Como o Projeto Motor contou as grandes histórias das pistas em 2017

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E mais um ano chega ao fim! 2017 foi marcado por episódios surpreendentes no mundo da velocidade, com histórias que, sejam por bem, sejam por mal, ainda serão lembradas por muito tempo pelo público.

Isso inclui uma disputa notável (e um tanto polêmica) pelo título da F1, a estreia de um novo regulamento técnico na categoria, a participação surpreendente de Fernando Alonso nas 500 Milhas de Indianápolis, o ressurgimento de Robert Kubica, a aposentadoria definitiva de Felipe Massa… É, muita coisa aconteceu neste ano que se passou.

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Em seu terceiro ano de vida, o Projeto Motor acompanhou tudo com bastante atenção. Portanto, vamos relembrar como contamos as grandes histórias de 2017 em nosso acervo!

COMEÇO DE ANO AGITADO NO MERCADO DA F1

O ano começou ainda com consequências dos acontecimentos surpreendentes do fim de 2016. A aposentadoria surpresa de Nico Rosberg provocou uma inesperada reação em cadeia na formação do grid: Valtteri Bottas o substituiu na Mercedes, e Felipe Massa, que mal tinha se aposentado, voltou para uma temporada extra pela Williams.

Para Massa, o retorno foi um bom sinal. Além de poder competir mais um ano na categoria, o brasileiro teve a oportunidade de guiar um carro que, com a mudança no regulamento técnico, voltava a casar mais corretamente com seu estilo de pilotagem.

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O FIM DA ÚLTIMA EQUIPE NANICA DO GRID
Manor F1
Mas a F1 sofreu um desfalque para sua temporada de 2017. A Manor, lanterna do ano anterior, não conseguiu recursos financeiros para permanecer no grid, o que provocou o fechamento de suas portas. Assim, a F1 teria apenas dez equipes em sua disputa para a nova campanha.

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O DUELO DOS MULTICAMPEÕES
Vettel Hamilton
Depois de muito tempo, a F1 voltou a ter uma disputa parelha entre dois pilotos de equipes diferentes pelo título. Lewis Hamilton e Sebastian Vettel, dois dos grandes campeões de sua geração, travaram um duelo próximo pelas primeiras posições, com alternância de forças e favoritismo pendendo de um lado para outro.

A disputa teve momentos marcantes, com destaque para a controvérsia do GP do Azerbaijão, o acidente dramático de Vettel em Singapura e o título selado para Hamilton no México. É verdade que o duelo prometia ser mais acirrado do que de fato foi, mas, mesmo assim, foi uma campanha de nervos à flor da pele.

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CRISE ENTRE MCLAREN E HONDA
mclaren honda alonso
Mais uma vez, a parceria McLaren-Honda falhou e foi um assunto bastante comentado ao longo do ano. O Projeto Motor acompanhou de perto o início frustrante direto da pré-temporada em Barcelona, o que deu um indício que de, novamente, seria uma campanha para o time esquecer.

Foram falhas e falhas, falta de performance, críticas cruzadas e o fim definitivo da paciência. Em 2018, as duas partes seguirão caminhos opostos, com a McLaren recorrendo ao motor Renault e a Honda encontrando abrigo na Toro Rosso.

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ALONSO E A JORNADA HISTÓRICA EM INDIANÁPOLIS
AlonsoPorém, as agruras da McLaren-Honda na F1 foram agente importante para uma das histórias mais interessantes do automobilismo em muito tempo. Desiludido na F1, Fernando Alonso abriu mão do GP de Mônaco para competir nas 500 Milhas de Indianápolis.

Mesmo sem nunca ter guiado em um circuito oval antes, Alonso estava confiante de que poderia vencer e caminhar rumo à conquista da tríplice coroa. E ele impressionou: largou em quinto e liderou por diversas voltas, mas abandonou na fase final da corrida com problemas de motor. Certamente uma jornada que será lembrada por muito tempo.

No fim, quem triunfou foi outro piloto com larga experiência na F1: Takuma Sato, um dos parceiros de equipe de Alonso na Andretti-Autosport, obteve uma conquista histórica para o automobilismo japonês.

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ESQUADRÃO BRASILEIRO E VITÓRIA DRAMÁTICA DA PORSCHE EM LE MANS
Le Mans Porsche toyota
As 24 Horas de Le Mans também foram especiais para o Projeto Motor, já que realizamos pela primeira vez a cobertura da prova diretamente do circuito francês. O tradicional evento contou com o maior esquadrão brasileiro da história, incluindo os “vovôs estreantes” Rubens Barrichello e Tony Kanaan; a Toyota, por sua vez, via ali a chance de obter a tão aguardada primeira vitória.

E não faltou drama durante o dia inteiro de disputa. A Toyota viu suas chances evaporarem com dois abandonos durante a madrugada, sendo que a Porsche (que também enfrentou problemas) precisou superar o protótipo de Jackie Chan, da LMP2, no estágio derradeiro da corrida para vencer.

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ROBERT KUBICA RESSURGE DAS CINZAS
Kubica
Outra história surpreendente em 2017 foi a de Robert Kubica. Antes visto com chances irrisórias de competir em monopostos novamente, o polonês voltou “do nada” em testes e se colocou como candidato real a retornar ao grid da F1.

Na surdina, Kubica arquitetou testes com a GP3 e com a Renault na F1 para voltar aos holofotes. Preterido no time francês, viu na Williams mais uma oportunidade de retornar à categoria em que competiu entre 2006 e 2010. O desfecho da novela ainda é incerto, mas já se trata de uma impressionante jornada de recuperação.

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A F1 SOB NOVA DIREÇÃO
Destaque
Foi o começo de uma nova era para a F1. O grupo Liberty Media, que adquiriu a FOM e os direitos comerciais da categoria, teve sua primeira temporada completa no controle da situação. Foi uma campanha de experimentos para a trupe de Chase Carey, com novidades que já vieram ao conhecimento do público.

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F1 CONFIRMA O HALO E PROVOCA DISCÓRDIA
Halo
Outro fato marcante: 2017 foi a última temporada da F1 com seus carros de cockpit totalmente aberto. A partir do ano que vem, a categoria utilizará o polêmico halo, o que gerou uma reação furiosa de todo o público.

O assunto ainda dará muito pano para manga, e certamente você verá mais materiais sobre o assunto aqui no Projeto Motor. Contudo, houve muitas discussões sobre o assunto, e já pudemos tirar algumas conclusões a respeito.

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TORO ROSSO VIVE SITUAÇÃO MALUCA E PROMOVE ESTREIA INESPERADA

E a Toro Rosso, hein? Historicamente marcada por ter mais pilotos no radar do que vagas disponíveis, a equipe viveu situação completamente diferente da habitual. Por uma série de fatores, a equipe se viu sem alternativas e precisou promover um candidato que ninguém imaginaria poucos meses antes.

Carlos Sainz, cobiçado pela Renault, trocou de casa com a temporada ainda em andamento. Um conflito de agendas impediu a participação de Pierre Gasly no GP dos Estados Unidos, o que fez com que o time recorresse a… Brendon Hartley, campeão do WEC, das 24 Horas de Le Mans e que havia sido dispensado do mesmo programa de pilotos da Red Bull alguns anos antes. O neozelandês, outrora carta fora do baralho da F1, terá uma chance que caiu do céu em 2018.

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F1 DEFINE PRIMEIROS TRAÇOS DO REGULAMENTO DE MOTORES DE 2021
Destaque motor
Mais um ponto que gerou discussão ao longo de 2017 foi o caminho decidido pela F1 para as regras de motor para a temporada de 2021. Basicamente, a intenção é colocar em vigor uma unidade sem o MGU-H, com um MGU-K reforçado e que terá regime de giros mais alto.

As atuais fabricantes, sobretudo Mercedes, Ferrari e Renault, já mostraram seu descontentamento com a ideia, sendo que a FIA já deixou claro que não arredará o pé. Certamente o assunto ainda renderá bastante em 2018, mas é o primeiro indício do que poderemos ver na F1 no futuro.

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O ADEUS DE FELIPE MASSA E O FUTURO SOMBRIO DO BRASIL NA F1
Destaque
Felipe Massa não teve o desfecho que queria em suas conversas com a Williams para 2018 e anunciou sua aposentadoria da F1. Assim, o Brasil não terá representantes na categoria pela primeira vez desde o início de 1970, antes da estreia de Emerson Fittipaldi.

A situação da formação de pilotos no país é crítica, e foi extensamente discutida pelo Projeto Motor na reta final de 2017. Os dois pilotos brasileiros que podem ser considerados mais próximos da F1 são Sérgio Sette Câmara, da F2, e Pietro Fittipaldi, campeão da Fórmula V8 3.5. Conversamos com ambos durante o ano que se passou.

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DI GRASSI CAMPEÃO, MORTE DE HAYDEN E MAIS
Lucas di Grassi
Por fim, outros assuntos que não poderiam ficar de fora sobre os acontecimentos marcantes de 2017. Lucas di Grassi enfim conquistou seu primeiro título no automobilismo ao conseguir uma virada surpreendente sobre o favorito, Sébastien Buemi, na rodada final da temporada 2016/2017 da Fórmula E.

A categoria de carros elétricos, aliás, ganhou destaque no noticiário por uma concentração impressionante de montadores, com a aquisição de Mercedes e Porsche para as temporadas futuras. Mas o ano também teve notícias ruins: Nicky Hayden, campeão da MotoGP em 2006, morreu após ser atropelado durante um treino de bicicleta. Já Hélio Castroneves se despediu do cargo de piloto regular da Indy, já que está de mudança para a IMSA.

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Bruno Ferreira

Sempre gostou de automobilismo e assiste às corridas desde que era criança. A paixão atingiu outro patamar quando viu – e ouviu – um carro de F1 ao vivo pela primeira vez. Depois disso, o gosto pelas corridas acabou se transformando em profissão. Iniciou sua trajetória como jornalista especializado em automobilismo em 2010, no mesmo ano em que se formou, quando publicou seu primeiro texto no site Tazio. De lá para cá, cobriu GPs de F1 no Brasil e no exterior, incluindo duas decisões de título (2011 e 2012), além de provas de categorias como Indy, WEC, WTCC e Stock Car.

  • Gab

    Feliz ano novo a todos que fazem e comentam o projeto motor. Esse foi meu primeiro ano comentando aqui e se depender de mim não será o último. Que 2018 seja repleto de bonanças para todos!!