F1 anuncia primeiros GPs pós-pandemia; conheça medidas de segurança

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A espera pelas corridas da F1 vai acabar. Pouco menos de três meses depois do cancelamento da primeira etapa da temporada, na Austrália, por conta da pandemia do Covid-19, a categoria anunciou nesta terça-feira (02) um calendário para as primeiras provas pós-paralisação.

A programação oficializada contém oito GPs, com dois circuitos (Red Bull, na Áustria, e Silverstone, na Inglaterra) recebendo o evento mais de uma vez. Todos também irão sediar corridas das categorias de base F2 e F3, que normalmente acompanham o Mundial.

Conheça as primeiras datas (já aprovadas pela FIA):

03 a 05/07: Red Bull Ring (Áustria)
10 a 12/07: Rede Bull Ring (Áustria)
17 a 19/07: Hungaroring (Hungria)
31/07 a 02/08: Silverstone (Inglaterra)
07 a 09/08: Silverstone (Inglaterra)
14 a 16/08: Barcelona (Espanha)
28 a 30/08: Spa-Francorchamps (Bélgica)
04 a 06/09: Monza (Itália)

Antes de confirmar esta primeira fase do calendário, a F1 precisou negociar com promotores locais novos acordos (já que as provas acontecerão sem público e não poderão contar com outras rendas como comércio e camarotes) e desenhar junto com autoridades locais os planos para que as chances de disseminação do novo coronavírus sejam diminuídas ao máximo.

Medidas de segurança adotadas para os GPs

Junto com o calendário, a F1 anunciou uma série de ações que irá tomar para diminuir ao máximo as chances de contaminação pelo novo coronavírus dentro do paddock. A primeira, lógico, é que as corridas irão acontecer sem público e com um mínimo de pessoas necessário dentro do autódromo.

Circuito da Red Bull, na Áustria, irá receber as duas primeiras corridas da F1 em 2020 (Foto: Zak Mauger / LAT Images / Pirelli)

Os funcionários das equipes viverão em “bolhas”. Ou seja, os times serão isolados um do outro nos hotéis e o contato na pista será o mínimo. O esquema já começará desde a partida das fábricas, com esquema de transporte e voos fretados em que as diferentes equipes não terão contato, assim como outros funcionários da estrutura do evento, como comissários da FIA, técnicos de cronometragem, transmissão da TV e etc.

Todo o pessoal que irá participar do evento passará por testes antes das viagens e durante o final de semana de GPs. Equipes médicas particulares também farão checagem de sintomas e temperatura a todo o momento.

A F1 também ficará de olho no distanciamento social dentro do paddock. Algumas regras que normalmente levam ao encontro dos mecânicos, como o momento de levar os carros para inspeção, parque fechado, entre outros, serão adaptadas para este contato ser reduzido. Cerimônias como hino nacional antes da corrida, pódio e entrevistas também sofrerão modificações para reduzir o contato.

Como fica o resto da temporada da F1

A F1 ainda acredita que conseguirá fazer mais corridas em 2020 e observa a evolução da pandemia para saber onde irá correr. “Por conta da fluidez contínua da situação do Covid-19 internacionalmente, finalizaremos os detalhes do calendário mais amplo e esperamos publicá-lo nas próximas semanas com a expectativa de ter um total de 15 a 18 corridas antes de concluirmos nossa temporada em dezembro”, explicou a categoria em comunicado oficial.

Assim como o Red Bull Ring, o circuito de Silverstone irá receber duas corridas da F1 em 2020 (Foto: Gareth Harford / LAT Images / Pirelli)

Etapas como a do Brasil, que estava marcada para acontecer no dia 15 de novembro, precisarão de confirmação nas próximas semanas. Além disso, mesmo para essas oito corridas iniciais, o Liberty explica que já possui alguns planos de contingência no caso de algum dos locais voltar a ter uma onda de infecções que inviabilize o evento.

O Liberty também explicou que em nenhum momento considerou simplesmente cancelar a temporada por conta das implicações econômicas nas equipes e fornecedores envolvidos com a categoria. “Existem milhares de empregos ligados direta e indiretamente à F1 globalmente e se acredita que eles são importantes para o meio de subsistência, se puderem ser mantidos. Um cancelamento da temporada também colocaria uma enorme pressão nas equipes, e a F1 quer garantir que elas possam continuar operando.”


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Lucas Santochi

Mais um fanático da gangue que criou vínculo com automobilismo desde a infância. Acampou diversas vezes nas calçadas ao redor de Interlagos para assistir aos GPs e nunca esqueceu a primeira vez que, ainda do lado de fora do autódromo, ouviu o barulho de F1 acelerando pela reta. Jornalista formado em 2004, passou por redações na época da TV Band e Abril, teve experiência na área de assessoria de comunicação esportiva até chegar ao site especializado em esporte a motor Tazio, em 2010. Passou pelas funções de redator, repórter (cobrindo diversas corridas no Brasil e exterior de F1, Indy, WEC, Stock Car, entre outras) e subeditor até o final de 2013, quando o veículo encerrou suas atividades. Trabalhou ainda como redator do UOL Esporte em 2014 até que decidiu se juntar com os outros três membros do Projeto Motor para investir na iniciativa.