10+ Projeto Motor #6: os pilotos da F1 que mais brilharam em 2015

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A tabela de pontos dificilmente mente. Mas, ainda mais em um esporte como a F1, em que diversos fatores como carro, motor, pneus e clima possuem forte influência, alguns pilotos conseguem brilhar mais do que a classificação do campeonato aponta, ou ao contrário.

Sendo assim, o comitê editorial do Projeto Motor analisou e fez um ranking dos 10 melhores pilotos da temporada, levando em conta o objetivo que cada um tinha no começo do ano, o equipamento à disposição e o desempenho em relação ao companheiro de equipe.

Como sempre lembramos na seção 10+, listas muitas vezes possuem critérios subjetivos e podem ser discutidas. Por isso, se discordar, fique à vontade de comentar com a sua sugestão de melhores.

Vamos lá:

10º – FELIPE MASSA
Equipe: Williams
Classificação no Campeonato: 6º (121 pontos; dois pódios)

Massa pódio

Felipe Massa pode não ter voltado à forma que lhe rendeu o vice-campeonato de 2008, mas é inegável que, desde a fatídica “molada” sofrida em 2009, o paulistano não fazia uma temporada tão consistente quanto a última. Terminar atrás do parceiro de Williams na tábua de pontos não foi demérito: Valtteri Bottas é um dos automobilistas mais promissores da atual geração e, mesmo aos 34 anos, Massa o enfrentou de igual para igual e ajudou a promover aquela que, certamente, foi a batalha interna mais parelha de todo o campeonato.

9º – DANIEL RICCIARDO
Equipe: Red Bull
Classificação no Campeonato: 8º (92 pontos; dois pódios)

Ricciardo

As limitações de potência e as falhas mecânicas da contestada unidade motriz da Renault impediram Daniel Ricciardo de repetir a campanha fenomenal do ano anterior, quando peitou (e bateu) ninguém menos do que o tetracampeão Sebastian Vettel em seu próprio quintal. O arrojo, a combatividade e o sorrisão de orelha a orelha continuaram ali, mas faltaram equipamento, consistência e um bocado de sorte ao australiano nesta campanha.

8º – ROMAIN GROSJEAN
Equipe: Lotus
Classificação no Campeonato: 11º (51 pontos; um pódio)

Romain Grosjean, da Lotus

Marcar pontos em dez das 19 etapas competindo por uma escuderia que mal tinha dinheiro para pagar as contas seria per si um feito louvável. Superar de forma sistemática o veloz Pastor Maldonado (sem depender das presepadas do venezuelano), idem. Mas Romain Grosjean foi além em 2015: obteve um quase-milagroso pódio no GP da Bélgica e ajudou a garantir o sexto lugar no Mundial de Construtores à claudicante Lotus. Não à toa, saiu com moral do time aurinegro para liderar o projeto da novata Haas.

7º – NICO ROSBERG
Equipe: Mercedes
Classificação no Campeonato: 2º (322 pontos, 6 vitórias, 7 poles)

Nico Rosberg - 2015

Novamente o alemão foi subjugado por Lewis Hamilton na Mercedes, desta vez com certa folga – 7 x 12 em classificações, 6 x 10 em corridas e 322 x 381 na tabela de pontuação. A recuperação nos últimos GPs, porém, mostra que, se aprender a lidar com a pressão, talvez o alemão consiga se tornar um desafio mais sério para o tricampeão. Rosberg não é um gênio, mas, em condições favoráveis, é suficientemente rápido para dominar corridas com certa maestria. Este é um mérito que o diferencia de outros “segundões” que apareceram nos últimos anos na F1, como Mark Webber e Rubens Barrichello.

6º – DANIIL KVYAT
Equipe: Red Bull
Classificação no Campeonato: 7º (95 pontos, um pódio)

AUTO-PRIX-F1-HUN-PODIUM

A posição do russo na Red Bull surgiu de forma repentina: Sebastian Vettel anunciou sua transferência para a Ferrari e, sem muitas opções no mercado, a equipe de Milton Keynes precisou recorrer ao “departamento de juniores”. Mas Kvyat deu conta do recado: se não pôde derrotar Daniel Ricciardo em classificações, o ás de apenas 21 anos venceu o australiano no duelo interno de chegadas (7 x 6) e terminou a temporada com três pontos a mais que o colega. Nada mal para um piloto que, no início do ano, despertava desconfiança pela inexperiência.

5º – SERGIO PÉREZ
Equipe: Force India
Classificação no Campeonato: 9º (78 pontos, um pódio)

Motor Racing - Formula One Testing - Test Three - Day 4 -  Barcelona, Spain

Para os detratores do mexicano, o desempenho pífio pela McLaren, dois anos atrás, maculou sua carreira. Mas Pérez vem se recuperando bem na equipe de Silverstone. Em 2014, terminou o ano atrás de Nico Hulkenberg, mas obteve um pódio – algo que o alemão até hoje não garantiu na F1. Já na atual temporada, foram 78 pontos contra 58 de Hulk. O mexicano apenas precisa evoluir seu desempenho em treinos classificatórios.

4º – VALTTERI BOTTAS
Equipe: Williams
Classificação no Campeonato: 5º (136 pontos; dois pódios)

Bottas obteve dois pódios em 2015 (Glenn Dunbar/LAT)

Depois de uma forte campanha no ano passado, Bottas não começou 2015 com o pé direito. O finlandês sofreu com problemas nas costas, ficou de fora do GP da Austrália e não conseguia se impor sobre seu companheiro, Felipe Massa, como havia feito em 2014. Contudo, com o decorrer da temporada, o piloto do carro #77 reencontrou a velha forma e fechou o ano com dois pódios (seriam três se não fosse a desastrada manobra de Kimi Raikkonen na Rússia). Foi mais uma temporada de consolidação para o jovem finlandês.

3º – MAX VERSTAPPEN
Equipe: Toro Rosso
Classificação no Campeonato: 12º (49 pontos)

Verstappen se destacou em sua primeira temporada na F1 (Divulgação)

Toda a F1 estava curiosa para ver como que o piloto mais jovem de sua história, aos 17 anos, iria render na pista. O que se viu ao longo de 2015 foi um competidor velocíssimo, combativo, de personalidade forte e surpreendentemente cirúrgico em manobras de disputa por posição. Tal atributos deixaram Verstappen muito perto de subir no pódio na Hungria e Estados Unidos. Naturalmente alguns erros vieram, mas se trata de algo absolutamente compreensível para um novato que ainda não aprendeu a dosar seu enorme talento. Por ter se mostrado um verdadeiro diamante bruto e conquistado excelentes resultados de forma tão precoce, Max sobe no pódio em nossa lista.

2º – SEBASTIAN VETTEL
Equipe: Ferrari
Classificação no Campeonato: 3º (278 pontos; três vitórias; uma pole position)

Vettel foi quem mais incomodou as Mercedes em 2015 (Divulgação)

Ao ser superado por Daniel Ricciardo na Red Bull em 2014, muitos colocaram em xeque a reputação do tetracampeão mundial. Mas, neste ano, Vettel tirou de letra a responsabilidade de remover a Ferrari do limbo e mostrou que ainda é o “pacote completo” dos velhos tempos. Sem condição de lutar de igual para igual com as Mercedes, Vettel fez o que podia: manteve “cadeira cativa” no terceiro lugar ao longo do ano. Aliás, toda vez que as “Flechas de Prata” bobeavam, lá estava o alemão para tirar uma casquinha, como aconteceu em suas três vitórias. Mesmo que não tenha conseguido manter o embalo para lutar com Nico Rosberg pelo vice no campeonato, Vettel mandou uma mensagem mais do que clara para quem duvidava de seu talento.

1º – LEWIS HAMILTON
Equipe: Mercedes
Classificação no Campeonato: 1º (381 pontos; 10 vitórias; 11 pole positons)

Lewis Hamilton, da Mercedes

Se em 2014 a virada contra o companheiro, Nico Rosberg, veio só na reta final, em 2015 Hamilton se impôs sobre o alemão desde o começo. As 3 vitórias nas quatro primeiras corridas já davam uma mostra de que o inglês seria soberano. E, apesar de algumas derrotas pelo caminho, ele não deu chances para o rival. Independente do carro, ninguém vence um campeonato com três corridas de antecipação à toa. Lewis é verdadeiramente um grande campeão.

Assista à edição #15 do DEBATE MOTOR, com a equipe analisando o GP de Abu Dhabi:

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  • Guilherme Rezende

    Tiraria Massa ou Ricciardo da lista e colocaria o menino Nasr,com um dos piores carros do grid conseguiu atingir quinta e sexta colocação em corridas do campeonato.