Conversamos com Piquet Jr e Di Grassi sobre a nova era da Fórmula E

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A Fórmula E começa no dia 15 de dezembro, na Arábia Saudita, a sua quinta temporada. O campeonato de 2018-19 inaugura também um novo momento para a categoria com a introdução da segunda geração do carro, o Gen2, e a chegada de uma série de montadoras que darão cara ao certame de uma verdadeira competição de marcas elétricas.

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Além do visual mais agressivo e futurista, o novo modelo da Fórmula E ainda traz uma série de mudanças que irão mexer bastante com suas corridas, como a maior capacidade de suas baterias – o que vai eliminar os bizarros pitstops para mudança de carro – e mais potência. O chassi e bateria seguem sendo os mesmos para cada um, mas as montadoras podem fabricar seus próprios trens de força, o que gera uma disputa por quem tem a melhor tecnologia em motores elétricos.

Nesta quinta temporada, teremos três brasileiros na Fórmula E: Nelsinho Piquet, Lucas di Grassi (ambos já campeões) e agora Felipe Massa, que após um ano sabático das pistas volta a competir em uma competição internacional.

O Projeto Motor conversou com os três para entender as expectativas em relação às novidades da Fórmula E e sobre o desempenho pessoal de cada um. Você pode conferir a entrevista com Massa clicando neste link, e a com Piquet e Di Grassi no vídeo que está no alto deste texto.

Nesta reportagem, os dois deixaram suas impressões sobre os testes de pré-temporada e as conclusões que tiraram em relação ao Gen2. Piquet, por exemplo, destacou o fato de que as corridas ficarão mais fáceis para os espectadores acompanharem. “Tirar o pitstop, a troca de carro, vai confundir menos as pessoas. A corrida vai fazer mais sentido, pois não vai ter mistura de posições, vai ser algo mais constante. Espero que isso engaje mais o público e ele se interesse mais”, apontou.

Perguntado sobre o novo “Modo de Ataque”, apelidado por muitos como “Modo Mario Kart”, em que o piloto precisa passar por sensores fora do traçado que liberam mais potência para os carros, Di Grassi defendeu a novidade. “Eu sou a favor, acho que tem que criar elementos para deixar o esporte mais imprevisível, criar mais oportunidades de ultrapassagem. O ‘Attack Mode’ de uma forma geral é mais ou menos como o DRS”, explicou.

Na discussão sobre como estão na briga pelo título, Piquet, que corre pela Jaguar, e Di Grassi, da Audi, mostraram estar em situações bem diferentes. Nelsinho admitiu que sua equipe não deve estar lutando por vitórias logo nas primeiras provas. “O nosso objetivo é melhorar o que tivemos no ano passado. Melhorando, acho que nosso objetivo é ficar entre as quatro primeiras montadoras, como tem 11 em vez de 10, seria equivalente a ficar entre as três melhores do ano passado”, disse.

Do outro lado, Di Grassi acredita que as novas regras deixam o cenário um pouco difícil de ser analisado para as primeiras provas, apesar de entender que a BMW se destacou nos testes. “Acho que nesta primeira corrida, qualquer um pode ganhar. Porém, a BMW mostrou uma evolução muito grande. Acho que o campeonato será muito mais apertado do que do outro ano. Se voltarmos para o primeiro ano em que cada um ganhou uma prova, acho que pode acontecer isso. Quem se adaptar melhor, quem entender melhor as regras novas mais rápido vai ter uma vantagem”, afirmou.

Confira a entrevista completa no vídeo acima e não se esqueça de se inscrever no nosso canal no Youtube e acionar o botão em formato de sininho para receber notificações de novas reportagens, debates, análises e entrevistas.

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Lucas Santochi

Mais um fanático da gangue que criou vínculo com automobilismo desde a infância. Acampou diversas vezes nas calçadas ao redor de Interlagos para assistir aos GPs e nunca esqueceu a primeira vez que, ainda do lado de fora do autódromo, ouviu o barulho de F1 acelerando pela reta. Jornalista formado em 2004, passou por redações na época da TV Band e Abril, teve experiência na área de assessoria de comunicação esportiva até chegar ao site especializado em esporte a motor Tazio, em 2010. Passou pelas funções de redator, repórter (cobrindo diversas corridas no Brasil e exterior de F1, Indy, WEC, Stock Car, entre outras) e subeditor até o final de 2013, quando o veículo encerrou suas atividades. Trabalhou ainda como redator do UOL Esporte em 2014 até que decidiu se juntar com os outros três membros do Projeto Motor para investir na iniciativa.