Debate Motor #84 analisa: a F1 acertou ao adotar o halo para 2018?

6

Na última quarta-feira (19), a FIA surpreendeu ao anunciar que a proteção de cockpit ao estilo Halo será introduzida na F1 a partir da temporada de 2018. A solução, testada amplamente na pista no ano passado, levou vantagem sobre o escudo, que havia sido experimentado por Sebastian Vettel no GP da Inglaterra.

Acompanhe o PROJETO MOTOR na redes sociais: Twitter | Facebook | YouTube

Logo de cara, a decisão dividiu opiniões. Há quem garanta que trata-se de um passo natural para o esporte, já que aumenta a proteção em um grande ponto de vulnerabilidade dos carros atuais. Contudo, há também quem rejeite a solução, já que apresenta um ponto estético altamente questionável.

O que a adoção do halo significa para a F1? E que tipo de consequências isso poderá ter para o futuro do esporte? Este é o assunto do Debate Motor #84! Assista e deixe seu comentário.

 Comunicar Erro

Projeto Motor

Automobilismo além da notícia!

  • Bravo Rezende

    Difícil discussão e é ótimo ver o pessoal do Projeto Motor trazê-la para uma discussão na tentativa de entendimento dos fãs. Sinceramente, julgo que a FIA optou pela solução menos intrusiva para a categoria. Quaisquer das soluções apresentadas são esteticamente falhas e, algumas, são intrusivas demais na percepção de um fórmula externamente pelo público e internamente pelos pilotos. Percebo muita falácia em torno de uma decisão que tenta respeitar a categoria justamente por ser menos intrusiva. Hoje, quando vejo imagens dos carros do passado onde o piloto ficava com parte do corpo exposta, acho feio e prefiro o desenho atual onde o piloto parece fazer parte do desenho aerodinâmico do carro. Enfim, é difícil, pois fechar tudo, vira protótipo de uma Le Mans. Ou era o Halo ou nada. O principal é que nossos heróis consigam “brigar” roda com roda com o máximo de uma segurança o menos intrusiva possível. Ou seja, o Halo. Forte abraço!

  • Virgil Luisenbarn

    Acho que não vai mudar muita coisa não.

  • Carlos Alberto Junior

    Cade o meu comentário? Saiu.

    • Fala, Carlos. Que estanho. O seu comentário consta no nosso sistema, aparece como aprovado, mas não apareceu aqui no site. Vou checar e tentar entender o que aconteceu.

    • achsanos

      Seu comentário ficou travado no corpo da página e não passou para a sua conta no Disquss, talvez no momento da postagem pode ter dado algum conflito de script.

  • Carlos Alberto Junior

    Olá equipe projeto motor. Que decepção, me pareceu meio forçado, meio que um movimento politico nos fundos, já que as outras opções alternativa ao Halo foram descartadas facilmente.

    Bem… riscos ….. todos nos corremos, independente da vida que possua. No esporte temos diversas modalidades onde o evento possui perigo, o que se faz é garantir que o evento não deixa a desejar na sua gestão de riscos. No surf os caras não vão para uma prancha com com colete salva vidas, moto GP não tem para onde o cara correr do perigo e riscos, no skate o cara não compete com almofadas no lado ou em volta do corpo, na Nascar, Stock, WEC os caras podem num acidente ficar preso no cockpit, por que é tudo fechado. Repito na minha opinião a diferença é atitude da gestão do esporte durante o evento com relação ao perigos de vida que podem ocorrer.

    Vamos a dois exemplos (de acidentes que as pessoas a favor do Halo estão usando muito como argumento) de onde uma gestão efetiva no GP mudaria a cena atual, e talvez esse Halo nem existiria.

    Senna – Se a gestão em questão estivesse preocupada, não haveria corrida no domingo, F1 em geral estava abalada com a morte do Ratzenberge (sei la como se escreve), e ainda teve o super acidente do Rubens um dia antes, eles passaram por cima de leis Italianas (Havia não sei se existe ainda, uma lei que proibia corridas naquela situação, morte em pista e tal), não era para ter corrida, Senna não morreria lá.

    Bianchi – A coisa tava feia na pista, com os pilotos reclamando, e a bandeira amarela, a paralisação, veio tarde, uma volta antes, o cara poderia estar aqui conosco.

    O que quero dizer é: Não adianta desenvolver super cinto de segurança, super capacete, super cedula de cockpit, Halo (Tudo isso vem sendo bem desenvolvidos, menos o Halo) se não houver uma boa gestão/prevenção de acidentes mortais in loco, na hora, no momento do perigo. Mas é minha opinião.

    AH mas é necessário fazer algo, ou ser a “referencia” de que fez algo pelo a segurança do esporte motor. Bem… então por favor, vamos usar todo esse material humano capacitado que temos na F1, e vamos criar algo inteligente.

    Halo é totalmente questionável, se a F1 esta preocupada com segurança, então vamos pensar que peças, e pancadas podem vir de todo lado, esse Halo salvaria o Senna do braço de suspensão que furou seu capacete? a mola do massa também não passa por ali? até no acidente do Bianchi acredito eu, que esse Halo não aguentaria, se desmancharia agravando ou não mais a situação do piloto. Acredito também que logo mais para frente eles vão falar de fechar em cima do cockpit, por que é bem obvio a direção, o rumo disso tudo.

    Então pessoal, vamos concluir da seguinte maneira, a F1 precisa mesmo de Halo ou gerir melhor a prevenção nos GP´s?
    Se a resposta é “SIM PRECISAMOS DE HALO”, então…. que seja feito, mas redesenhe o carro já com um de cockpit fechado, o Halo aplicado na raiz do chassi, nascendo com o chassi, não essa adaptação que ofende os fãs, pilotos e afins.

    Equipe projeto motor parabéns pelo trabalho sempre, nos vemos mais tarde no debate.

    ps. (bem pessoal essa nota) – Alguém já pensou nos games de F1? Não me vejo jogando com um Halo na minha cara na camera onboard. No minimo vai ter de ter a opção de tirar o Halo no games por favor, ser obrigado a jogar com isso? não rola!.