Como foi o fiasco da Fórmula 1 em Indianápolis-2005 | F1 em 5 minutos

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O GP dos Estados Unidos de 2005 foi uma das corridas mais bizarras que a F1 já realizou. Apenas seis carros participaram da largada após uma desistência em massa da maioria do grid – isso porque houve uma incomum incompatibilidade dos pneus Michelin com o circuito de Indianápolis.

Os compostos da fornecedora francesa não conseguiam suportar todas as cargas impostas pela curva 13, que utilizava o trecho do oval do autódromo americano. Isso provocou alguns incidentes, desde a rodada de Ricardo Zonta até o forte acidente de Ralf Schumacher, o que eliminou o alemão do restante daquele fim de semana.

Na época, o regulamento exigia que o mesmo pneu fosse usado durante a classificação de sábado (que tinha apenas uma volta lançada) e por toda a corrida, sem poder haver trocas durante os pitstops. Assim, diante da situação difícil, a Michelin não entendia exatamente como poderia fazer com que seus pneus fossem utilizados de forma segura.

Algumas soluções chegaram a ser estudadas, desde o transporte emergencial de um lote inteiramente novo no sábado à noite até a instalação de uma chicane na curva 13, a fim de diminuir a velocidade e reduzir as cargas aos pneus. A última foi seriamente cogitada, inclusive com o apoio de 16 pilotos e nove equipes, mas a FIA rejeitou.

Assim, os carros da Michelin não tiveram opção a não ser abandonar a prova ao fim da volta de apresentação, o que deixou o GP dos Estados Unidos de 2005 apenas com as duplas de Ferrari, Jordan e Minardi.

Michael Schumacher liderou Rubens Barrichello e obteve aquela que seria a única vitória da Ferrari no ano. Tiago Monteiro, da Jordan, completou o pódio. Mas isso não chamou muito a atenção da torcida presente, já que houve uma revolta geral. Vaias e objetos arremessados foram constantes durante a corrida.

No vídeo posicionado no topo da página, entenda os detalhes de todos os acontecimentos daquele fim de semana em Indianápolis, incluindo os desdobramentos do episódio que marcou um dos pontos baixos da história da F1 moderna.

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Bruno Ferreira

Sempre gostou de automobilismo e assiste às corridas desde que era criança. A paixão atingiu outro patamar quando viu – e ouviu – um carro de F1 ao vivo pela primeira vez. Depois disso, o gosto pelas corridas acabou se transformando em profissão. Iniciou sua trajetória como jornalista especializado em automobilismo em 2010, no mesmo ano em que se formou, quando publicou seu primeiro texto no site Tazio. De lá para cá, cobriu GPs de F1 no Brasil e no exterior, incluindo duas decisões de título (2011 e 2012), além de provas de categorias como Indy, WEC, WTCC e Stock Car.