Debate Motor #21: Chegou a hora da F1 se assumir como esporte de nicho?

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A forma como a F1 é acompanhada pelo mundo vem sofrendo mudanças drásticas nos últimos anos. Cada vez mais as corridas parecem destinadas a deixar a transmissão aberta para serem veiculadas na televisão a cabo, em uma prática que já domina países tradicionais como Itália, França, Espanha, Japão e Canadá.

Agora, é a vez da Inglaterra abraçar a tendência. A partir de 2019, um dos mercados mais tradicionais da F1 terá transmissão quase que integralmente paga, sendo que somente o GP da Grã-Bretanha passará em uma emissora aberta.

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Existem prós e contras para uma F1 integralmente na televisão paga. Na transmissão a cabo, as emissoras podem se dedicar a fazer uma cobertura aprofundada e informativa, o que agrada justamente o público aficionado por corridas. Porém, sem a TV aberta, as corridas ficam restritas a um público mais específico, e as grandes massas perdem o contato com as provas.

O curioso é que, mesmo com a tendência de as provas da F1 serem transmitidas em canais pagos, a categoria segue com o objetivo de “abraçar” o grande público, principalmente com mudanças esportivas a fim de deixar as corridas mais atrativas no geral. Por isso, surge a questão: chegou a hora de a F1 se assumir como um esporte de nicho?

Este é o tema principal da edição #21 do Debate Motor. Assista ao vídeo e deixe sua opinião.

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  • Antonio Bernardes

    Boa discussão! Ainda adicionaria toda celeuma e os rumos que a F1 esta tomando levando em conta as notícias de sua venda. Ademais, sugiro um debate acerca da F-e. Categoria que está cada vez mais interessante e tem uma proposta de mídia que em alguns aspectos são mais pertinentes e modernos que a F1. Forte abraço!

  • Pablo Habibe

    O risco é acontecer o que aconteceu com o boxe, que desapareceu do imaginário popular. Até o passado da nobre arte foi incorporado ao MMA. A vantagem seria a formula 1 diminuir a sua obsessão por atrair um público que, a rigor, não gosta dela, constituindo uma audiência flutuante que vai e vem na medida em que se identifica com esse ou aquele piloto.

    A pergunta é, até que ponto a categoria precisa ser um evento desse tamanho…

  • Ilmar Fernandes Souza Junior

    Eu gostaria que até o Apocalipse a Fórmula 1 continuasse sendo como era de preferência até 1992, quando o Nigel Mansell foi campeão mundial. Ou que continuasse sendo como era pelo menos até 2008, quando o Lewis Hamilton foi campeão pela 1a. vez. Aí a audiência global estaria garantida. Pra mim, a Fórmula 1 começou a virar a piada (pelo menos pra mim) que é hoje quando diminuíram o tamanho dos carros para 1993, sob o pretexto de ”barateamento dos custos”, a fim de frear a Williams, o que, a bem da verdade, de pouco adiantou. E recebeu os golpes de misericórdia em 2009, quando os carros, que já não eram lá muito bonitos até 2008, enfearam de vez, e em 2010, quando o sistema de pontuação ficou complicado demais (eu me atrevo a dizer que nem os próprios pilotos o entendem e o decoram mais). E, para arrematar, vieram com limitadores de giros, kers, aerofólios moveis, e bobagens afins… A perda de audiência global foi só o resultado dessas jeguices. Acho que já pode ser considerada de nicho, sim.