Estrelas do futuro? Conheça os principais campeões da base da F1

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O ano de 2017 também serviu para coroar diversas promessas da base da F1. Os jovens pilotos, em busca de um lugar ao sol, tiveram palco para brilhar e chamar a atenção dos dirigentes da principal categoria do mundo. E já podemos adiantar: vem muita coisa boa por aí.

Sim, 2017 serviu para mostrar que a base é farta e que talento não falta no automobilismo. E o cenário geral evidencia qual é a tendência na formação de pilotos para o futuro: vários campeões das principais categorias já são protegidos de equipes da Fórmula 1.

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Conheça, então, quais foram os talentos que brilharam na base em 2017 e conquistaram títulos – e anote os nomes para acompanhá-los de perto, porque a garotada vai dar trabalho…

F2 – CHARLES LECLERC
Nascimento:
16 de outubro de 1997 (Monte Carlo, Mônaco)

LEclerc

Membro da academia de pilotos da Ferrari, Charles Leclerc já se colocou como uma das grandes promessas para o futuro do automobilismo. E também não é para menos: em 2017, ele cravou com folga o título da F2, emendando a conquista que havia levado no ano anterior na GP3.

Para ter uma noção do feito, Leclerc foi o primeiro estreante a triunfar na F2/GP2 desde Nico Hulkenberg, em 2009. O monegasco conquistou sete vitórias e, em treinos classificatórios, não ponteou em apenas três de 11 oportunidades: na Hungria, na Itália e em Abu Dhabi.

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Leclerc também tem no currículo o vice na F-Renault ALPS, em 2014, e o vice no mundial de kart na classe KZ, em 2013, quando foi batido por Max Verstappen. Mas não há dúvidas de que ele já está pronto para a F1. Nos últimos dois anos, ele participou de testes e treinos livres de sexta-feira por Sauber, Haas e pela própria Ferrari. Assim, sua chance definitiva virá no ano que vem, quando alinhará no grid do Mundial com os carros da equipe suíça – pintados com as cores da Alfa Romeo.

GP3 – GEORGE RUSSELL
Nascimento:
15 de fevereiro de 1998 (Kings Lynn, Inglaterra)

Russell

Este inglês de 19 anos é, ao lado de Esteban Ocon, a grande promessa criada a pão de ló pela toda poderosa Mercedes. E, em 2017, ele fez total jus ao furor que já rodeia seu nome, conquistando o título da GP3 em sua primeira temporada no certame.

Russell guiou pela ART Grand Prix, equipe que havia vencido os títulos nos dois anos anteriores – justamente com Ocon e Leclerc. A combinação não deu chance para a concorrência: foram quatro vitórias, sete pódios no total e um título garantido com uma rodada de antecipação.

Paralelamente a isso, Russell já começou a ganhar quilometragem com os carros de F1, participando de testes coletivos com a Mercedes e de dois treinos de sexta-feira com a Force India.

Para 2018, seu caminho deverá ser claro: uma campanha integral na F2 (categoria pela qual já realizou testes no fim deste ano), aliando uma vaga de reserva/testador na F1, onde já possui conversas avançadas com a Force India.

F3 EUROPEIA – LANDO NORRIS
Nascimento:
13 de novembro de 1999 (Glastonbury, Inglaterra)

Norris

Mais um inglês a se observar com atenção – e mais um piloto já sob as asas da F1. Norris tem currículo recheado para um competidor de apenas 18 anos, com direito a títulos mundiais de kart, da F4 Inglesa e das F-Renault NEC e EuroCup.

Em 2017, deu um passo importante ao entrar na competitiva F3 Europeia, quando atuava paralelamente no simulador da McLaren. Foram nove vitórias e 20 pódios em 30 baterias, resultados suficientes para garantir o título com certa folga.

Ao longo do ano, também ganhou a oportunidade de testar por duas vezes com a McLaren – incluindo uma sessão em que impressionou na Hungria.

Até agora, seu retrospecto nas categorias da base é praticamente perfeito. Seu próximo desafio é crucial: disputará a F2 em 2018 ao lado de Sérgio Sette Câmara na equipe Carlin, a mesma que o acompanha desde seu início nos monopostos. Também será o piloto reserva e de testes da McLaren na F1.

GP DE MACAU DE F3 – DAN TICKTUM
Nascimento:
8 de junho de 1999 (Londres, Inglaterra)

Dan Ticktum

Cabe aqui uma menção à prova que é considerada o campeonato mundial da F3. Ticktum deu alento ao programa de pilotos da Red Bull, que não passou por bom momento em 2017, com sua vitória incrível (e dramática) em Macau.

O inglês, na verdade, teve trajetória conturbada no automobilismo. Em 2015, provocou um acidente polêmico atrás de um safety car, o que lhe rendeu um gancho de um ano de competições. Quando voltou de vez, na F-Renault EuroCup, em 2017, fechou o campeonato com um sétimo lugar.

Foi quando ele se mandou para Macau para disputar a prova da F3 pela equipe Motopark. De forma surpreendente, ganhou posições e assumiu a ponta nos metros finais, quando Sérgio Sette Câmara e Ferdinand Habsburg colidiram simultaneamente quando disputavam a liderança.

Agora, Ticktum deverá permanecer com a Red Bull e disputar a F3 Europeia em 2018. Além disso, ele foi premiado com o McLaren Autosport BRDC Award, o que lhe renderá umas voltas em um carro de F1.

FÓRMULA V8 3.5 – PIETRO FITTIPALDI
Nascimento:
25 de junho de 1996 (Miami, Estados Unidos)

Pietro Fittipaldi

Na tentativa de caminhar na direção da F1, Pietro Fittipaldi obteve seu título de maior destaque na carreira ao triunfar na Fórmula V8 3.5. Membro da Escudería Telmex (que levou nomes como Sergio Pérez e Esteban Gutiérrez à F1), o neto de Emerson Fittipaldi venceu seis provas ao longo do ano e garantiu a taça na rodada decisiva, no Bahrein.

Pietro, que começou sua trajetória nas pistas disputando categorias de base da Nascar, já havia conquistado um outro título em sua carreira europeia, na hoje extinta F-Renault BARC (2014), além de triunfar no torneio de férias do MRF Challenge, na Ásia, entre 2015 e 2016.

No entanto, o título do brasileiro foi o último sopro de vida de uma categoria que decaiu intensamente desde que perdeu o suporte oficial da Renault, de 2015 para 2016. Para Pietro, porém, fica o consolo por ter tido a oportunidade de competir em um carro veloz e que lhe rendeu a chance de experimentar um LMP1 da Porsche.

Agora, seu caminho deverá ser, inevitavelmente, a F2, categoria pela qual já fez testes de pós-temporada em Abu Dhabi.

OUTRAS MENÇÕES:

ADAC F4: Juri Vips, estoniano de 17 anos, que triunfou na categoria alemã em sua segunda temporada no automobilismo. A campanha contou com duas vitórias, sete pódios e 15 provas no top 5 com a equipe Prema, onde é candidato a prosseguir – desta vez com uma promoção à F3.

F4 Italiana: Marcus Armstrong, neozelandês de 17 anos, que brilhou na categoria italiana após amargar o vice no certame alemão para Vips. Conquistou quatro vitórias e registrou 13 pódios no campeonato e também vê a F3 como próximo passo natural. É membro do programa de pilotos da Ferrari.

F-Renault EuroCup: Sacha Fenestraz, francês de 18 anos que realizou seu terceiro ano no automobilismo – e seu segundo na F-Renault Euro. Sua campanha foi marcada pela regularidade, com 17 pódios em 23 baterias. Almeja alcançar F3 Europeia ou GP3 em 2018.

Debate Motor #103: o balanço da temporada de 2017 da F1

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Bruno Ferreira

Sempre gostou de automobilismo e assiste às corridas desde que era criança. A paixão atingiu outro patamar quando viu – e ouviu – um carro de F1 ao vivo pela primeira vez. Depois disso, o gosto pelas corridas acabou se transformando em profissão. Iniciou sua trajetória como jornalista especializado em automobilismo em 2010, no mesmo ano em que se formou, quando publicou seu primeiro texto no site Tazio. De lá para cá, cobriu GPs de F1 no Brasil e no exterior, incluindo duas decisões de título (2011 e 2012), além de provas de categorias como Indy, WEC, WTCC e Stock Car.

  • Diego Moreira

    Bruno, você fez menção honrosa ao J. Vips e M. Armstrong e não incluiu nessa o Felipe Drugovich, que após a vitória na primeira corrida da última etapa em Hockenheim liderava a F4 Alemã.

    • Fala, Diego. Neste caso, o recorte do texto (como está exposto no título) refere-se apenas aos pilotos campeões. Não foi o caso do Felipe Drugovich.

      De qualquer forma, mencionamos o Felipe neste programa que fizemos sobre pilotos brasileiros que correm em categorias de base pelo mundo: https://www.youtube.com/watch?v=Lx5G258qPEk

      Abraços!

      • Diego Moreira

        É verdade, não havia percebido isso.

        Obrigado!

  • Franco

    Então a F2 ano que vem deve ser muito boa, cheio de cara que promete.