Desde Tyrrell até Mercedes: conheça a origem das equipes da F1 atual

0

O grid atual da F1 conta com dez equipes cujos nomes já são bastante conhecidos do grande público. Mas nem sempre os times contaram com as identidades que utilizam atualmente: já houve diversas mudanças de nomes e cores com o passar dos anos, o que, de certa forma, até mantém viva a herança de algumas escuderias clássicas do passado.

Fique ligado em nossas redes sociais: 
Twitter – @projetomotor
Facebook – Projeto Motor
Youtube – Projeto Motor
Instagram – @projetomotor 

Por exemplo, você sabia que equipes antigas como Tyrrell, Toleman, Jordan e até Minardi estão na ativa até hoje? Bem, se não são os mesmos times de fato, pelo menos são operações que são sucessoras diretas. 

O Projeto Motor explica como que os nomes das equipes da F1 evoluíram até chegar ao que temos hoje em dia. 

Estas não mudaram

Vamos começar pela parte mais simples. Quatro das dez equipes do grid atual sempre utilizaram os nomes que elas mantêm até os dias de hoje. A Ferrari está na F1 desde a primeira temporada, em 1950, e a McLaren está no grid desde 1966. A equipe Williams teve eras distintas, como já contamos aqui anteriormente, mas sua atual operação teve início em 1978. Já a Haas estreou na F1 como uma equipe inteiramente nova em 2016.

Tirando estas, todas as outras escuderias da F1 já tiveram outros nomes em operações diferentes no passado.

Sauber – BMW – Sauber – Alfa Romeo

Foto: Sauber

A Alfa Romeo teve duas passagens anteriores pela F1 como equipe própria: entre 1950 e 1951, quando conquistou os dois primeiros títulos mundiais da história, e entre 1979 e 1985, essa com bem menos sucesso. Mas estas outras épocas não têm conexão alguma com a Alfa Romeo atual, já que aquelas equipes foram simplesmente encerradas e não tiveram continuidade

A Alfa Romeo teve origem em 1993, como equipe Sauber. Ela permaneceu com este nome até 2005, quando foi adquirida pela BMW e se tornou o time oficial da marca alemã. Isso durou até 2009, já que a BMW deixou a F1 e a equipe voltou para o controle de Peter Sauber.

Porém, para fins burocráticos, a equipe continuou usando oficialmente o nome de BMW ao longo de 2010, mesmo com a montadora alemã sem envolvimento direto. Isso deu origem a uma das combinações mais inusitadas que a F1 já viu, pois a equipe era conhecida como BMW Sauber-Ferrari (uma vez que a fabricante italiana era a fornecedora de motores). 

O nome voltou a ser só Sauber em 2011 e assim ficou até o final de 2018. Só que, em 2019, o time assumiu a identidade de sua patrocinadora principal e passou a ser chamada oficialmente de Alfa Romeo Racing. 

Jordan – Midland – Spyker – Force India – Racing Point (e Aston Martin)

A trajetória da atual Racing Point na F1 começou em 1991, ainda com o nome de Jordan. A simpática equipe de Silverstone promoveu estreias de figuras como Michael Schumacher e Rubens Barrichello, e quase levou Heinz-Harald Frentzen ao título em 1999. Mas, nos anos seguintes, a equipe entrou em dificuldades financeiras e foi adquirida por um grupo russo, passando a se chamar Midland em 2006. Isso durou só um ano, e em 2007 o time virou Spyker.

O nome também durou só uma temporada, e em 2008 a equipe se tornou Force India, controlada pelo empresário indiano Vijay Mallya. Essa identidade durou mais tempo, inclusive mais do que uma década. Só que as dificuldades financeiras bateram durante 2018, e o time foi comprado por um grupo de investidores liderado por Lawrence Stroll. Dali em diante, a equipe se transformou em Racing Point, nome que mantém até hoje. Mas já se prepare para mais mudanças, já que a equipe confirmou que passará a se chamar Aston Martin em 2021

Minardi – Toro Rosso – AlphaTauri

Equipe ficou conhecida como Toro Rosso por 14 anos (Foto: GEPA Pictures/Toro Rosso)

A simpática Minardi entrou na F1 na temporada de 1985 e se manteve no grid aos trancos e barrancos por muito tempo. Só, em 2006, a equipe saiu de cena, já que foi adquirida pela Red Bull para se tornar a sua equipe satélite. O seu nome seria Toro Rosso, nada mais do que “Red Bull” traduzido para o italiano. 

A empresa de bebidas energéticas segue dona da equipe até os dias de hoje, mas, em 2020, nome mudou: agora é AlphaTauri, marca de roupas do mesmo conglomerado.

Toleman – Benetton – Renault – Lotus – Renault

A Renault teve uma passagem à parte como equipe própria, entre 1977 e 1985. Mas aquele time não tem relação com o atual. A história, na verdade, começou em 1981, com a equipe chamada de Toleman – sim, aquela mesma pela qual Ayrton Senna fez sua estreia na F1.

Em 1986, a equipe foi comprada pela marca de roupas Benetton, dando origem ao time mais colorido da época. Com esta identidade a equipe cresceu, foi a casa de nomes importantes como Nelson Piquet e Michael Schumacher e construiu os carros com os quais o alemão conquistaria dois de seus primeiros sete títulos mundiais.

Para a temporada de 2002, a equipe foi comprada pela Renault e se manteria sob o controle da montadora francesa até 2009 – só que o nome Renault foi oficialmente usado até 2011. De 2012 para frente, a equipe passou a se chamar Lotus, e assim permaneceria até 2015. Mas a Renault comprou a equipe novamente em 2016, e assim segue até hoje. 

Stewart – Jaguar – Red Bull

A trajetória da atual Red Bull começa em 1997. O tricampeão mundial Jackie Stewart, ao lado de seu filho Paul, entram na F1 com sua equipe própria, criada do zero. A Stewart GP permanece no grid por três anos, já que, em 2000, a Ford assume o controle e rebatiza a equipe como Jaguar. 

Os bons resultados nunca vieram. A equipe Jaguar dura cinco anos, que foi o prazo até a paciência da Ford acabar, e, com a montadora fora jogada, a equipe é comprada pela Red Bull, o que dá início a uma das operações de maior sucesso da história

Tyrrell – BAR – Honda – Brawn GP – Mercedes

Equipe se chamou BAR entre 1999 e 2005 (Foto: Honda)

A Mercedes teve uma passagem campeã pela F1 em 1954 e 1955, mas sem relação direta com a operação atual. 

Esta começou, na verdade, com a Tyrrell, nos anos 70, o que incluiu títulos mundiais para Jackie Stewart. A equipe continuou com o tradicional nome até 1999, quando mudou de donos e se tornou British American Racing – ou simplesmente BAR. Assim a equipe ficou até 2005, quando foi adquirida integralmente pela Honda e adotou o nome da montadora. 

A equipe ficou três anos sob administração japonesa, já que, ao fim de 2008, a Honda deixou a F1 de maneira repentina. Quem assumiu o controle foi o então chefe da equipe, Ross Brawn, o que deu origem à famosa Brawn GP

A trajetória da Brawn GP durou pouco: para 2010, a equipe foi comprada e passou a ser controlada pela Mercedes, e o resto virou história.

Entenda os detalhes em nosso vídeo especial:

 Comunicar Erro

Bruno Ferreira

Sempre gostou de automobilismo e assiste às corridas desde que era criança. A paixão atingiu outro patamar quando viu – e ouviu – um carro de F1 ao vivo pela primeira vez. Depois disso, o gosto pelas corridas acabou se transformando em profissão. Iniciou sua trajetória como jornalista especializado em automobilismo em 2010, no mesmo ano em que se formou, quando publicou seu primeiro texto no site Tazio. De lá para cá, cobriu GPs de F1 no Brasil e no exterior, incluindo duas decisões de título (2011 e 2012), além de edições das 24 Horas de Le Mans e provas de categorias como Indy e WTCC.