Coisa de família: clãs que fizeram história no automobilismo – Parte 2

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Nesta segunda parte da série sobre a relação de algumas famílias de pilotos com automobilismo, seguindo nossa ordem alfabética, destacamos mais seis casos bem interessantes.

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Algumas histórias trágicas, outras polêmicas e muitas vitoriosas, envolvendo diferentes gerações ou irmãos. E, se ainda não conferiu, não deixe de ler a primeira parte desta história toda.

Pironi e Dolhem

Ao contrário da maioria das histórias aqui contadas, o gosto pelo automobilismo nesta família passou entre irmãos e não de pai para filho. O pai de José Dolhem e Didier Pironi nunca se interessou por corridas.

Tudo começou com Dolhem, oito anos mais velho que o meio-irmão, e que começou a carreira no final dos anos 60. Ele e Pironi eram filhos do mesmo pai e de mães diferentes, porém, irmãs. Ou seja, eles eram irmãos e também primos.

Dolhem era um bom piloto, que chegou a ter destaque em categorias nacionais na França e participou de uma corrida na F1, pela equipe Surtees, em 1974, depois de duas tentativas fracassadas de se classificar. Com problemas mecânicos, porém, não chegou a ver a bandeira quadriculada. Seu principal legado, no entanto, foi mesmo a inspiração a Pironi.

Didier Pironi e seu irmão Jose Dolhem
Didier Pironi e seu irmão Jose Dolhem

Didier se destacou em meio ao nascimento de uma grande geração de pilotos franceses na década de 70. Assim como Alain Prost, René Arnoux, Patrick Tambay e outros, teve sua carreira patrocinada pelo programa de formação da Elf. Antes mesmo de chegar à F1, ele venceu as 24 Horas de Le Mans de 1978, pela Renault.

No Mundial de monopostos, ele logo mostrou sua velocidade e talento. Se tornou pivô de uma grande polêmica com seu companheiro de Ferrari, Gilles Villeneuve, em 82, em uma prova em que desobedeceu ordens do box para não atacar o companheiro no final de uma prova em Ímola. Alguns dias depois, o canadense morreu em um acidente em Zolder tentando superá-lo.

No mesmo ano, quando liderava o campeonato, sofreu um grave acidente em Hockenheim que resultou em múltiplas fraturas nas duas pernas. Mesmo não participando das quatro últimas etapas da temporada, ele terminou com o vice-campeonato, mas nunca mais conseguiu voltar à competir na categoria.

pirroni-tumbaPironi e Dolhem morreram em um período de um ano. O primeiro em um acidente em competição náutica de powerboat em agosto de 87 e o segundo em uma queda de avião, que estava pilotando, em abril de 88. Eles foram enterrados juntos, na mesma tumba, que leva a inscrição “Entre o céu e o mar”.

A namorada de Pironi estava grávida de gêmeos na época da morte do ex-piloto. Ela deu os nomes de Didier e Gilles às crianças. Gilles Pironi trabalha hoje como engenheiro na equipe Mercedes na F1.

Piquet

Assim como contamos a história dos Fittipaldi, esta é outra família brasileira que não consegue se separar das corridas. Tudo começou, claro, com o sucesso de Nelson Piquet, carioca radicado em Brasília, filho de médico, Estácio Gonçalves Souto Maior, que seguiu carreira política e chegou a assumir o Ministério da Saúde no governo de João Goulart.

Nelson teve que enfrentar a desaprovação do pai para seguir carreira no automobilismo, por isso usava o nome da mãe nas competições, Piquet, com uma adaptação para não chamar a atenção: Piket. A família, em seu caso, quase desviou seu curso, já que o pai queria que ele fosse jogador de tênis. Ele chegou a vencer alguns torneios juvenis no Brasil e fazer cursos nos EUA, mas nunca teve o mesmo prazer que nas corridas de automóveis.

Piquet e o filho, Nelsinho
Piquet e o filho, Nelsinho

Aos 22, ele largou a faculdade de engenharia e passou a trabalhar em uma oficina para financiar a carreira de piloto. Três anos depois, em 77, já estava correndo na Europa, e, em 78, fez sua estreia na F1. O sucesso não demorou: a primeira vitória veio em 80 e o primeiro dos três títulos em 81.

Ao contrário do pai, Nelson incentivou aos filhos a seguirem seu caminho, não economizando para oferecer as melhores oportunidades. Seguiu de perto a carreira de Nelson Piquet Jr, inclusive comprando equipes em categorias de base como F3 e GP2.

Nelsinho chegou à F1 com títulos importantes no currículo como da F3 Inglesa e o vice da GP2 (batido por Lewis Hamilton). Aproveitando o relacionamento do pai com Flavio Briatore, entrou no programa da Renault, marca que patrocinou sua estreia no Mundial em sua equipe oficial.

Sua passagem na categoria, no entanto, não foi das melhores. Apesar de um segundo lugar no GP da Alemanha de 2008, foi dispensado durante a temporada de 2009. Depois, ainda se envolveu em uma grande polêmica ao denunciar um esquema em que bateu de propósito no GP de Cingapura para beneficiar a estratégia do companheiro, Fernando Alonso.

Piquet tentou retomar a carreira nos EUA, onde focou na Nascar e até conseguiu vitórias nas categorias inferiores, mas, depois de cinco anos, não se destacou que esperava. Conseguiu uma vaga na F-E onde se tornou o primeiro campeão da categoria e segue lá até hoje, além de fazer aparições esporádicas em diversas outras categorias.

Piquet com os filhos Nelsinho e Pedro
Piquet com os filhos Nelsinho e Pedro

Outro filho do tricampeão mundial, Geraldo, hoje com 39 anos, tem uma carreira própria bastante consistente na F-Truck, onde está desde 2003 e já conquistou cinco vitórias.

O foco de Nelson Piquet pai está agora em seu outro filho, Pedro, de 18 anos. Bicampeão da F3 Brasil após uma carreira de muitos triunfos no kart brasileiro, o mais novo integrante do clã completou em 2016 sua primeira temporada na Europa, sem muito destaque na F3 Europeia. Como pontos altos, teve um nono lugar no GP da Macau e um sexto no Masters de F3.

E não é só nas quatro rodas que a família Piquet mostra sua paixão por velocidade. Laszlo, de 27 anos, também filho de Nelson, compete desde 2012 de Supermoto. Ele iniciou a empreitada em 2009 em torneios amadores na Austrália e nas últimas quatro temporadas corre no Campeonato Paulista, além de passagens pelo Brasileiro e Europeu.

Rosberg

Há dois meses, provavelmente os Rosbergs não figurariam neste texto. Mas depois que o filho, Nico, repetiu o feito do pai, Keke, e se tornou campeão mundial, impossível deixar a dupla fora da lista.

Keke foi o primeiro finlandês a conquistar o campeonato da F1. Ele teve um início de carreira relativamente tardio na categoria, aos 29. Curiosamente, apenas dois anos mais jovem do que a idade com a qual o filho anunciou a aposentadoria.

Rosberg passou por diversas equipes pequenas e médias deste 1978, sempre com algum destaque, até que em 82 finalmente teve uma chance da Williams. Apesar de vencer apenas uma corrida, aproveitou seu carro competitivo para ser bastante regular e conquistar o título. Ainda seria terceiro em 85.

Keke e Nico Rosberg

Anos mais tarde, entre o final dos anos 90 e começo dos 2000, ele passou a acompanhar a carreira de filho de perto, trabalhando forte para garantir patrocinadores e aproveitando suas boas relações para abrir portas. Depois que Nico se estabeleceu de vez na F1, a partir de 2006, ele soube dar espaço ao pupilo.

A carreira de Nico não foi fácil. E mesmo quando finalmente passou a ter um carro campeão, em 2014, tinha como companheiro Lewis Hamilton. Em 2016, ele conseguiu o título e resolveu, logo em seguida, anunciar a aposentadoria.

Schumacher

Os irmãos Schumacher também fizeram bastante barulho. O mais famoso, claro, é Michael, o maior vencedor da história da F1 com sete títulos mundiais e incríveis 91 vitórias em 306 GPs.

Michael Schumacher nos seus tempos de kart
Michael Schumacher nos seus tempos de kart

Tudo começou com o incentivo do pai, Rolf, um pedreiro que por diversão colocou um motor de bicicleta no pedalinho do filho. Ao ver que o pequeno Michael não só acelerava para valer como também sofria alguns acidentes, ele resolveu levar o filho para andar em uma pista de kart de verdade, em Kerpen.

Lá, ele conseguiu montar um kart com peças descartadas e colocou o filho para correr em corridas locais aos seis anos, na mesma época em que nascia Ralf. Não demorou para Michael chamar a atenção e começar a receber apoio de empresários da cidade para ter cada vez melhores condições.

O caminho não foi fácil, com um desvio pelo Mundial de Esporte-Protótipos, pelo programa da Mercedes, após ser campeão de F3 Alemã e do GP de Macau. A estreia na F1 aconteceu em 1991, pela Jordan, aos 21 anos, e nem precisa dizer onde ele chegou…

Neste clima, imagine que aos três anos(!) Ralf também começou a praticar. Não demorou para também acelerar de verdade no mesmo circuito em que o irmão deu os primeiros passos. Apesar de não ter o mesmo talento do irmão, ele também construiu uma carreira consistente. Após correr em categorias de base na Alemanha, foi para o Japão, onde se sagrou campeão da F-Nippon, em 96.

Ralf e Michael Schumacher no pódio da F1
Ralf e Michael Schumacher no pódio da F1

A vaga na F1 veio na temporada seguinte, coincidentemente também pela Jordan. Ralf passou longe dos números do irmão, mas também teve uma passagem importante pelo Mundial, com seis vitórias. Já fizemos uma análise profunda sobre sua carreira aqui no Projeto Motor.

E a segunda geração dos Schumacher já tenta bater asas. Mick, filho de Michael, foi vice-campeão da F4 Alemã em 2016 e irá competir na F3 Europeia na próxima temporada pela equipe Prema, atual campeã do certame. O pai, porém, não consegue acompanhar a carreira do filho, já que está em tratamento em estado desconhecido desde um sério acidente de esqui em 2013.

Unser

Mais uma família americana que já está na quarta geração de corredores e tem um histórico cheio de vitórias e histórias. Neste caso, com uma íntima relação com as 500 Milhas de Indianápolis.

Quem abriu o caminho foi Louis Unser, nove vezes campeão da tradicional prova de subida de montanha em Pikes Peak entre 1934 e 53 e competidor regular entre as décadas de 40 e 60 dos campeonatos da AAA e USAC, que como já explicamos aqui no Projeto Motor, foram precursoras da Indy.

Quem seguiu e aumentou a força da marca da família foram seus sobrinhos. Jerry teve sucesso em provas de stock car da USAC e foi o primeiro integrante do clã a largar em uma Indy 500, em 58. Ele morreu em uma acidente nos treinos justamente da famosa prova no circuito quadrioval.

Reunião da família Unser em Indianápolis em 2015: Al, Bobby, Al Jr., Robby e Johnny
Reunião da família Unser em Indianápolis em 2015: Al, Bobby, Al Jr., Robby e Johnny

Bobby Unser também mostrou que a família tinha talento no sangue. Com uma carreira de 26 anos na Indy, ele se sagrou bicampeão da categoria, ainda sob selo da USAC, e conquistou três vitórias nas 500 Milhas de Indianápolis.

O terceiro dos irmãos também não decepcionou. Com uma extensa carreira na categoria americana de monopostos, Al Unser foi tricampeão da Indy e é um dos três recordistas de vitórias nas 500 Milhas de Indianápolis, com quatro triunfos.

Curiosamente, cada um dos irmãos também passou o bastão da família para pelo menos um filho. Robby Unser é descendente de Bobby. Passou pela Indy, não de forma muito regular, durante toda a década de 90, sem resultados de destaque. Seu primo Johnny, filho de Jerry, correu na categoria na mesma época, também sem grandes resultados.

Al Unser Jr, no entanto, conseguiu manter o nome da família em alta. Ele andou na Indy entre os anos 80 e 2000 sempre com muito sucesso. Bicampeão do campeonato da categoria, ainda venceu as 500 Milhas de Indianápolis em duas oportunidades. Em uma delas, em 92, lhe valeu o recorde de triunfo mais apertado da prova ao bater Scott Goodyear por apenas 0s043 na linha de chegada.

E foi seu filho, Al Unser III, que tentou seguir com a tradição do sobrenome em uma quarta geração. Porém, não conseguiu consolidar uma carreira, não passando de algumas temporadas em categorias de base de fórmulas americanas.

Villeneuve

Três Villeneuves pilotaram carros de F1, sendo que dois conquistaram vitórias e um chegou a ser campeão mundial. Não é pouco para a mesma família.

Gilles e Jacques Villeneuve
Gilles e Jacques Villeneuve

O predecessor é também um dos mais cultuados pilotos da história do Mundial, Gilles. O Projeto Motor já fez uma profunda análise sobre a carreira e esta aura que atrai tantos fãs. O canadense começou a carreira em campeonatos locais com um Mustang modificado. Depois, se destacou na F-Ford de Quebec. Teve uma oportunidade na F2 Euro pela Project Four, time de Ron Dennis, e chegou à F1 no ano seguinte, conquistando um nono lugar na estreia, pela McLaren, em Silverstone.

Na mesma temporada, foi convocado pela Ferrari e de lá nunca mais saiu. Largou em 67 GPs e venceu seis corridas, ficando com o vice-campeonato de 1979. Gilles morreu em um acidente nos treinos para o GP da Bélgica de 1982.

Um ano antes, ele viu seu irmão, Jacques, tentar por duas vezes a classificação para as etapas do Canadá e Las Vegas pela Arrows, porém, sem sucesso. O canadense faria ainda mais um tentativa em 83, também sem sucesso. Jacques Sr conseguiu um pouco mais de sucesso na Indy, onde largou em 36 corridas e chegou a vencer uma prova, em 85.

Família Villeneuve no autódromo: Gilles, sua esposa Joanne e o pequeno Jacques
Família Villeneuve no autódromo: Gilles, sua esposa Joanne e o pequeno Jacques

Nos números, porém, o Villeneuve de maior sucesso é outro Jacques, o filho de Gilles. Campeão da Indy e das 500 Milhas de Indianápolis de 1995, ele também venceu o campeonato de F1 de 97. O canadense competiu no Mundial até 2006, e terminou sua carreira com 163 GPs e 11 vitórias.

Aos 45, ele segue ativo. Nos últimos 10 anos, ele passou a experimentar diversos tipos diferentes de competições, desde a Nascar até a Stock Car brasileira, passando pela Supercars Australiana e até a F-E. Um verdadeiro nômade do automobilismo, como já contamos aqui no Projeto Motor.

 

Debate Motor: Como um piloto se torna um dos grandes da história?

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Lucas Santochi

Mais um fanático da gangue que criou vínculo com automobilismo desde a infância. Acampou diversas vezes nas calçadas ao redor de Interlagos para assistir aos GPs e nunca esqueceu a primeira vez que, ainda do lado de fora do autódromo, ouviu o barulho de F1 acelerando pela reta. Jornalista formado em 2004, passou por redações na época da TV Band e Abril, teve experiência na área de assessoria de comunicação esportiva até chegar ao site especializado em esporte a motor Tazio, em 2010. Passou pelas funções de redator, repórter (cobrindo diversas corridas no Brasil e exterior de F1, Indy, WEC, Stock Car, entre outras) e subeditor até o final de 2013, quando o veículo encerrou suas atividades. Trabalhou ainda como redator do UOL Esporte em 2014 até que decidiu se juntar com os outros três membros do Projeto Motor para investir na iniciativa.

  • Dox

    Vai ter o 3?

    • Lucas Santochi

      Se falarmos, perde a graça… hahaha. Mas fique à vontade de deixar sugestões de outras famílias que você acha que merecem entrar

      • Dox

        Que eu lembrei aqui … Giaffone, Gomes, Senna, Stuck, Ascari, Massa, Bianchi, Bragantini, Serra, Prost, Earnhardt, Allison, Rahal, Muffato, Lauda, Brambilla, Cecotto, Verstappen, Nakajima e Rodriguez.

  • MPeters

    Não duvido nada que daqui um tempo que a família Verstappen entre nessa lista.

    • Leandro Farias

      Vamo ficar de olho na irmãzinha dele!

    • Diogo Rengel Santos

      Cara, faltou um adendo sobre Verstappen, nem que seja poucas linhas, pois além do pai Jos, a mãe também era piloto.

  • Renato Rafa Souza

    Não há dúvida que há um fator genético na F1, (raciocínio rápido, forte visão espacial). Nota-se que a família Rosberg e Andreti deu certo, os filhos contando com 50% da carga genética do pai, os filhos se tornaram tão bons quanto os pais, mas o resto deu errado…, não acho os Villeneuve bons pilotos, como explicar o mau desempenho dos filhos de Stewart, de Piquet, Prost etc…tem que ter um espermatozoide e um óvulo no momento certo….

    • Leandro Farias

      Não acho que seja carga genética, e tomo como primeiro exemplo a família Rosberg.. Você olha o estilo dos dois de pilotagem: o Keke com pilotagem mais bruta e o Nico com pilotagem mais refinada. O exemplo oposto a gente vê nos Piquet: Nelsão muito técnico e o Pedrinho extremamente agressivo.

      Pra mim, o que perpetua essas dinastias é a influência do meio familiar e do paddock: muitas vezes o pai, nesse caso, acaba sendo “ajudado” por um companheiro, ex-companheiro de equipe ou até um amigo que seja próximo. Quando o Max apareceu, logo acharam uma foto do Schumacher dando atenção pra ele, o Bruno Senna teve ajuda do Berger, e mais recentemente teve aquele caso do Ricciardo na casa do Massa, correndo com o Felipinho…

    • Leandro Farias

      Se descartarmos a carga genética, inclusive se torna mais lógico o fato dos filhos que você citou não terem vingado.

      A maior frustração do Jack Brabham foi ter tido três filhos pilotos, um não conseguiu chegar a F1 e os outros dois não conseguiram vingar, um desses saindo de forma vergonhosa.

      • Renato Rafa Souza

        A inteligência espacial, que é muito comum em homens, teria um forte influência materna, por causa do cromossoma X. Estudos mostram que quando uma mulher tem alto QI (a mulher tem 2 cromossomas X), o menino vai herdar apenas 1 cromossoma X, a probabilidade do menino ser inteligente é muito alta. Já o pai inteligente não tem tanta influência por que o seu cromossoma X não vai para o menino, mas sim para a menina, e ainda assim só 50% por que o outro X da menina vem da mãe. Por isto não me surpreende que o Braham não tenha tido 3 filhos bons de volante, mas quando a mãe é poderosa no volante, como ocorre com a mãe do Verstappen o filho nasce bom de pista e olha que o pai dele era um piloto médio.

  • Andre Luis Coli

    As duas matérias foram ótimas, só está faltando um pedaço do texto no último parágrafo sobre a família Piquet.

    • Lucas Santochi

      Valeu, Andre. Ficou um pedaço da frase pelo caminho na hora de publicar. Já está corrigido. Abraço!

      • Leandro Farias

        Vi um erro na categoria que o Pedro venceu. A F3 Sul-Americana já havia acabado, quem venceu essa foi o Nelsinho. A categoria que o Pedro venceu duas vezes foi a F3 Brasil.

        • Lucas Santochi

          Isso, Leandro. Corrigido. Valeu