Copersucar F5A, o melhor F1 brasileiro | Grandes Carros #3

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No início desta semana, completou-se o 40º aniversário do histórico pódio obtido por Emerson Fittipaldi no GP do Brasil de 1978, na estreia de Jacarepaguá na F1. O feito aconteceu a bordo do Copersucar Fittipaldi F5A, que se mostrou o melhor carro da categoria já construído pelos brasileiros.

Portanto, trata-se de uma ótima oportunidade para conhecermos melhor o Copersucar F5A! O Projeto Motor teve acesso ao carro e fez imagens exclusivas, o que você pode conferir no vídeo que está incorporado no topo deste post.

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Como o próprio nome indica, o modelo é herdeiro direto do F5, utilizado pela equipe na temporada anterior. O projeto original, de Dave Baldwin, passou por uma intensa atualização, liderada pelo Studio Fly, da Itália, e com colaboração de Ricardo Divila.

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A intenção era aplicar no Copersucar os conceitos do efeito-solo, que já vinham ganhando espaço na época. Por isso, o F5A tem inspiração no trabalho feito pela Lotus, o que inclui as posições dos radiadores e a presença de minissaias.

O resultado deixou os brasileiros entusiasmados. Ao todo, foram seis provas na zona de pontuação, o que, além do pódio em Jacarepaguá, também incluiu dois quartos lugares (Alemanha e Áustria), dois quintos (Holanda e Watkins Glen) e um sexto (Suécia).

Durante a temporada de 78, o F5A marcou 17 pontos, todos com Emerson, seu único piloto. Isso foi suficiente para colocar a equipe em sétimo no campeonato, à frente de McLaren, Williams (que também fazia temporada pioneira com o FW06) e Renault. Certamente um resultado histórico.

O F5A também precisou ser usado pela Copersucar durante parte da temporada de 79, já que o modelo sucessor não foi bem nascido. Àquela altura, o F5A já estava em seu limite de desenvolvimento e ficou para trás. Contudo, por mais que tenha saído de cena de forma discreta, ele deixou sua marca na história brasileira na F1.

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Bruno Ferreira

Sempre gostou de automobilismo e assiste às corridas desde que era criança. A paixão atingiu outro patamar quando viu – e ouviu – um carro de F1 ao vivo pela primeira vez. Depois disso, o gosto pelas corridas acabou se transformando em profissão. Iniciou sua trajetória como jornalista especializado em automobilismo em 2010, no mesmo ano em que se formou, quando publicou seu primeiro texto no site Tazio. De lá para cá, cobriu GPs de F1 no Brasil e no exterior, incluindo duas decisões de título (2011 e 2012), além de provas de categorias como Indy, WEC, WTCC e Stock Car.

  • Guilherme Guizi

    carro bonito esse Copersucar. Uma pena, aqui no país, não darem importancia para a história da equipe e os resultados obtidos, afinal, conseguir pódio e pontos numa época onde só 6 pontuavam…e concordo com Ilmar, acho que ninguem mais teria coragem de fazer algo desse tempo naquela época e muito menos atualmente rs.

  • Ilmar Fernandes Souza Junior

    Desculpem eu ser chato, mas os carros da Copersucar Fittipaldi desde o F5, em 1977, até o F9, em 1982, foram feitos na Inglaterra.
    No mais, parabéns aos irmãos Fittipaldi, acho que nem o Piquet e nem o Senna teriam tal coragem e paixão para montar uma equipe na categoria e competir nela.

    • Don Victor

      Senna e Piquet pegaram a época que equipes já eram caríssimas de se construir.