “Red Five” correndo contra Nelson Piquet, Alain Prost e Ayrton Senna entre os anos 80 e 90. O “Leão” foi o piloto que mais disputou GPs oficiais pelo time – 95 -, e também aquele que mais triunfou por ele – 28 vezes. Era um casamento que ornava: Mansell jamais repetiu o mesmo nível de desempenho em Ferrari, Lotus ou McLaren.

8º – NELSON PIQUET E BRABHAM

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Temporadas: 7* (1979-1985)
GPs: 106
Títulos: 2
Vitórias: 13
Poles: 18
Pódios: 29
* Correu pela Brabham também em 1978, mas em apenas um GP (Canadá)

Contratado para ser escudeiro de Niki Lauda, Nelson Piquet se viu alçado repentinamente ao posto de primeiro piloto da Brabham ao fim de 79, com a saída repentina do então bicampeão. Deu conta da missão: ao lado do inventivo Gordon Murray, apresentou soluções técnicas inovadoras e obteve o bicampeonato de pilotos em 81 e 83. De 106 GPs, Piquet esteve no degrau mais alto em 13, incluindo o triunfo no GP da França de 85, o último da história da lendária esquadra.

7º – NIKI LAUDA E FERRARI

Ferrari, Lauda, Montezemolo - anos 70

Temporadas: 4 (1974-1977)
GPs: 57
Títulos: 2
Vitórias: 15
Poles: 23
Pódios: 32

Foi com a Ferrari que Niki Lauda despontou para a F1. Além de trazer o título da categoria de volta a Maranello – após uma seca de 11 anos –, o austríaco conquistou 15 de suas 25 vitórias na carreira a bordo de um carro vermelho. O combo vencedor também envolvia o engenheiro Mauro Forghieri e o executivo Luca di Montezemolo. Pena que terminou muito mal, com um grave desentendimento entre Lauda e Enzo Ferrari.

6º – JACKIE STEWART E TYRRELL

Tyrrell, Stewart - anos 70

Temporadas: 4 (1970-1973)
GPs: 49*
Títulos: 2
Vitórias: 16*
Poles: 15*
Pódios: 24*
* Inclui 10 GPs disputados no início de 1970 com chassi March

A parceria entre Ken Tyrrell e Jackie Stewart começou no início dos anos 60, quando o escocês conquistou pelo time o título da F3 Inglesa. Já na F1, os dois se uniram novamente durante a operação da Matra em 1968/69 e, em seguida, no time Tyrrell. Pela equipe de Ockham, Stewart obteve 16 de suas 27 vitórias na carreira (59,3%), além dos títulos de 1971 e 73. A época de glória da Tyrrell na F1 também se confunde com a de Stewart: após a saída do escocês, a equipe regrediu ao status de time médio.

5º – ALAIN PROST E MCLAREN

Prost - fim dos anos 80

Temporadas: 7 (1980 e 1984-1989)
GPs: 107
Títulos: 3
Vitórias: 30
Poles: 10
Pódios: 63

Até a ascensão de Ayrton Senna no fim dos anos 80, Alain Prost e McLaren eram quase sinônimos. Graças ao pequeno francês, Woking passou de um time intermediário do grid a um colecionador de vitórias, em especial nos biênios 1984/85 e 1988/89. Também foram importantes as participações do projetista John Barnard e do veterano Niki Lauda, mas foi com o bi de Prost em 1985/86 a McLaren se tornou definitivamente uma equipe grande no esporte.

4º – JIM CLARK E LOTUS

Clark Lotus

Temporadas: 9 (1960-1968)
GPs: 72
Títulos: 2
Vitórias: 25
Poles: 33
Pódios: 32

Considerado um dos maiores de todos os tempos, Clark construiu toda sua carreira na Lotus, de modo que sua trajetória se mistura com a do time de Colin Chapman. E o sucesso da parceria não foi só visto com os dois títulos e as 25 vitórias no Mundial: também rendeu frutos do outro lado do Atlântico, com as 500 Milhas de Indianápolis de 1965. Não à toa, sua morte prematura foi duramente sentida por Chapman, que, depois disso, evitou se apegar com seus outros pilotos.

3º – SEBASTIAN VETTEL E RED BULL

Adrian Newey, Sebastian Vettel, Christian Horner - Lifestyle

Temporadas: 6 (2009-2014)
GPs: 113
Títulos: 4
Vitórias: 38
Poles: 44
Pódios: 65

A parceria mais bem sucedida da década teve uma dinâmica inusitada, já que Vettel e a equipe austríaca cresceram praticamente juntos no mundo da F1. O alemão, cria do programa de jovens pilotos da Red Bull, se juntou ao time em 2009, justamente quando deu o grande salto de qualidade com a mudança de regulamento. Dali para frente, Vettel soube guiar com maestria as joias concebidas por Adrian Newey, se tornando apenas o terceiro da história a conquistar mais de três títulos consecutivos.

2º – AYRTON SENNA E MCLAREN

AYRTON SENNA & McLAREN FORD TEAM BOSS RON DENNIS CELEBRATE VICTORY

Temporadas: 6 (1988-1993)
GPs: 96
Títulos: 3
Vitórias: 35
Poles: 46
Pódios: 55

Os seis anos que Senna passou em Woking foram tempo suficiente para colocar a parceira na história. Foi sob o comando de Ron Dennis que Senna conquistou seus três títulos, obteve suas vitórias mais belas e viveu os momentos mais controversos de sua carreira. Na virada dos anos 80 para os 90, a parceria Senna/McLaren/Honda formava o “time dos sonhos”. Até hoje a combinação do capacete amarelo com o carro branco e vermelho é uma das imagens mais icônicas da história.

1º – MICHAEL SCHUMACHER E FERRARI

Michael-Schumacher-Ferrari

Temporadas: 11 (1996-2006)
GPs: 180 (recorde)
Títulos: 5 (recorde)
Vitórias: 72 (recorde)
Poles: 58 (recorde)
Pódios: 116 (recorde)

Os números de Michael Schumacher na Ferrari dizem muito sobre essa parceria. O alemão e a equipe de Maranello formaram uma verdadeira Era de domínio na F1 entre 2000-04. A parceria ainda encaixou muito bem em termos de imagem e associação fora das pistas. Mesmo com passagens por Benetton e Mercedes, o heptacampeão sempre será lembrado pelas comemorações de macacão vermelho e os momentos de regente no topo do pódio ao som do hino italiano.

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Lucas Santochi

Mais um fanático da gangue que criou vínculo com automobilismo desde a infância. Acampou diversas vezes nas calçadas ao redor de Interlagos para assistir aos GPs e nunca esqueceu a primeira vez que, ainda do lado de fora do autódromo, ouviu o barulho de F1 acelerando pela reta. Jornalista formado em 2004, passou por redações na época da TV Band e Abril, teve experiência na área de assessoria de comunicação esportiva até chegar ao site especializado em esporte a motor Tazio, em 2010. Passou pelas funções de redator, repórter (cobrindo diversas corridas no Brasil e exterior de F1, Indy, WEC, Stock Car, entre outras) e subeditor até o final de 2013, quando o veículo encerrou suas atividades. Trabalhou ainda como redator do UOL Esporte em 2014 até que decidiu se juntar com os outros três membros do Projeto Motor para investir na iniciativa.