F1 Access e F1 Pro: entenda o que oferece o serviço no Brasil e no mundo

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A F1 lançou recentemente o tão aguardado serviço online de conteúdo sob demanda. São dois pacotes, F1 Access e F1 TV Pro, que têm como distinção básica o fato de o segundo permitir que se assista ao vivo aos GPs e demais sessões da categoria no conforto de seu computador. Este, por enquanto, está indisponível para o Brasil, por conta do contrato de exclusividade de transmissão com a Globo.

O que temos em nosso país neste momento é o F1 Access, que custa R$ 9,90 por mês ou R$ 80,91 para acesso contínuo durante um ano. O plano oferece: reprise na íntegra das corridas, classificações e treinos livres; reprise de corridas de F2, GP3 e Porsche Supercup; corridas do arquivo histórico da F1 na íntegra; documentários do arquivo histórico.

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Durante as provas do campeonato o serviço permite que se acompanhe, em tempo real, pelo aplicativo de celular da F1: dados exclusivos do tempo real; mapa do circuito com posição dos pilotos em tempo real; histórico de utilização dos pneus; acesso ao rádio do piloto por seleção.

Mas, afinal, estão nos oferecendo os mesmos conteúdos existentes em outros países? Pagamos um preço compatível com o restante do mundo? Está tudo verdadeiramente padronizado ou não? É o que o Projeto Motor responde agora.

F1 TV Access

Falando especificamente sobre o plano de “entrada”, a diferença básica está na disponibilidade das reprises, bastante sujeita às especificidades dos acordos locais de transmissão. No Brasil, por exemplo, os vídeos são colocador no ar apenas sete dias após a realização do respectivo GP, enquanto o padrão mundial é de dois dias.

Antes que o douto leitor profira palavras não muito carinhosas contra a emissora da família Marinho, saiba que não estamos em pior situação do que Rússia, Bahrein, Dinamarca, Egito, Finlândia, Holanda, Noruega, Irlanda, Catar, que só podem assistir às repetições no F1 Access depois de 14 dias. Em Canadá e Portugal a “carência” é a mesma de nosso país. E o que dizer de Austrália, China, Japão, Índia e Israel, onde os replays sequer podem ser oferecidos?

Nessa quem se deu melhor foram os usuários italianos e islandeses, cujo acesso é liberado à meia-noite do dia seguinte à sessão. Nas bálticas Estônia e Lituânia a liberação ocorre em 24 horas.

Quanto ao preço, o Brasil é um dos únicos países a ter os pacotes convertidos para moeda local, junto com Austrália, Canadá, Japão, México e Reino Unido. O restante segue uma tabela fixa em dólar – US$ 2,99/mês ou US$ 24,29/ano – ou em euro – € 2,99/mês ou € 24,29/ano.

Para os entusiastas talvez a seção que mais valha a pena seja o acervo histórico. Até a publicação deste artigo contabilizamos sete GPs dos anos 1980, 15 da década de 90, 40 dos anos 2000 e quase 50 do atual decênio. Fazem parte da lista clássicos como Austrália-86, Japão-89, Mônaco-96, Alemanha-2000 etc. Ao longo do tempo este conteúdo tende só a crescer, então realmente é a seção que mais compensa o gasto.

Pacote F1 Access dá acesso a gráficos e mapas em tempo real durante as sessões
Pacote F1 Access dá acesso a gráficos e mapas em tempo real durante as sessões

F1 TV Pro

Acredite: o plano que permite assistir às provas ao vivo sem precisar ligar a televisão foi limado de praticamente todos os mercados mais importantes da F1. Veja como a lista é robusta: Brasil, Reino Unido, Itália, Espanha, Japão, China, Austrália, Canadá, Tchéquia, Dinamarca, Holanda e Portugal.

Quem pode usufruir do plano terá à disposição: transmissão ao vivo das corridas; acesso a todas as câmeras a bordo em tempo real; acesso a rádios em tempo real e sem cortes; gráficos de tempo e posições em tempo real.

Quanto se paga por isso? Não é barato, e fica ainda mais caro nos países em que há transmissão dedicada. Nos Estados Unidos são US$ 11,99 ao mês ou US$ 89,99 anualmente. Na Suíça, respectivamente € 10,99 ou € 84,49. Já na França sequer há a opção mensal, e o pacote anual custa a talagada de € 170,90 (esperamos, de coração, que os franceses recebam um serviço de qualidade primorosa para justificar esse valor). Demais países seguem padrão de US$ 8,99/mês ou US$ 71,99/ano, quando em dólar; € 7,99/mês ou € 58,49/ano, em euro.

Ainda não se sabe quando o Brasil entrará nessa seara, pois tudo depende, novamente, do contrato com a Rede Globo. O que podemos afirmar, indubitavelmente, é quando a F1 TV Pro chegar ao nosso país não custará menos de R$ 30 mensalmente ou R$ 300 anualmente. Pouco atraente se considerarmos que a F1 ainda chega às nossas casas de graça.

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Modesto Gonçalves

Começou a acompanhar automobilismo de forma assídua em 1994, curioso com a comoção gerada pela morte de Ayrton Senna. Naquela época, tomou a errada decisão de torcer por Damon Hill em vez de Michael Schumacher, por achar mais legal a combinação da pintura da Williams com o capacete do britânico. Até hoje tem que responder a indagações constrangedoras sobre a estranha preferência. Cursou jornalismo pensando em atuar especificamente com automóveis e corridas, e vem cumprindo o objetivo: formado em 2010, foi consultor do site especializado Tazio de meados de 2011 até o fim de 2013; desde maio de 2015 compõe o comitê editorial do Projeto Motor.