GP do México: Hamilton vence na tática e fica muito próximo do hexa

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O hexacampeonato está mais próximo do que nunca. Lewis Hamilton venceu o GP do México, disputado neste domingo (27), no circuito Hermanos Rodríguez, e ficou em posição confortável para garantir o sexto título mundial da F1 por antecipação já na próxima semana. 

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Por mais que esta tenha sido a décima vitória do inglês na temporada, o triunfo mexicano não parecia muito provável no decorrer do fim de semana. Ferrari e Red Bull se mostraram competitivas durante todos os treinos livres, mas a estratégia adotada pela Mercedes para Hamilton – com apenas uma parada – se mostrou adequada. Assim, o ainda pentacampeão bateu Sebastian Vettel e colocou uma mão na taça. 

Para as rivais, o gosto foi amargo. Max Verstappen chegou a marcar a pole position no sábado, mas não levou – e, consequentemente, viu suas chances saírem dos trilhos logo nas primeiras voltas do GP. Já a Ferrari, que ditou o ritmo no começo da prova com Charles Leclerc e Sebastian Vettel, ficou no “quase” em uma prova estrategicamente confusa. 

Polêmicas desde o sábado

A definição da corrida de domingo começou no sábado, durante a sessão classificatória. A disputa estava acirrada entre os pilotos da Mercedes, da Ferrari e Max Verstappen, que lutavam palmo a palmo pela posição de honra do grid. 

Verstappen inicialmente levou vantagem: marcou 1min14s910 e registrou a pole position provisória. No entanto, as tentativas finais de todos os pilotos acabaram sendo comprometidas, já que Valtteri Bottas sofreu um acidente no trecho final do circuito, provocou uma bandeira amarela e impediu que as marcas fossem batidas. 

Só que Verstappen deu um jeitinho de melhorar. Mesmo com as bandeiras amarelas, progrediu no último setor, fez 1min14s758 e confirmou a pole, à frente de Charles Leclerc e Sebastian Vettel. 

Verstappen viu bandeiras amarelas, mas não tirou o pé (Reprodução)

Inicialmente, os comissários da FIA avisaram que não abririam uma investigação sobre uma possível infração de Verstappen. Porém, alguns fatores tornaram o assunto intrigante demais para passar batido: primeiro, o holandês melhorou seu tempo no último trecho, o que deixava claro que ele não havia aliviado o acelerador em um trecho potencialmente perigoso. 

Verstappen chegou a melhorar no último setor; Leclerc e Vettel tiraram o pé (Reprodução)

Em seguida, Verstappen admitiu em alto e bom som que não tirou o pé do acelerador, pois tinha em vista o carro de Bottas e podia julgar que sua situação não era perigosa. Diante da confissão, a FIA puniu Verstappen em três posições no grid, deixando a pole com Leclerc. 

Dilema estratégico: uma ou duas paradas?

Verstappen se tornou carta fora do baralho na luta pela vitória nas voltas iniciais. Primeiro, se enroscou com Hamilton nas primeiras curvas, perdeu posições e precisou se recuperar. Pouco depois, colidiu com Bottas em uma disputa por posição, sofreu um furo de pneu e despencou do pelotão. 

Assim, a vitória passou a ser disputada exclusivamente pelos pilotos de Ferrari e Mercedes. Mas havia um dilema no ar: qual estratégia seria melhor, uma ou duas paradas? 

Em tese, a Pirelli havia previsto que, diante do grande desgaste projetado, dois pitstops trariam mais vantagem. E foi este o caminho seguido por Leclerc, que fez sua parada cedo e trocou um jogo de médios por outro – deixando evidente que pararia novamente. 

No entanto, Vettel, Hamilton e Bottas perceberam que, na prática, o desgaste não estava tão alto como o previsto. Então, os três foram por um caminho de um único pitstop, sendo que Hamilton ficou à frente de Vettel por ter parado voltas antes. 

A expectativa era de que Vettel, por ter feito seu pitstop voltas depois de Hamilton, tiraria proveito  por ter pneus mais novos para atacar nas voltas finais. Não foi o que aconteceu: a Ferrari não apresentou o melhor rendimento com os pneus duros, de modo que Hamilton conquistou uma vitória improvável. Bottas completou o pódio. 

Matemática do título

Agora, a situação é bem simples para Hamilton cravar o hexacampeonato já no próximo domingo, dia 3 de novembro, no GP dos Estados Unidos. Caso ele termine entre os oito primeiros colocados em Austin, garantirá matematicamente a conquista, mesmo que Bottas vença e registre o ponto extra pela volta mais rápida. 

Já para o finlandês, a responsabilidade é clara. Ele só terá chances de adiar o título de Hamilton em caso de vitória. Um segundo lugar confirmará o hexa do inglês, independentemente da posição em que este terminar. 


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