FIA anuncia adiamento de novas regras da F1; Mais GPs são alterados

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Novas medidas radicais foram tomadas pela F1, diante da pandemia do COVID-19. Após votação unânime das equipes e representantes da Liberty e FIA, a entidade regulamentadora do automobilismo internacional oficializou nesta quinta-feira (19) o adiamento da grande mudança do regulamento técnico pela qual a categoria passaria em 2021. As novas regras passarão a valer a partir de 22.

A medida tem como objetivo aliviar o grande impacto financeiro – de tamanho ainda imprevisível – sobre as equipes, F1, patrocinadores e economia mundial como um todo decorrente da crise do novo coronavírus.

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Como os times devem permanecer em quarentena não apenas pelo período de fechamento das fábricas por regulamento nas próximas semanas, mas também por mais algum tempo por questões sanitárias impostas por seus países, e com a possibilidade de um calendário bastante apertado por remarcações no final do segundo semestre e possivelmente até em janeiro, projetar e fabricar novos modelos para 2021 seria praticamente inviável.

FIA e equipes, inclusive, chegaram à conclusão de que o problema não seria apenas as limitações para projetos completamente novos como seriam os de 2021, mas mesmo a fabricação de novos carros dentro do atual regulamento sofreria enormes limitações financeiras, técnicas e de tempo. Por isso, também ficou decidido que chassis, caixas de câmbio e outras peças mecânicas – com a lista ainda a ser definida e detalhada – serão congelados para a próxima temporada. Isso significa que as equipes da F1 terão que competir em 2021 com os mesmos carros de 20.

Por outro lado, decidiu-se manter para 2021 a introdução do novo regulamento financeiro, que prevê, entre outras coisas, um teto de gastos. Essa resolução tem um impacto considerável até mesmo na questão esportiva, já que se previa que ainda fora do teto em 2020, as equipes grandes poderiam gastar à vontade em pesquisa e desenvolvimento dos modelos do novo regulamento enquanto as com menos recursos teriam que se virar entre competir na temporada e fazer o trabalho para a seguinte com suas limitações técnicas e de verbas.

Desta forma, até segunda ordem, todas as competidoras terão que se adequar já no próximo ano e terão orçamentos mais próximos para o campeonato em que o novo regulamento entrará em vigor.

F1 tem mais dois adiamentos e GP de Mônaco é cancelado

No meio disso tudo, a F1 ainda anunciou mais dois adiamentos de corridas que estavam previstas para o mês de maio. Desta vez, as vítimas foram os GPs da Holanda, que faz seu retorno à F1 após 35 anos de seu último evento em Zandvoort, e Espanha.

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Assim, como tem feito em todos os anúncios de adiamentos, a categoria afirmou em seu comunicado que “continua trabalhando próximo com os promotores afetados e autoridades locais para monitorar a situação e tomar o tempo apropriado para estudar a viabilidade de potenciais datas alternativas para cada GP no final do ano quando a situação deve melhorar”.

GP de Mônaco de 2020 foi cancelado de forma definitiva pelo clube organizador local (Foto: ACM)

O maior impacto, no entanto, foi no GP de Mônaco. A tradicional prova, assim como já tinha acontecido com Melbourne, foi oficialmente cancelada e não irá acontecer em 2020. A medida vem no mesmo dia em que o Príncipe Albert II foi diagnosticado com o novo coronavírus. Ele passa bem e está em tratamento.

Com a nova situação, a próxima data que segue no calendário é a do GP do Azerbaijão, em 07 de junho. A situação para a prova de Baku também segue sob monitoramento e depende obviamente da evolução da crise do COVID-19 no mundo. Os ingressos para o evento, inclusive, não estão mais sendo comercializados.

O saldo do calendário da F1 até o momento é de dois cancelamentos (GPs da Austrália e Mônaco) e cinco adiamentos (Bahrein, Vietnã, China, Holanda e Espanha). Categorias de base como F2, F3, WSeries e F-Regional que fariam etapas dentro da programação destes eventos também tiveram seus calendários impactados na mesma medida.


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Lucas Santochi

Mais um fanático da gangue que criou vínculo com automobilismo desde a infância. Acampou diversas vezes nas calçadas ao redor de Interlagos para assistir aos GPs e nunca esqueceu a primeira vez que, ainda do lado de fora do autódromo, ouviu o barulho de F1 acelerando pela reta. Jornalista formado em 2004, passou por redações na época da TV Band e Abril, teve experiência na área de assessoria de comunicação esportiva até chegar ao site especializado em esporte a motor Tazio, em 2010. Passou pelas funções de redator, repórter (cobrindo diversas corridas no Brasil e exterior de F1, Indy, WEC, Stock Car, entre outras) e subeditor até o final de 2013, quando o veículo encerrou suas atividades. Trabalhou ainda como redator do UOL Esporte em 2014 até que decidiu se juntar com os outros três membros do Projeto Motor para investir na iniciativa.