Debate Motor #68: A F1 está condenada a uma era sem ultrapassagens?

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Ao fim do primeiro GP de 2017, na Austrália, ficou uma pergunta que incomodou muita gente que acompanha a F1: não teremos mais ultrapassagens nas corridas com esse novo regulamento técnico?

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Com carros que produzem muito mais pressão aerodinâmica, também se aumentou a turbulência atrás e consequentemente a dificuldade de aproximação para as manobras. Isso já era uma bola cantada antes mesmo do início do Mundial, porém, o drama ficou mais escrachado após a corrida em Melbourne.

O Debate Motor desta quinta-feira (30) analisa se pilotos, equipes e própria administração da categoria podem driblar de alguma forma essa questão e se o número menor de ultrapassagens realmente é um problema para a F1.

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Projeto Motor
  • Dox

    O problema é que não dá para andar perto. Até quem é 1~2s mais rápido que o da frente vai sofrer para superar o cara, e isso não acontecia em outros tempos. Não sei como resolver isso a não ser proibindo aerofólios e talvez proporcionar o retorno dos carros-asa, ou liberar tudo em termos de chassi e aerodinâmica, pois terão que criar algo que funcione em todas as situações de uma corrida.

  • Bravo Rezende

    Durante estes dias tenho assistido alguns GPs das décadas de 90 na íntegra. E devo dizer, amigos, que a dinâmica era idêntica, com pouquíssimas ultrapassagens, mas que, quando aconteciam, faziam valer o ingresso. E isto é o que volta a acontecer. Lembro que na década de 80 e 90 eu ficava ligado na TV aguardando voltas e voltas para que, finalmente, pudesse ver o arriscar num duelo que, muitas vezes, um dos antagonistas ficava de fora da corrida. Duelo fatal. Isso é F1.

    • VolksLove

      Bravo, bela opinião, eu tenho vinte anos e já assisti muitas corridas antigas, quase todas do Senna, e posso dizer que não é diferente como disse, eram poucas ultrapassagens porém que valiam a pena, nesse grande prêmio da austrália, teve poucas ultrapassagens mas as poucas que tiveram foram melhores que 90% do ano passado todo em uma pista que não nos proporciona boas corridas, o pessoal já critica a nova F-1 em uma pista, que se for olhar todas corridas foram chatas e não da pra se basear nela, o povo reclama porém agora é algo verdadeiro e não artificial.

      • Bravo Rezende

        Ótimo perceber em alguém tão jovem boa compreensão em um esporte que sempre foi de nicho. Esporte a motor, no geral, tem uma dinâmica diferenciada em que não necessariamente nas ultrapassagens acontece o que mais existe de estimulante. Existem fatores que estão em camadas de maior dificuldade de atenção na F1, mas que podem gerar grande interesse quando descobertas e grande prazer. Os pilotos, por exemplo, são muito diferentes em sua motivação e critérios que extrapolam as questões técnicas e que, não raro, atingem a questão que tange ao mérito. Faça, por exemplo, uma leitura da carreira – e quando digo carreira, não estou indicando pesquisa aos resultados – de Vettel e Alonso. A leitura com relação aos critérios quando tomamos as ações de ambos quanto ética esportiva, espírito de grupo, relacionamento com a imprensa e outros fatores, acaba por influenciar em como percebemos aquele piloto (atleta) e sua expressividade no mundo esportivo. A imprensa tende a condenar, por exemplo Hamilton por seu estilo de vida – o que está ligado intimamente com um possível descompromisso com o “fazer esportivo”. Tá aí uma boa dica de tema para os nossos professores do Projeto Motor. Afinal, precisamos fomentar o conhecimento da F1 como esporte a motor (carro, piloto), mas também fazer com que quem assiste tenha uma identificação com a linha esportiva e eventuais motivações do atleta que coloca as mão no volante.

        • VolksLove

          Corretíssimo, o mais engraçado, e uma das coisas que eu não entendo é o pessoal glorificar o WEC, eu amo corridas de endurance e sou viciado em ficar o tempo todo assistindo, porém não tem ultrapassagens o tempo todo durante 6, 12 e 24 horas de prova, vai entender a lógica…

          • Bravo Rezende

            Pois é. Eu, particularmente, adoro “Le Mans” com todas as suas subcategorias e devo confessar que o desafio dos pilotos aliado ao espetáculo “plástico” e “estético” que a categoria proporciona só encontra equivalente na F1. As ultrapassagens ficam em segundo plano.

          • VolksLove

            Eu amo também, adoro assistir endurance não importa se é o WEC ou a weathertech sportscar, pra mim o importante são as corridas em si. kkkk

    • godThunder

      É isso que fico indignado quando leio, “ah, na época do Piquet e Mansel tinha mais emoção, ah, na época do do Senna e Prost era diferente”.
      Cara, não era, tinha 2 carros dominantes e o resto brigava entre si la atras, com o agravante de nesse período não era incomum só os 2 principais chegarem na mesma volta.
      Até meados da decada de 80 tinha mais ganhadores por temporada, mas não por falta de carro dominante e sim por que eles quebravam muito.
      A F1 de hoje é igual ao passado que tantos vangloriam, corridas de difíceis ultrapassagens e muitas vezes chatas, mas eu vejo F1 desde 80, adoro e continuo adorando, assim como gosto de Moto GP, Stock, F Truck, Nascar que também tem corridas chaterrimas, mas o importante é ter qualquer veiculo a combustão na pista que to vendo e continuarei assistindo, mesmo com a maior dificuldade de se fazer ultrapassagem esse ano em relação ao ano passado.

      • Virgil Luisenbarn

        É bem verdade que sempre mudaram regras para estimular a competitividade. A época em que os pneus e carro ajudavam Massa, ele quase foi campeão. O mesmo pode se dizer do Vettel que sentiu as mudanças após suas temporadas no topo.
        Admito que sinto falta dos reabastecimentos durante a corrida, ali eu torcia pra mudança de posições.