Debate Motor #70: Quem ganha o que com presença de Alonso na Indy 500?

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A notícia de que Fernando Alonso disputará as 500 Milhas de Indianápolis em 2017 certamente foi um dos acontecimentos mais surpreendentes do automobilismo nos últimos anos. Mas é verdade: o espanhol deixará de competir no GP de Mônaco de F1 para participar da tradicionalíssima corrida no oval americano.

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Será a primeira prova de Alonso em um circuito oval, então a notícia logo de cara causa uma série de questionamentos: como será a adaptação do bicampeão na Indy? Quais são as suas chances? O que o piloto pode ganhar com isso além do âmbito esportivo? O que a notícia representa para a F1?

A chocante participação de Alonso em Indianápolis é o tema do Debate Motor #70. Deixe sua opinião ou comentário.

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  • Dox

    Daqui a pouco eu vou assistir.
    Estou meio atrasado com as matérias do Projeto Motor.
    Preciso colocar tudo em dia, assistindo e lendo.
    Sobre o Alonso na Indy, acho que ele não se comporta como um “desportista pelo esporte”.
    Vejo ele em busca de notoriedade e fama, como o Schumacher.
    O alemão buscou os recordes para que não pairassem dúvidas sobre sua capacidade.
    Conseguiu os recordes, mas a avaliação sintética do que e como ele fez não lhe deu o lugar mais alto do podium, por enquanto.
    Depois que ele morrer (torço para ele se recuperar do acidente) poderemos ter uma reavaliação, e muitos esquecerão, e nem saberão como ele fez para obter alguns de seus resultados.
    Já o Alonso está sempre se elevando, principalmente através de sua assessoria de imprensa, da mídia espanhola, e ainda tenho que ler/ouvir que é o melhor piloto da F1, talvez do mundo automobilístico.
    Ainda não sei como que as pessoas avaliam isso, pois nem com câmera embarcada dá para definir quem é melhor ou pior, mesmo sendo avaliado por outro piloto.
    Lembro de ver o Vettel fazendo umas tomadas esquisitas, abertas, tentando fixar a tangência o mais próximo da saida da curva, e achava aquilo bizarro, mas no final das contas ele conseguia ser mais rápido.
    Então me intriga ver um pessoal que o elege como o melhor, mas que até em seus dois títulos há a suspeita de favorecimento da borracha francesa para a equipe francesa.
    Minha forma de avaliar é basicamente pelos resultados e como foram conseguidos.
    Há hat tricks enfadonhos e outros sensacionais, como também há piloto escalando o pelotão no braço e outro fazendo isso no pneu novo e mais mole, como fez Leclerc na F2 no Bahrein.
    Torci pelo espanhol em seus dois títulos, pois já não aguentava mais ver o Schumacher ganhar.
    Mas já comecei a estranhar sua atitude de assinar com a McLaren em 2005 e tendo que disputar toda a temporada de 2006 pela Renault.
    Chegando na McLaren e achando que teria todas as facilidades por ter um estreante como companheiro, sentiu que seu poderio não era tudo aquilo, e passou a exigir algo mais para não estar numa situação humilhante de ser um atual bi-campeão pilotando o melhor carro do grid e sendo relativamente derrotado por um fedelho que acabara de chegar à categoria.
    Tentou de tudo e, no final, criou um factóide de confronto com a equipe para justificar que poderia estar sendo boicotado por não colaborar na armação ferrarista do Stepneygate.
    Depois de pegar o lugar do Kimi na McLaren, novamente lá estava ele pegando o lugar do finlandês na Ferrari, após 2 temporadas a seu gosto na média Renault, onde dominava a atenção da equipe.
    Voltando para a Ferrari, teve a grande chance de se consagrar como um dos grandes da categoria, liderando boa parte do campeonato de 2010, quando chegou à última corrida com 15 pontos de vantagem sobre Vettel, e 8 sobre Webber. Perdeu.
    Em 2012 estava até mais fácil, pois chegou a ter 44 pontos de vantagem sobre Vettel na Hungria e 39 na Itália, quando Vettel fez sua arrancada final.
    Mesmo assim Alonso terminava sempre perto e seria campeão fácil, mas cometeu erros no Japão (fatal) e praticamente não parava na pista em Interlagos, escapando 2 vezes no S do Senna, enquanto Vettel vinha de último desgarrado para sexto em 8 voltas.
    Alem dessas lambanças, e que o poupei do Singapuragate, do Faster Than You e do papelão no Desafio das Estrelas, Alonso não é um piloto dedicado ao desenvolvimento do seu carro e à integração com a equipe.
    Então, ouvir que ele é um dos melhores do grid, ano após ano, vendo torcedores louvá-lo porque conseguiu a 9ª posição ao ultrapassar o Kvyat, é uma afronta para meus 47 anos acompanhando F1 e tentando não ser induzido pela “sabedoria” do Galvão, do Lito e dos aficcionados formados por eles.
    Sua ida para a Indy 500 identifica o quanto ele está sem rumo e o quanto ele precisa estar em evidência para poder faturar com a imagem que ele soube criar para si.
    Tenho quase certeza que ele não terá um resultado satisfatório, mesmo sabendo que a dificuldade diminuiu desde a época do Piquet, e que na Indy os pilotos têm um nível fraco, mas que dominam uma situação que o Alonso desconhece.
    Alonso não chega aos pés de um Clark, que chegou, viu e venceu em Indianápolis, como numa batalha romana.

    • Virgil Luisenbarn

      Tanto ele quanto Schummy precisaram de brasileiros para suas glórias. Lamentável.

      • Dox

        Realmente há essa coincidência.
        A diferença entre ambos (Alonso e Schumacher) é que o alemão conseguiu montar sua “igrejinha” em Maranello, enquanto que o Alonso parece não ser muito simpático.

  • Bravo Rezende

    Já vai tarde e coleciona um repertório de falcatruas eternizadas em dois campeonatos na F1 e a fama de piloto problema com uma visão de si mesmo que não corresponde à realidade em seus resultados. Daqui a dois anos ninguém mais lembra dele, que dirá em vinte. Na lista consta desde espionagem industrial a campeonato ganho com armação prevendo batida durante a corrida (Nelsinho). Conta ainda para o legado o episódio em que não conseguiu conquistar o título por sequer conseguir arriscar a ultrapassagem encima de um piloto russo chamado Petrov. Alguém conhece? Pois é, isso diz muito. Adeus Alonso, veja a briga dos grandes assistindo em casa na tendenciosa TV espanhola.