Debate Motor #87 analisa: Quais mudanças faríamos para melhorar a F1?

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Com uma nova chefia e a iminente definição de um novo regulamento técnico, a F1 passa por momento importante para traçar seus rumos para o futuro.

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Então, chegou a hora de colocarmos nossa criatividade para funcionar. Quais mudanças nós faríamos para deixar a categoria ainda melhor, seja no âmbito técnico, esportivo ou comercial da coisa? Qual seria um bom caminho para o futuro?

Este é o tema do Debate Motor #87! A equipe do Projeto Motor analisa a questão. Assista ao vídeo e deixe sua contribuição: o que você faria para melhorar a F1 se o poder estivesse em suas mãos?

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  • Bravo Rezende

    Boas opções apresentadas pelo pessoal do site. Também gosto da ideia do Burti, que seria bem mais justa. Todo esforço da F1 deve ser direcionado para o dinamismo nas provas, mas com cuidado para não tornar o espetáculo superficial. No mais, estou com o nosso camarada Santochi, que resumiu muito bem… “deixa os caras fazerem o espetáculo!”. Julgo que todo o universo da F1 deve ser direcionado para que os pilotos possam mostrar suas fantásticas características e talentos.

  • Ricardo Reys

    Acho que a Formula 1 só chegou ao topo por saber respeitar e enfatizar três pilares de sua marca; estabilidade, unicidade e relevância.

    No primeiro quesito, baixar os custos visando, não somente a sobrevivência dos seus times atuais, como também atrair mais equipes, é fundamental. Mais carros no grid representa mais painéis em potencial para novos anunciantes, mais pilotos competindo, o que acarretaria em mais países presentes no certame, incidindo diretamente numa maior audiência mundial.

    Para tal, baratear o motor, permitir o comércio de chassis e incentivar às equipes a usarem um mesmo carro durante anos em sequência, é vital. Logicamente, tudo isso necessita de um regulamento estável. E é a estabilidade que dá segurança para o investimento e, por decorrência, ao crescimento.

    No segundo, cabe à Formula 1 respeitar os valores que a fizeram estar onde se situa hoje. Algo que a Liberty tem feito com competência. Nesse aspecto, preservar praças tradicionais, nomes e cores de equipes, até mesmo enfatizar figuras do grid é algo preponderante. Afinal, geram torcida. Um fator importantíssimo para reter público sem abrir mão de captar um novo. Não a toa, Ferrari, Mclaren, Williams e Lotus são os quatro nomes lembrados com reverência pelos fãs da categoria. Tal como Spa, Monza, Mônaco e Silverstone, as quatro catedrais do campeonato.

    A unicidade do formato de Grande Prêmio também é algo essencial. Ou seja; nada de duas corridas num final de semana, classificação como corrida ou corrida do tipo sprint. Um Grande Prêmio é o que é, porque é único. E assim, agrega valor ao seu funcionamento e à F1 como marca.

    Por fim, o terceiro quesito, também o único somente alcançado como resultado da equação dos outros dois, é a relevância. É preciso lembrar ao público, seja ele o interno (investidores, participantes, pilotos, promotores e etc…), como o externo (público, potenciais interessados em participar, seja em qual esfera for…), o porquê de destinarem tempo e/ou dinheiro para a Formula 1. Assim, quando a categoria o fizer, o sucesso será garantido.

    Questões como competitividade, guerra de pneus e diferentes tipos de motores, são sim atrativas. Porém, ou são naturalmente alcançadas como resultado da equação acima, ou são fatores não tão importantes num primeiro momento.

    No mais, em paralelo a isso tudo, deve a Formula 1 repensar também sua principal falha – e isso diz mais respeito à FIA: não saber efetuar modificações como um todo. Como exemplo, basta lembrarmos que toda a mudança de regulamento efetuada pela categoria nos últimos anos, ou foi anulada em médio-curto prazo ou durou apenas umas poucas corridas. A FIA, sobretudo quando enfatizamos a gestão de Jean Todt, só sabe escolher entre o 8 ou o 80. E na verdade, a resposta sempre beira um meio termo – seja para aceitação dos envolvidos, incluindo o público, como para a correta aferição de seus resultados.

  • Gab

    No âmbito técnico eu desistiria do Halo, pois ele é desnecessário. Além disso, eu daria condições mais favoráveis para que outras empresas do ramo viessem para a Formula 1, como a Porsche e a Alfa. Outra coisa seria tentar trazer corridas mais atraentes, mais desafiadoras e mais rentáveis.

    Eu também alteraria o sistema de pontuação com o objetivo de desbanalizar os pontos. Reduzir para 15 pontos pro primeiro, 12 pro segundo, 10 pro terceiro, 8 pro quarto, 6 pro quinto, 4 pro sexto, 3 pro sétimo, 2 pro oitavo e 1 pro nono.

  • Ricardo Reys

    Acho que a Formula 1 só chegou ao topo por saber respeitar e enfatizar três pilares de sua marca; estabilidade, unicidade e relevância.

    No primeiro quesito, baixar os custos visando, não somente a sobrevivência dos seus times atuais, como também atrair mais equipes, é fundamental. Mais carros no grid representa mais painéis em potencial para novos anunciantes, mais pilotos competindo, o que acarretaria em mais países presentes no certame, incidindo diretamente numa maior audiência mundial.

    Para tal, baratear o motor, permitir o comércio de chassis e incentivar às equipes a usarem um mesmo carro durante anos em sequência, é vital. Logicamente, tudo isso necessita de um regulamento estável. E é a estabilidade que dá segurança para o investimento e, por decorrência, ao crescimento.

    No segundo, cabe à Formula 1 respeitar os valores que a fizeram estar onde se situa hoje. Algo que a Liberty tem feito com competência. Nesse aspecto, preservar praças tradicionais, nomes e cores de equipes, até mesmo enfatizar figuras do grid é algo preponderante. Afinal, geram torcida. Um fator importantíssimo para reter público sem abrir mão de captar um novo. Não a toa, Ferrari, Mclaren, Williams e Lotus são os quatro nomes lembrados com reverência pelos fãs da categoria. Tal como Spa, Monza, Mônaco e Silverstone, as quatro catedrais do campeonato.

    A unicidade do formato de Grande Prêmio também é algo essencial. Ou seja; nada de duas corridas num final de semana, classificação como corrida ou corrida do tipo sprint. Um Grande Prêmio é o que é, porque é único. E assim, agrega valor ao seu funcionamento e à F1 como marca.

    Por fim, o terceiro quesito, também o único somente alcançado como resultado da equação dos outros dois, é a relevância. É preciso lembrar ao público, seja ele o interno (investidores, participantes, pilotos, promotores e etc…), como o externo (público, potenciais interessados em participar, seja em qual esfera for…), o porquê de destinarem tempo e/ou dinheiro para a Formula 1. Assim, quando a categoria o fizer, o sucesso será garantido. Algo somente alcançado quando unir estabilidade e unicidade numa única frente.

    Questões como competitividade, guerra de pneus e diferentes tipos de motores, são sim atrativas. Porém, ou são naturalmente alcançadas como resultado da equação acima, ou são fatores não tão importantes num primeiro momento.

    No mais, em paralelo a isso tudo, deve a Formula 1 repensar também sua principal falha – e isso diz mais respeito à FIA: não saber efetuar modificações como um todo. Como exemplo, basta lembrarmos que toda a mudança de regulamento efetuada pela categoria nos últimos anos, foi anulada em médio-curto prazo. A FIA, sobretudo quando enfatizamos a gestão de Jean Todt, só sabe escolher entre o 8 ou o 80. E na verdade, a resposta sempre beira um meio termo – seja para aceitação dos envolvidos, incluindo o público, como para a correta aferição de seus resultados.

  • Luigi G. Peceguini

    #nohalo