Dois de uma vez? As raras mudanças duplas de um GP para outro na F1

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A conclusão da novela sobre a dupla de pilotos da Toro Rosso para o GP dos Estados Unidos de 2017 provocou uma situação que não acontecia há muito tempo: a equipe trocará, de uma só vez, seus dois pilotos de um GP para outro dentro da mesma temporada.

Isso porque, na rodada do Japão, Carlos Sainz e Pierre Gasly alinharam no grid pela equipe de Faenza. Tudo mudou de uma hora para outra: Sainz foi recrutado de imediato pela Renault, e Gasly tentará ser campeão da Super Fórmula japonesa, cuja data coincide com a etapa de Austin da F1.

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Então, a Toro Rosso contará com uma dupla totalmente diferente. Daniil Kvyat retorna para seu cockpit no GP americano, enquanto que Brendon Hartley, campeão mundial no WEC e vencedor das 24 Horas de Le Mans, fará sua estreia na F1.

Sim, tal troca integral de pilotos em um mesmo ano é bastante rara na F1. Por isso, o Projeto Motor fez um levantamento de outras oportunidades em que isso aconteceu. Caso você se lembre de outros exemplos, não deixe de mencioná-los nos comentários!

LOTUS – GP DA EUROPA DE 1994
Lotus 94

Saem:
Johnny Herbert e Philippe Adams
Entram:
Eric Bernard e Alessandro Zanardi

A última vez em que isso havia acontecido foi no distante ano de 1994. Aquela temporada, aliás, foi uma verdadeira bagunça nas formações das equipes, com um vaivém de competidores praticamente de corrida a corrida.

A Lotus vivia momento agonizante na F1, promovendo leilões entre pilotos para se manter financeiramente viável. Assim, ela havia trazido o tecnicamente limitado Philippe Adams para fazer dupla com Johnny Herbert.

Antes do GP em Jerez de la Frontera, tudo mudou. Herbert fora contratado pela Benetton e se mandou para a Ligier, trocando de cockpit com Eric Bernard. Já Adams foi sacado e viu o retorno de Alessandro Zanardi, que já havia competido pela equipe alguns meses antes.

ANDREA MODA – GP DO BRASIL DE 1992
andrea moda

Saem:
Alex Caffi e Enrico Bertaggia
Entram: Roberto Moreno e Perry McCarthy

A história da Andrea Moda na F1 começou da forma mais bagunçada possível. Na abertura do Mundial de 1992, a equipe inscreveu uma dupla 100% italiana, embora ela não tenha sequer conseguido ir à pista: o time não havia depositado a taxa de inscrição exigida para poder competir.

Na etapa seguinte, no México, o carro não ficou pronto. Isso irritou Alex Caffi e Enrico Bertaggia, que soltaram o verbo. Ambos, então, foram sacados para a terceira corrida do campeonato, no Brasil. Que enorme lástima para eles, não? A bomba caiu no colo de Roberto Moreno e Perry McCarthy.

TOLEMAN – GP DA ITÁLIA DE 1984
johansson
Sai:
Ayrton Senna
Entram: Stefan Johansson e Pierluigi Martini

Em sua temporada de estreia na F1, Ayrton Senna se mantinha como o único representante da Toleman entre os GPs da Alemanha e Holanda, já que seu então companheiro, Johnny Cecotto, sofreu um grave acidente em Brands Hatch que lhe fraturou as pernas.

Contudo, Senna desagradou seus chefes quando havia assinado acordo para se juntar à Lotus no ano seguinte. A Toleman, então, deu um “gancho” no brasileiro para o GP da Itália, quando aproveitou também para voltar a inscrever um segundo carro. Assim, Stefan Johansson e Pierluigi Martini ganharam espaço.

LOTUS – GP DA ÁFRICA DO SUL DE 1976
Nilsson
Saem:
Ronnie Peterson e Mario Andretti
Entram: Gunnar Nilsson e Bob Evans

Tudo mudou para a Lotus ainda no início da campanha em 76. Após somente uma etapa, Ronnie Peterson deixou a equipe infeliz com a falta de um equipamento necessário para ser campeão, retornando à March – onde já havia sido vice-campeão, em 1971.Em troca, a March cedeu à Lotus um de seus representantes na F2, o também sueco Gunnar Nilsson.

Já Mario Andretti possuía acordo para disputar algumas rodadas pela Parnelli. Isso abriu caminho para a chegada do pouco experiente Bob Evans, que competiu em Kyalami e Long Beach. Posteriormente, Andretti retornou e manteve com Nilsson uma dupla mais duradoura.

Levantamento: Modesto Gonçalves
Texto: Bruno Ferreira

 

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  • Cassio Maffessoni

    De todas as encarnações que a Lotus teve como equipe, diria que era irritante ver o Maldonado destruir todos os carros, mesmo sendo de um dos vários “clones” originários pós 2010, mas sem dúvida alguma nenhum piloto da Lotus foi mais deprimente que o Philippe Adams, como “viúva” da equipe considero ele tão “anticristo” como o pessoal da Tyrrell considera o Ricardo Rosset por exemplo. Nessa época havia um grande problema que prejudicava todo o resto apesar de ter um chassis excelente, um interessante acordo de patrocínio com a Castrol e feras como Michael Bartels, Mika Häkkinen, Johnny Herbert, Alessandro Zanardi e Pedro Lamy no volante: A submotorização! Simplesmente a Lotus 107 nunca teve seu potencial devidamente explorado, por conta da falta de um motor decente, os Cosworth’s de quinta chinelagem que a Benetton despachava pras demais equipes e o jurássico Honda V10 preparado pela Mugen não faziam aquele carro andar como deveria, uma pena.

    PS: Concordo com o rapaz abaixo, Nilsson merecia uma matéria assim como outro piloto muito querido pelos fãs da Esmeralda, o pianista Elio de Angelis.

  • Piazzentini

    Gunnar Nilsson merece uma matéria hem! 😁

  • Victor Zero

    Analisem os casos da BRM em 72 e da Williams em 74 e 75 por gentileza. Eu acho que teve trocas duplas nessas equipes.

    • Victor Zero

      Williams 75: Eles estavam com Laffite e Merzario na Sexta Etapa e na Sétima, com Ian Sheckter e Damien Magee
      Williams 74: Eles correram em Monaco só com Merzario e na Suécia, com Richard Robarts e Tom Belso