Cinco pontos positivos (e quatro negativos) da F1 em 2017

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A temporada de 2017 da F1 chegou ao fim. O GP de Abu Dhabi marcou o desfecho de uma longa campanha, iniciada em março, que contou com momentos de tensão, de equilíbrio, e outros um pouco menos espetaculares.

No fim, o título foi mais uma vez para a conta de Lewis Hamilton e da Mercedes de forma antecipada. O resultado do campeonato certamente decepcionou muita gente que esperava uma disputa mais parelha e o fim da hegemonia das Flechas de Prata. Não foi desta vez.

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Mas a análise de um campeonato vai muito além de sua tabela de classificação. A temporada de 2017, por mais que tenha tido pontos negativos, também teve diversos aspectos com saldo positivo.

Quais são estes pontos? Confira a nossa análise e deixe sua opinião!

PONTO POSITIVO: Uma rivalidade entre multicampeões

BP

A Ferrari soube tirar bom proveito da mudança do regulamento técnico e iniciou a temporada de 2017 “pau a pau” com a Mercedes. Foi o terreno propício para uma disputa ferrenha entre Lewis Hamilton e Sebastian Vettel.

Sejamos justos: entre 2014 e 2016, quando a Mercedes dominava de forma isolada, a Fórmula 1 ainda contava com uma rivalidade explosiva nos momentos em que Nico Rosberg conseguia bater de frente com Hamilton. Porém, é inegável que, com Vettel na disputa, a rixa ganha muito mais peso, pois agora estamos falando simplesmente dos pilotos que ganharam oito dos últimos dez campeonatos.

No começo, a disputa era intensa na pista, mas amigável e cordial fora dela. Entretanto, no já lendário GP do Azerbaijão, a situação pegou fogo, com direito a choque proposital, punições, reclamações e críticas diretas de ambos os lados.

Dois multicampeões com rivalidade ácida? Roteiro para fã nenhum botar defeito.

PONTO NEGATIVO: A Mercedes ainda está passos à frente

Hamilton Suzuka destaque

Mas, se parecia que disputa se estenderia até o fim, não foi o que aconteceu – a campanha de Vettel e da Ferrari simplesmente saiu dos trilhos no terço final do campeonato. Assim, o que era para ser uma disputa acirrada se tornou mais um título decidido com duas provas de antecedência.

Em termos de ritmo, o cenário geral foi parelho. A vantagem (especialmente em ritmo de corrida) variava entre Mercedes e Ferrari de acordo com o tipo de circuito e as condições climáticas em questão.

hamilton

Contudo, é muito importante entender: não se trata de uma disputa de 100 metros rasos, e sim de uma maratona. O regulamento de motores, que em 2017 determinava o uso de quatro unidades de potência por todo o campeonato, exigiu planejamento de todas as fabricantes, o que, no fim, se mostrou um fator decisivo em favor da atual campeã.

A Mercedes, com a confiabilidade de um reloginho, arquitetou sua temporada inteira com perfeição. Nenhuma de suas equipes (nem a oficial, nem as clientes) foi punida em posições do grid por extrapolar o número de peças – apenas Hamilton aproveitou o acidente na classificação no Brasil para utilizar motor a combustão, turbocompressor e MGU-H adicionais.

Já Vettel começou a enfrentar seu calvário em Singapura, quando sofreu um acidente que, por mais que ele não tenha sido o evidente culpado, também não foi uma completa vítima. Depois, enfrentou falhas importantes de motor na Malásia (classificação) e Japão (corrida) que foram a pá de cal em suas chances.

Ou seja, no geral, a Mercedes foi a que melhor soube mesclar a sempre importante (e às vezes subestimada pelo público) relação entre velocidade e confiabilidade, e isso foi decisivo para a conquista de um título mais tranquilo do que se esperava.

PONTO POSITIVO: A F1 conseguiu carros mais belos e imponentes

Renault

A introdução do novo regulamento técnico de 2017 não foi suficiente para quebrar a hegemonia da Mercedes, mas trouxe à tona outros pontos interessantes.

O primeiro deles: os carros mais largos e robustos conseguiram cumprir o objetivo de serem mais imponentes. As imagens do pelotão alinhado, com rodas mais largas e asas maiores, trouxeram de volta um impacto que era o que a categoria justamente procurava.

Além disso, houve um aumento de velocidade visível, o que provocou várias quebras de recordes e desafiou os pilotos (técnica e fisicamente) muito mais do que antes.

PONTO NEGATIVO: A “mudança do século ” feita de forma atropelada

Halo

Mas, se a estética era prioridade um dia, no outro ela foi colocada em segundo plano com a mudança que deve mudar a cara da F1 para sempre. O anúncio da introdução do halo para 2018 foi feito de forma surpreendente, o que transmitiu sinais confusos.

A entrada do utensílio, inicialmente prevista para 2017, havia sofrido um ano de adiamento, já que ainda não havia total confiança no conceito. Foi justamente por isso que a F1 buscou alternativas, como o aeroscreen e o escudo. A própria categoria parecia não estar confortável com os aspectos gerais do halo no início de tudo.

É claro que a novidade trará benefícios na segurança, mas a impressão que a própria F1 deu foi de que ela optou pela alternativa que dava, e não na certeira. Será que, para mexer nesse vespeiro ao fechar o cockpit (indo de encontro à marca registrada dos monopostos), as coisas não poderiam ter sido feitas de maneira mais transparente e direta?

PONTO POSITIVO: Houve certa redução nas punições…

Foi uma mudança na filosofia dos comissários. Por instruções superiores, as disputas por posição, toques e controvérsias tiveram menor interferência da direção de prova, o que representou uma redução significativa em relação aos anos anteriores, onde qualquer entrevero entre os pilotos tinha como consequência uma sanção superior.

PONTO NEGATIVO: … mas as punições que ainda temos são inconsistentes

DMOTOR

No entanto, ainda há um longo caminho para se chegar a um nível ideal. Ainda é possível detectar certa incoerência em algumas decisões, pois um lance que provoca uma punição em uma corrida pode passar impune na próxima (ou vice-versa).

Além disso, causou perplexidade a declaração de um comissário do GP do Azerbaijão que confessou que “não quis influenciar no campeonato” na punição dada a Sebastian Vettel pelo toque em Lewis Hamilton. Oras, critérios deveriam ser objetivos, adotados independentemente dos personagens envolvidos.

O mesmo se aplicou quando Hamilton ficou no caminho de Romain Grosjean no Q3 do GP da Inglaterra. O inglês ficou impune, sendo que houve outras punições a pilotos do bloco intermediário em condições parecidas. O ano de 2017 também mostrou que a F1 precisa se ajustar nesse sentido.

PONTO POSITIVO: A F1 enfim entrou no século XXI

Hamilton Senna

O grupo Liberty Media, novo dono da FOM (Formula One Management, detentora dos direitos comerciais da F1), ainda não conseguiu por em prática todas as mudanças que gostaria. No entanto, naquilo que já pôde mexer, ela fez um trabalho notável.

A começar pelas redes sociais. A F1 enfim começou a entrar de vez no mundo digital, com participação mais ativa no Facebook, YouTube e Twitter. Isso rendeu aos fãs conteúdos diferenciados, como clipes de corridas históricas, quadros especiais e bate-papo ao vivo com os pilotos.

Além disso, o Liberty também autorizou que as equipes pudessem registrar seus próprios vídeos nos circuitos, o que era proibido na antiga gestão de Bernie Ecclestone. E justamente essa ruptura com a administração anterior foi simbolizada com a mudança na logo da F1, como analisamos no Giro Rápido #7:

E as novidades também chegaram ao mundo real. O Liberty se mostrou mais preocupado em incrementar o espetáculo durante seus eventos, com toques que deixaram a F1 mais humanizada e menos engessada.

O evento realizado nas ruas de Londres e entrevistas com os pilotos na pista após as sessões classificatórias são uma boa forma de aproximar os ídolos ao público. A preocupação também foi percebida na identificação adicional nos carros, com números e siglas dos pilotos mais visíveis.

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Houve também iniciativas distintas em ocasiões específicas, como a entrega de um capacete de Ayrton Senna a Lewis Hamilton após o inglês igualar as 65 poles do brasileiro, ou a introdução extravagante feita aos pilotos no GP dos Estados Unidos. E o menino Thomas Daniel, que conheceu Kimi Raikkonen no GP da Espanha instantes após chorar pelo abandono do finlandês?

São ajustes pequenos que fazem diferença – provocam burburinho e melhoram a imagem da F1. Bola dentro.

PONTO NEGATIVO: Mas ainda há muito trabalho pela frente

largada 2

Parece que os lados comercial e esportivo da F1 ainda batem cabeça entre si. Por um lado as coisas melhoraram, mas, por outro, a categoria não consegue se livrar de pormenores técnicos que causam tanta confusão.

Sim, estamos falando das patéticas punições que são aplicadas em quase todas as provas pela extrapolação no número peças do motor ou por troca de câmbio. Das 20 provas do calendário, em apenas três o grid de largada foi o mesmo em relação à sessão classificatória.

E quanto ao pobre Brendon Hartley, que, em quatro corridas na F1, acumulou 65 posições de punição?

Para uma categoria que pretende se simplificar e se comunicar de forma mais direta com o público, é péssimo – e é um problema antigo do qual a F1 não consegue se livrar. E se prepare: se nada mudar, tudo deve ser ainda pior em 2018, quando o regulamento ficará ainda mais restrito.

PONTO POSITIVO: Foi um ano com muita história para contar

Alonso

Com todos seus prós e contras, foi uma temporada com acontecimentos marcantes de sobra. Além dos episódios que já citamos, houve vários outros momentos que deram o que falar.

Kubica

A iniciativa da McLaren e de Fernando Alonso de cruzar o Atlântico para competir nas 500 Milhas de Indianápolis já ficou marcada. O retorno relâmpago de Jenson Button, acontecimento secundário da história, também não passou batido.

E o que falar de Robert Kubica, que fez, de surpresa, uma reaparição que parecia inimaginável no cockpit de um F1, com direito a testes oficiais e a possibilidade real de uma vaga em tempo integral para 2018? Certamente a trajetória do polonês já é um dos grandes episódios de superação entre todos os esportes de alto rendimento.

E houve muito mais: os desdobramentos definitivos da relação entre McLaren e Honda, a novela entre os pilotos da Toro Rosso – que proporcionou a chegada, também improvável, de Brendon Hartley…

Talvez este seja o grande êxito de 2017: certamente não foi um ano que será esquecido.

Bate-Pronto #21: Bottas vence e Mercedes fecha F1 2017 com dobradinha

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Bruno Ferreira

Sempre gostou de automobilismo e assiste às corridas desde que era criança. A paixão atingiu outro patamar quando viu – e ouviu – um carro de F1 ao vivo pela primeira vez. Depois disso, o gosto pelas corridas acabou se transformando em profissão. Iniciou sua trajetória como jornalista especializado em automobilismo em 2010, no mesmo ano em que se formou, quando publicou seu primeiro texto no site Tazio. De lá para cá, cobriu GPs de F1 no Brasil e no exterior, incluindo duas decisões de título (2011 e 2012), além de provas de categorias como Indy, WEC, WTCC e Stock Car.

  • [K.O.N] Gabala

    Foi um ano muito bacana de se acompanhar. Que em 2018 a coisa melhore.

  • Antonio Manoel

    Realmente, 2017 foi o ano de muitos acontecimentos positivos e negativos na Formula 1 e no automobilismo em geral…

    Lembro que ainda em 2015 já se falavam dos carros que viriam em 2017, revistas automobilísticas traziam a então futura geração dos carros da F1 como matéria de capa com projeções de como os carros ficariam (fiquei altamente interessado em uma em inglês, mas o preço não possibilitou a compra), o que me deixou bastante entusiasmado para falar a verdade. Os carros realmente ficaram bonitos em 2017 e falando da questão do espetáculo, pela primeira vez na era turbo híbrida, se viu mais do que duas equipes vencendo corridas, afinal desde 2014 a Mercedes dominou a categoria e de lá pra cá (até 2016, mais especificamente), ou a Ferrari ou a Red Bull venciam uma corrida ou outra, porém em 2017 tivemos uma variedade de resultados maior e menos repetições de resultados na primeira posição e na verdade foi até mesmo mais variada do que 2013, quando Lotus, Red Bull, Ferrari e Mercedes venceram corridas, porém após uma boa variedade de resultados, teve apenas a equipe austríaca vencendo da 11ª corrida até a 19ª, etapa final da temporada que ainda era no Brasil.

    Mas no lado negativo, para mim a inconsistência ainda foi um fator de força muito bem representada no GP dos Estados Unidos, onde Verstappen foi punido (não questiono nada nessa decisão), porém outros pilotos que também saíram da pista ao longo do final de semana não foram (não que a punição se aplique à todos os casos, mas tiveram casos onde com certeza os pilotos obtiveram vantagem de tempo no prolongamento da curva no classificatório e ainda tiveram suas voltas válidas para a classificação – Wehrlein e Hamilton, por exemplo). Os diretores de prova até mesmo organizaram uma coletiva de imprensa no GP do México para se defenderem e explicarem (com um computador e um projetor para mostrar aos jornalistas o software utilizado pelos fiscais) que não foram inconsistentes e tal, mas não me convenceu muito (a coletiva está disponível por completo no canal da FIA no youtube), sem falar dos casos mencionados no excelente texto do Projeto Motor, onde Vettel e Hamilton tiveram suas penalizações reduzidas “para não influenciar no campeonato”. Se um piloto comete um erro, ele deve ser punido sim caso esse erro seja algo antidesportivo e ele que deve pensar em seu campeonato antes de tomar uma decisão que pode ser errada (como o próprio caso do Vettel em Baku) e lhe resulte em uma desclassificação e não os comissários, pois no final isso acaba sendo entendido facilmente como uma parcialidade à favor de determinado piloto por parte da FIA com motivos óbvios para tal.

    E falando da parte espetáculo, a Liberty Media deu um grande avanço onde a Formula 1 estava estagnada e travada na era Bernie Ecclestone que era justamente a parte de contato com o público, afinal uma categoria como a Formula 1 já deveria estar presente nas redes sociais à muitos anos, mas por conta de uma falta de visão de Bernie Ecclestone, se negava à entrar nesses meios, isso sem falar na proximidade do público com o espetáculo no lado físico e a Liberty sem dúvidas acertou em cheio com as entrevistas na pista e no F1 Live London e nos próximos eventos prometidos para 2018 no mesmo molde, se a F1 está virando um fast food como disse Bernie, que seja o melhor!

  • MarcioD

    Acredito que o grande desafio para o Liberty Media seja tornar a F1 uma categoria mais competitiva e imprevisível, porque os anos 2010 tem se mostrado a década mais desequilibrada da historia da categoria. Há uma serie de dados que comprovam isto: somente 3 pilotos ganharam títulos até agora e faltando 2 anos para fechar a década, como Hamilton e Vettel são os grandes favoritos naturais, há o risco da década se encerrar somente com 3 campeões o que seria pior que os anos 50 e 2000 que tem cinco campeões cada, contra p. ex. 7 das décadas de 60, 70 e 90. Além do mais o índice de vencedores diferentes de GPs(contados ano a ano)/ nº de GPs é de 0,24 metade dos anos 60/70. Tivemos também 4 titulos seguidos de Vettel e sequencialmente dois seguidos de Hamilton o que também é sinal de desequilíbrio. Para efeito de comparação no período de 25 anos que vai de 61 a 85 não tivemos títulos seguidos de pilotos. Dos quatro grandes domínios(hegemonias) prolongados( 4 ou + anos com títulos seguidos de pilotos e construtores e mais de 50% de vitorias) da historia da categoria, 2 ocorreram juntos nesta década Red Bull 10-13( 52% de vitorias) e Mercedes 15-17( 80%) Mas graças a mudança nos pneus e na aerodinâmica o índice somente de 2017 caiu para 60% de vitorias e 75% de poles da Mercedes. Este domínio da Mercedes é o maior da historia da categoria em termos percentuais(perde em anos para Ferrari 00-04) se assemelha ao que a Mclaren teve na Can Am de 67 a 71, a categoria mais cara da época e praticamente sem limites.
    Com relação á 2017 fui surpreendido por esta conquista tranquila de Hamilton( 9 vitorias contra 5), por que considerava certo favoritismo de Vettel que liderou até a 13ª etapa. Nos construtores não tinha duvidas de uma vitória fácil da Mercedes por causa principalmente de Kimi. O que vai acontecer em 2018 é uma incógnita por causa da nova regra de 3 motores e sabemos da confiabilidade dos equipamentos alemães.
    Estou gostando muito do trabalho feito até agora pelo Liberty Media, mas as mudanças de verdade só virão em 2021. Um maior equilíbrio passa necessariamente pela redução de custos, pela simplificação e padronização de alguns componentes o que tem tido resistência de algumas equipes.

  • Antonio Manoel

    Realmente, 2017 foi o ano de muitos acontecimentos positivos e negativos na Formula 1 e no automobilismo em geral…

    Lembro que ainda em 2015 já se falavam dos carros que viriam em 2017, revistas automobilísticas traziam a então futura geração dos carros da F1 como matéria de capa com projeções de como os carros ficariam (fiquei altamente interessado em uma em inglês, mas o preço não possibilitou a compra), o que me deixou bastante entusiasmado para falar a verdade. Os carros realmente ficaram bonitos em 2017 e falando da questão do espetáculo, pela primeira vez na era turbo híbrida, se viu mais do que duas equipes vencendo corridas, afinal desde 2014 a Mercedes dominou a categoria e de lá pra cá (até 2016, mais especificamente), ou a Ferrari ou a Red Bull venciam uma corrida ou outra, porém em 2017 tivemos uma variedade de resultados maior e menos repetições de resultados na primeira posição e na verdade foi até mesmo mais variada do que 2013, quando Lotus, Red Bull, Ferrari e Mercedes venceram corridas, porém após uma boa variedade de resultados, teve apenas a equipe austríaca vencendo da 11ª corrida até a 19ª, etapa final da temporada que ainda era no Brasil.

    Mas no lado negativo, para mim a inconsistência ainda foi um fator de força muito bem representada no GP dos Estados Unidos, onde Verstappen foi punido (não questiono nada nessa decisão), porém outros pilotos que também saíram da pista ao longo do final de semana não foram (não que a punição se aplique à todos os casos, mas tiveram casos onde com certeza os pilotos obtiveram vantagem de tempo no prolongamento da curva no classificatório e ainda tiveram suas voltas válidas para a classificação – Wehrlein e Hamilton, por exemplo). Os diretores de prova até mesmo organizaram uma coletiva de imprensa no GP do México para se defenderem e explicarem (com um computador e um projetor para mostrar aos jornalistas o software utilizado pelos fiscais) que não foram inconsistentes e tal, mas não me convenceu muito (a coletiva está disponível por completo no canal da FIA no youtube), sem falar dos casos mencionados no excelente texto do Projeto Motor, onde Vettel e Hamilton tiveram suas penalizações reduzidas “para não influenciar no campeonato”. Se um piloto comete um erro, ele deve ser punido sim caso esse erro seja algo antidesportivo e ele que deve pensar em seu campeonato antes de tomar uma decisão que pode ser errada (como o próprio caso do Vettel em Baku) e lhe resulte em uma desclassificação e não os comissários, pois no final isso acaba sendo entendido facilmente como uma parcialidade à favor de determinado piloto por parte da FIA com motivos óbvios para tal.

    E falando da parte espetáculo, a Liberty Media deu um grande avanço onde a Formula 1 estava estagnada e travada na era Bernie Ecclestone que era justamente a parte de contato com o público, afinal uma categoria como a Formula 1 já deveria estar presente nas redes sociais à muitos anos, mas por conta de uma falta de visão de Bernie Ecclestone, se negava à entrar nesses meios, isso sem falar na proximidade do público com o espetáculo no lado físico e a Liberty sem dúvidas acertou em cheio com as entrevistas na pista e no F1 Live London e nos próximos eventos prometidos para 2018 no mesmo molde, se a F1 está virando um fast food como disse Bernie, que seja o melhor!