Debate Motor #72: Qual a melhor temporada de um piloto da história da F1?

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Um piloto genial se diferencia dos demais por ser brilhante não apenas em uma ocasião específica, mas sim também ao decorrer de toda uma temporada. É justamente em um campeonato inteiro que o competidor precisa mostrar velocidade, consistência, maturidade e inteligência para superar seus adversários.

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A F1 já teve a oportunidade de ver vários pilotos brilhantes em campanhas inspiradas, como já aconteceu com Ayrton Senna, Michael Schumacher, Alain Prost, Juan Manuel Fangio, Jim Clark, entre outros. Então, o Debate Motor #72 tem um tema bem simples: qual foi a melhor temporada individual de um piloto na história da F1?

 

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  • Dionisio Sangoi

    1965 jim clark.

  • Dox

    É uma análise difícil, e como não há o pré-requisito da conquista do título, aí complica mais ainda, pois muitos pilotos tiraram leite de pedra pilotando carros ruins no pelotão intermediário, entre outras situações.
    Se formos fixar somente nos triunfos de temporada, dá para pinçarmos alguns, mas sempre vai pairar a dúvida das vantagens mecânicas que cada um tinha à sua disposição.
    Há títulos conquistados com constância e outros com velocidade.
    Foram comentados alguns no programa, mas que por alguns detalhes podem não valer tanto quanto se pensa.
    Um deles é o do Stewart em 69, que parece demonstrar grande superioridade, e foi, pois não foram vitórias vindas de poles, mas foi uma temporada com poucos carros nas largadas, girando em torno de 15.
    Para mim, seu título de 73 foi mais difícil, pois iniciou o campeonato em desvantagem, já que Emerson venceu 3 das 4 primeiras provas, e com podiuns nas 6 primeiras.
    Correu este campeonato com um carro defasado, de aerodinâmica obsoleta, e a Tyrrell nem conseguiu o título de construtores.
    O do Ascari em 52 também tem seus poréns, como ser primeiro piloto de uma Ferrari imbatível, conquistando os 3 primeiros postos neste ano, e sem o Fangio como adversário.
    Rindt também teve à sua disposição um carro revolucionário, que ditou os rumos da F1, e enfileirou triunfos seguidos, que lhe garantiram seu título não degustado, além da vitória de um estreante que ajudou nessa conquista.
    Lauda em 77 também fez uma temporada brilhantemente constante, para compensar a de 74, quando deveria ter sido campeão, mas muitos infortúnios conduziram a disputa para seu companheiro Regazzoni, que acabou perdendo para o Emerson.
    Nessa temporada o austríaco, já campeão, deixou a Ferrari ainda faltando 2 provas para o final, por desentendimentos com a política da equipe.
    As 2 conquistas do Piquet pela Brabham tiveram ares épicos, bem como o Prost em 86 e Vettel em 2010/12.
    O título de 2002 do Schumacher, bem como os 3 da Mercedes não relaciono nesta lista, por ter ingrediente mecânico acima do tolerável.
    Se for para escolher um, vou de um nem lembrado, que é o do Hulme em 67, vencendo seu companheiro e dono da equipe, o atual tri-campeão e mito Jack Brabham, e deixando ninguém menos que Jim Clark em terceiro.
    Mas é uma análise subjetiva e com grandes chances de falhas, pois além de não termos presenciado boa parte destes eventos desde 1950, não sabemos da missa a metade dos eventos que presenciamos.

  • Ilmar Fernandes Souza Junior

    Pra mim, sem dúvida, foram a de Alberto Ascari em 1952, pela Ferrari, em que das sete provas verdadeiramente de Fórmula 1, o italiano só não correu na abertura na Suíça, e ganhou todas as seis outras; e a de Michael Schumacher em 2002, também pela Ferrari, em que das 17 corridas, o alemão terminou TODAS no pódio, vencendo 11, chegando em segundo em 5, e terminando em terceiro em uma.