Debate Motor #73: O que é preciso para ser um vencedor frequente na F1?

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No GP da Rússia de 2017, Valtteri Bottas levou a melhor em um duelo com Sebastian Vettel, conquistou uma importante vitória e se tornou o 107º piloto a triunfar na categoria.

Apenas uma fatia pequena dos pilotos que chegam à F1 conseguem materializar a tão sonhada primeira vitória. No entanto, por mais que se trate de um objetivo importante cumprido, o desafio não para: afinal, são poucos os pilotos que conseguem ir além e seguir em um caminho de glórias.

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Vamos aos números: destes 107 pilotos, 34 não conseguiram ir além da primeira vitória; o número sobe para 57 se contarmos aqueles que não alcançaram o quinto triunfo; já a lista de competidores que alcançaram dez vitórias ou mais conta com apenas 33 integrantes.

Afinal, o que é preciso para que um piloto se torne um vencedor frequente na F1, além de um carro competitivo? Este será o tema do Debate Motor #73. Assista!

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  • Virgil Luisenbarn

    E pensar que Massa e Rubens tem pouco mais de 10 vitórias…

  • Dox

    O debate descreveu bem os ingredientes necessários ao sucesso, que é ter carro, ser bom, ter liderança e ser dedicado.
    Mas se pararmos para analisar, muitas boas vagas disponíveis não eram destinadas a pilotos bons, mas a pilotos nacionalmente apadrinhados por equipes compatriotas.
    Neste quesito muitas boas vagas foram parar nas mãos de pilotos ingleses/britânicos, italianos, alemães, franceses e japoneses.
    Para se ter uma idéia, já tivemos um total de 169 britânicos na categoria, com 110 fazendo mais de 1 corrida, sendo 19 vencedores de GP e 10 campeões mundiais.
    Se pegarmos a citada Finlândia, podemos dizer que proporcionalmente este país tem absurdamente mais sucesso, com 8 pilotos com mais de 1 corrida, 5 vencedores e 4 campeões.
    O fato é que estas vagas apadrinhadas inibiu a entrada ou permanência de pilotos potencialmente vencedores, e este número não é pequeno.
    Dos campeões mundiais que podemos dizer que conquistaram seus títulos por este motivo, os que mais se beneficiaram desse apadrinhamento foram Button e Mansell, contemplados com carros vencedores e muita paciência para que eles conquistassem a primeira vitória e único título, quando qualquer outro piloto de desempenho parecido já teriam deixado a categoria.
    Enquanto isso Damon Hill e Lewis Hamilton receberam carros campeões em suas primeiras corridas.
    Não existe nada similar nas oportunidades dadas a outros pilotos … talvez o Emerson possa ter sido um dos poucos abençoados, mas porque simplesmente estava acima de qualquer piloto de base da época, e a perspectiva de domínio de uma equipe era bem aleatória, de temporada para temporada.
    Adicionando os ingredientes dedicação e contribuição ao desenvolvimento do equipamento, acho que poucos pilotos vitoriosos da história têm esse perfil, que os colocam na elite dos pilotos qualificados como completos.
    Os casos mais icônicos são de Jack Brabham e Nelson Piquet.
    Mas como diria um amigo meu, quando tratamos de assuntos subjetivos, “é tudo supositório”.

  • Bravo Rezende

    O que parece ser preciso além de muito, mas muito talento? Liderança, constância e faca nos dentes. A Bottada foi importante para redefinir a ordem de forças no campeonato e sobretudo dentro da Mercedes. Se esse campeonato continuar assim, estarei no final do ano em Interlagos e torcendo, claro, para o penta!