Do Baú #3: Colegas de Schumacher desvendam o homem por trás dos recordes da F1

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Michael Schumacher se despediu definitivamente das pistas como o maior recordista da história da F1. No total, foram 307 largadas, sendo 91 vitórias, 68 pole positions e incríveis sete títulos mundiais, marcas que parecem inalcançáveis para as futuras gerações.

O alemão protagonizou o maior domínio já visto na categoria ao vencer cinco campeonatos seguidos entre 2000 e 2004, tirando a Ferrari de um jejum de títulos que durava 21 anos. Antes disso, conquistou um bicampeonato com a Benetton em época em que a Williams reinava absoluto.

Mas é inegável que a carreira de Schumacher teve controvérsias quase tão presentes quanto conquistas. Em sua trajetória, o heptacampeão viveu desavenças com rivais como Damon Hill e Jacques Villeneuve, em momentos que trouxeram à tona o debate sobre até onde um piloto deve chegar para satisfazer seu desejo de vitória.

No GP do Brasil de 2012, corrida de despedida de Schumacher da F1, a equipe do Projeto Motor (à época, no hoje extinto Tazio) conversou com personagens importantes na trajetória do alemão, com o objetivo de compreender melhor quem era a figura por trás das conquistas, controvérsias e rico legado na categoria mais importante do automobilismo mundial.

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E os nomes são: Damon Hill (rival em meados dos anos 90), Eddie Jordan (primeiro chefe na F1), Johnny Herbert (companheiro de equipe entre 1994 e 1995), Martin Brundle (companheiro de equipe em 1992), Peter Sauber (chefe de equipe no Mundial de Esportes Protótipos) e Sabine Kehm (agente). Como as conversas aconteceram pouco mais de um ano antes do infeliz acidente de esqui sofrido pelo alemão, os depoimentos coletados ainda são bastante francos e diretos a respeito do ex-piloto.

SAUBER: “Vi imediatamente que Schumacher era especial”

Schumacher correu pela Sauber antes de chegar à F1
Schumacher correu pela Sauber antes de chegar à F1

Peter Sauber, fundador da equipe que carrega seu sobrenome na F1, poderia ter sido o primeiro patrão de Schumacher na categoria de monopostos. Na verdade, o suíço já havia sido chefe do piloto antes mesmo de sua entrada na F1, no início da década de 90. Sauber mantinha uma equipe no Campeonato Mundial de Esportes Protótipos, com o apoio da Mercedes, onde Schumacher disputou provas de longa duração.

“Michael começou na Sauber junto com Heinz-Harald Frentzen e Karl Wendlinger. Os três entraram em nosso programa nos protótipos visando o longo prazo, a fim de trazê-los todos à F1. Havia um plano claro por parte da Mercedes em adquirir a Sauber e fazer Michael chegar à F1, mas isso não deu certo por várias razões”, disse o dirigente.

Mas Sauber afirma que o período em que trabalhou ao lado de Schumacher foi suficiente para perceber o potencial do piloto. “Todos os três causaram boa impressão e logo ali foi possível perceber que Michael, de alguma forma, era especial e que teria uma ótima carreira pela frente”, avaliou. “Desde então foi possível ver que ele cumpria vários pré-requisitos que um piloto de sucesso precisa, que são boa forma física, força mental, compreensão técnica e talento, obviamente.”

JORDAN: “Quando ele entrou no carro, sabia que seria campeão mundial”

Jordan foi o primeiro chefe de Schumacher na F1
Jordan foi o primeiro chefe de Schumacher na F1

Eddie Jordan foi o responsável por dar a Michael Schumacher sua primeira oportunidade de alinhar em um grid de largada na F1, em 1991. Na ocasião, o jovem e relativamente desconhecido alemão assombrou a categoria ao conquistar o sétimo lugar no treino classificatório do GP da Bélgica, no lendário circuito de Spa-Francorchamps.

Schumacher a bordo da bela Jordan em Spa
Schumacher a bordo da bela Jordan em Spa

Jordan comparou a adaptação de Schumacher com a primeira experiência de Ayrton Senna em um carro de F3, no fim de 1982, algo que aconteceu também por sua equipe. “Tive Senna e Schumacher guiando em meus carros em estágios avançados de suas carreiras. Mas Michael foi algo especialmente notável – assim como Senna”, comentou.

“Assim que eles entraram no carro, sabíamos imediatamente que seriam campeões mundiais. Eu percebi isso imediatamente. Como chefe de equipe, pensava que havia algo de especial”, disse Jordan, que somente pôde contar com Schumacher em uma prova na F1, já que, na etapa seguinte, na Itália, o jovem se transferiu para a Benetton.

BRUNDLE: “Schumacher guiava com a mente, mas Senna guiava com o coração”

Martin Brundle é um dos poucos pilotos da história do automobilismo que tiveram a oportunidade de atuar de perto contra dois dos maiores nomes da modalidade em todos os tempos. Nos anos 80, antes mesmo de sua chegada à F1, o inglês travou uma intensa rivalidade com Ayrton Senna pelo título da F3 Inglesa, vencida pelo brasileiro após diversos lances polêmicos.

Depois, em 1992, já na categoria máxima do automobilismo, teve o jovem Schumacher como companheiro de equipe na Benetton, naquela que seria a primeira temporada completa do promissor alemão. Brundle, hoje membro da equipe que transmite as provas da F1 para a Inglaterra, opinou sobre qual dos dois multicampeões mundiais foi o que mais se destacou.

“Quando se diz em ‘melhor’, é preciso definir como se qualifica, o que se observa. O piloto com mais dom natural, e, portanto, o melhor piloto contra quem corri desde os anos 80, em minha visão, foi Senna. Sem dúvidas. Michael guiava com a mente, mas Senna guiava com o coração”, comparou o ex-piloto, que, no entanto, admitiu ver semelhanças entre os dois nomes.

Brundle foi superado por Schumacher em 92
Brundle foi superado por Schumacher em 92

“Schumacher me lembrava Senna, quando corri contra ele na F3. Quando eu conseguia finalmente batê-lo, ele não lidava bem com isso e começava a cometer um monte de erros, assim como Senna errava. Acho que esses caras, com o sentimento de grandeza que já estava dentro deles, não conseguiam entender como alguém os batia com o mesmo equipamento”, opinou.

Brundle afirmou que percebera já em 1992 que Schumacher fazia parte de uma nova geração que viria a mudar os parâmetros do esporte. “Ele era claramente rápido, forte – tanto dentro, quanto fora do carro. Ele estava em ótima forma física. Eu lembrava de sua incrível forma física, mesmo naquela época”, destacou.

“Ele chegou à F1 e a mudou, já que ele guiava em todas as curvas, em toda a volta e em todo GP em velocidade máxima. Nós, os outros pilotos, não conseguíamos fazer isso. Vínhamos de uma época onde a prioridade era manter o carro inteiro, confiável. Ele chegou à F1 na época certa com aquele novo nível de forma física – e coube a todos os outros tentarem acompanhar o ritmo.”

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Para Brundle, o ex-colega de equipe poderia ter um nome ainda mais forte na história da F1 caso não se envolvesse em controvérsias ao longo de sua trajetória. “Ele fez algumas coisas ruins em sua carreira na pista, algo que acho pelo qual acho que se arrepende. Isso é uma pena”, comentou.

“Mesmo que [sem as controvérsias]ele tivesse vencido três corridas a menos e um campeonato a menos, por exemplo, e tivesse sido correto dentro da pista, ele seria uma lenda maior. Ainda assim, seus desempenhos eram algo especial. Ele estabeleceu um novo e mais alto parâmetro”, admitiu.

HILL: “Não há dúvidas que Schumacher deixou sua marca na F1” 

Schumacher superou Hill para vencer os títulos de 94 e 95
Schumacher superou Hill para vencer os títulos de 94 e 95

Hill teve a ingrata oportunidade de ver de perto um dos momentos mais controversos de toda a carreira de Schumacher. Na disputa pelo título de 94, o então piloto da Williams sofreu um acidente com o rival na prova final do ano, em Adelaide, na Austrália. Com uma suspensão quebrada e sem condições de continuar na corrida, Hill deu adeus às suas chances e viu Schumacher, acusado de provocar a batida propositalmente, conquistar o seu primeiro título mundial.

Mesmo com a intensa rivalidade com Schumacher em meados da década retrasada, Hill afirmou que o alemão colocou seu nome na lista dos grandes pilotos da história da F1.

“Não há dúvidas que Schumacher deixou sua marca na F1. Muito se falou sobre a ‘Era Schumacher’ da mesma forma que falamos da ‘Era Vettel, Hamilton e Alonso’. Ele dominou a F1 por um longo tempo”, considerou o inglês, que evitou dizer se o currículo de Schumacher o torna o melhor piloto de todos os tempos.

Acidente em Adelaide marcou a decisão de 94
Acidente em Adelaide marcou a decisão de 94

“Com certeza, ele é um dos mais eficientes [risos]. Sempre haverá o debate sobre o quão bom ele é, mas o esporte é assim, não é? As pessoas têm maneiras diferentes e contribuem com o esporte de maneira diferente.”

Mais de 20 anos após o fatídico acidente em Adelaide, Hill alertou que as regras de qualquer esporte precisam assegurar que irregularidades não sejam cometidas em meio à ânsia de lutar por vitórias. “As pessoas sempre terão a tentação de fazer o que for preciso para vencer. O desafio de controlar isso cabe à entidade que regulamenta o esporte, para assegurar que haja limites e que as pessoas respeitem esses limites. Este é o trabalho do esporte”, opinou.

“Vimos polêmicas acontecerem em vários tipos de esporte, como ciclismo. No momento em que a competição prejudica o esporte, é preciso ter cuidado. É um fato da vida. Os seres humanos sempre ficam tentados para conquistar algo a mais que os outros.”

Apesar disso, Hill descartou guardar mágoas com o ocorrido. “Não sei se é uma boa filosofia desejar que as coisas aconteçam de forma diferente do que foi. Para mim, acho que a F1 foi muito generosa o tempo todo – não o tempo todo, mas na maioria do tempo! [risos]Vejo o esporte como um espaço para mostrar o que eu sei fazer, então sou grato por tudo o que aconteceu.”

HERBERT: “Schumacher será lembrado pelas conquistas e pelas controvérsias”

Johnny Herbert foi o último companheiro de equipe daquela que pode ser considerada a primeira fase da carreira de Michael Schumacher. Nas duas corridas finais de 1994, o inglês se mudou para a Benetton, onde permaneceu até o fim do ano seguinte e dividiu o time com o alemão antes de sua ida à Ferrari.

“Michael conquistou sete títulos mundiais, 91 vitórias, então sua história será lembrada como um grande sucesso. Às vezes ele não teve a postura correta nas corridas, como contra Damon Hill e Jacques Villeneuve, ou aquela vez em que estacionou o carro [treino classificatório para o GP de Mônaco de 2006]”, detalhou o inglês.

“Ele será lembrado por muitas coisas, entre elas, os fatos negativos. Mas não podemos diminuir os feitos que ele teve. Ele era fisicamente muito bem preparado e muito forte mentalmente, inclusive se comparado com os pilotos de hoje em dia. Michael sempre guiou de maneira agressiva. E isso até pode explicar os sete títulos mundiais que conquistou. Acho que, se ele não tivesse feito essas coisas negativas, ele talvez teria quatro títulos, o que ainda assim seria fantástico.”

Herbert sofreu com Schumacher (e Briatore) em 95
Herbert sofreu com Schumacher (e Briatore) em 95

Uma grande controvérsia na carreira de Schumacher aconteceu em 1994, quando houve suspeitas de que seu carro contava com dispositivos ilegais. Herbert, contudo, foi reticente sobre o assunto: “Eu nunca vi nada.”

Quando se mudou à Benetton, Herbert enfrentou dificuldades semelhantes às quais passaram os antigos companheiros de Schumacher no time. Em 1995, ano em que o alemão conquistou o bicampeonato com duas provas de antecipação, o inglês ficou em quarto lugar, com duas vitórias (Inglaterra e Itália).

Porém, apesar do desempenho que deixou a desejar em relação ao então companheiro, Herbert poupou Schumacher e creditou suas dificuldades ao chefe de equipe da Benetton, o controverso Flavio Briatore.

“Foi difícil [risos]! Eu já sabia que seria difícil. Esperava que ele fosse um competidor duro, mas não esperava que Flavio fosse ser aquele que sempre diria sim para Michael. Este foi o meu maior problema: Flavio, e não Michael”, enfatizou. “Eu entendi a maneira com a qual ele fazia as coisas na equipe, entendi que seria duro e que nunca daria ao seu companheiro de equipe qualquer informação que o ajudasse. Minha dificuldade foi sempre Flavio.”

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Durante aquele ano, Herbert relatou que não dispunha dos mesmos recursos de seu colega, que ficou com nove vitórias. “Cheguei ao Brasil [primeira corrida da temporada]e Michael foi segundo, comigo em quarto [no grid de largada]. Tive um problema na embreagem e não pude ir aos boxes. Na Argentina, eles me tiraram os dados – eu não podia checar mais os dados de Schumacher. Michael pediu e Flavio disse sim. Com Michael, nunca tive problemas, mas Flavio nunca dizia não a ele.”

SABINE KEHM: “Quando ele igualou Ayrton, foi de tirar o fôlego”

Ex-jornalista esportiva, Sabine se transforma na empresária de Schumacher
Ex-jornalista esportiva, Sabine se transforma na empresária de Schumacher

Hoje mais conhecida por sua árdua tarefa de ser a porta-voz da família Schumacher com os jornalistas após o terrível acidente de esqui do alemão, a ex-repórter esportiva Sabine Kehm sempre foi uma das pessoas mais próximas de Michael ao longo de sua carreira.

“Em 1993, eu era uma jornalista na Alemanha e cobria vários esportes. Foi quando um piloto alemão começou a vencer corridas na F1 – isso nunca havia acontecido antes, então passou a haver um grande interesse das pessoas, já que um piloto do país poderia começar a lutar por títulos”, contou.

“Eu, como repórter de esportes, fui enviada a cobrir a F1 e trabalhava cada vez menos com futebol. Em determinado momento, Michael me chamou para fazer este trabalho de mídia com ele. Fiz isso durante muito tempo e, depois, passei a administrar todo o restante de sua carreira.”

Sabine confessa ter se sentido, inicialmente, indecisa com a proposta de emprego, especialmente por conta das controvérsias com as quais Schumacher se envolveu. Mas a força do nome do ídolo falou mais alto e facilitou sua escolha final.

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“Como todos sabem, ele é um personagem controverso, especialmente no início de sua carreira na F1. Não sei exatamente o motivo de ele ter me oferecido este trabalho, mas, quando o fez, fiquei abismada. Eu sempre fui repórter, então fiquei insegura se deveria aceitar. Mas era Michael Schumacher – nesta época, ele já havia vencido dois títulos, então era um grande desafio”, detalhou. “Como jornalista, sempre queremos ver o que está nos bastidores, então era a minha chance de ver o que realmente acontecia. É por isso que aceitei.”

Depois de passar a trabalhar de forma mais próxima ao novo patrão, a jornalista concluiu que parte do público traça uma imagem errada pela simples falta de contato com Schumacher.

“Muitas pessoas diferentes fazem várias interpretações sobre Michael. Essas coisas são escritas, lidas e reproduzidas, e não têm fim. Existem muitos jornalistas, mas se trata de apenas um Schumacher. Muitos jornalistas não conseguiam falar com Michael, porque era impossível de lidar com tanta gente assim”, justifica-se. “Muitas dessas impressões seriam rebatidas se simplesmente olhassem para ele, conversassem com ele. Ele é muito honesto, direto – então, se o fizerem a pergunta correta, terão a resposta correta.”

Sabine é, há muito tempo, o braço-direito de Schumi
Sabine é, há muito tempo, o braço-direito de Schumi

Segundo Sabine, muitas vezes o foco de Schumacher em seu trabalho se confundia com antipatia, o que criou a ele um rótulo de pessoa fechada. Mas ela negou categoricamente que esta impressão seja compatível com a realidade.

“Há este clichê sobre Michael que as pessoas sempre repetem, mas não entendo de onde surgiu. Muita gente fala que ele é fechado, que não mostra suas emoções, mas, sempre que o víamos correr, podíamos ver que ele era muito emotivo”, ponderou. “Quando ele ia ao pódio, era possível ver as grandes emoções por lá. Mas, obviamente, 20 minutos depois, quando ele conversava com a imprensa, as emoções já tinham passado.”

Sabine afirmou ter presenciado vários momentos de emoção em Schumacher, sendo que alguns deles puderam ser divididos com o público. A principal lembrança da agente aconteceu no GP da Itália de 2000, quando o piloto conquistou sua 41ª vitória, igualando o número de conquistas de Ayrton Senna.

Minutos após a prova, durante a entrevista coletiva, Schumi foi às lágrimas quando questionado sobre o feito (vídeo abaixo). “Quando ele igualou o recorde de Ayrton, em Monza, foi um momento de tirar o fôlego para todos”, comentou.

Outro momento marcante para a alemã aconteceu no mesmo ano, meses mais tarde, quando, no GP do Japão, Schumacher conquistou nova vitória e se sagrou tricampeão, o que representava o primeiro título para a Ferrari desde 1979.

“Diria que foi meu melhor momento trabalhando ao lado dele. Aquilo foi simplesmente uma explosão de emoções. Nunca havia vivenciado nada como aquilo. Havia mecânicos que trabalhavam na Ferrari há décadas que simplesmente caíram no choro. Até hoje isso me causa arrepios”, destacou.

Mas a trajetória de Sabine ao lado de Schumacher também foi marcada por momentos difíceis. Um deles aconteceu no GP de San Marino de 2003, em Ímola, que foi realizado horas depois da morte da mãe do alemão. “Ele estava muito, muito fragilizado. Era como um garotinho e era possível sentir pena por ele.”

Tal variedade de sentimentos fez com que Sabine escrevesse um livro sobre Schumacher, intitulado “Michael Schumacher: Driving Force”. “A intenção do livro foi explicar sua alegria por pilotar, sua paixão. O fato incrível sobre Michael é seu espírito de piloto. Ele gosta tanto de competir, de desafios, que eu quis explicar às pessoas o porquê de ele ser desse jeito.”


As 10 maiores atuações de Michael Schumacher na F1:

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Bruno Ferreira

Sempre gostou de automobilismo e assiste às corridas desde que era criança. A paixão atingiu outro patamar quando viu – e ouviu – um carro de F1 ao vivo pela primeira vez. Depois disso, o gosto pelas corridas acabou se transformando em profissão. Iniciou sua trajetória como jornalista especializado em automobilismo em 2010, no mesmo ano em que se formou, quando publicou seu primeiro texto no site Tazio. De lá para cá, cobriu GPs de F1 no Brasil e no exterior, incluindo duas decisões de título (2011 e 2012), além de edições das 24 Horas de Le Mans e provas de categorias como Indy e WTCC.