Investimento Tupiniquim #2: empresas brasileiras que já patrocinaram na F1

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Como já explicamos na primeira edição desta série, a relação do Brasil com a F1 foi construída de diversas formas durante os anos, com a participação de pilotos, equipes, engenheiros, dirigentes, promotores e, claro, com um GP.

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Por isso, as parcerias comerciais entre empresas e times da categoria não poderiam deixar de consideradas normais. Nesta segunda parte, vamos relembrar alguns acordos mais recentes, que foram muito importantes para a promoção de pilotos brasileiros na categoria ou que construíram uma longa relação entre companhias e escuderias.

TNT NA FERRARI (2012-16)

A marca de energéticos TNT, pertencente ao Grupo Petrópolis, patrocinou a equipe Ferrari alguns anos depois de sua primeira investida na F1, em 2009 na BrawnGP.

Vettel 2016 ferrari tnt

Na época em que a parceria começou, Felipe Massa ainda estava na escuderia de Maranello e também conseguiu um patrocínio pessoal da empresa. O acordo, inclusive, resultou em um grande envento em que o piloto brasileiro andou com uma Ferrari da F1 no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro.

O interessante deste caso, no entanto, é que o investimento da TNT não ficou preso ao brasileiro. A marca TNT, estampada no bico dos carros da equipe, seguiu com a Ferrari até o final de 2016, três temporadas depois da saída de Massa do time.

OGX PROMOVE SENNA NA LOTUS RENAULT (2011)

Formula One World Championship, Rd 13, Italian Grand Prix, Qualifying Day, Monza, Italy, Saturday 10 September 2011.

A empresa OGX, do ramo de petróleo e gás, patrocinou a equipe Lotus Renault em apoio a Bruno Senna. A empresa já tinha um acordo pessoal com o brasileiro e passou a estampar sua marca no carro do time. A ação foi importante, junto com a da Gillette, para que o paulistano assumisse a vaga de titular durante o campeonato.

A companhia, do empresário Eike Batista, seguiu com Senna depois, em 2012, quando ele foi para a Williams, porém, apenas como patrocinadora pessoal do piloto.

AETHRA NA FORCE INDIA (2012)

aethra force_india_vjm05_2012-23

Pouco conhecida da maioria dos brasileiros, a Aethra desembarcou na F1 em 2012 depois de já ter patrocinado por alguns anos a ART na GP2 e o piloto Jules Bianchi. Naquele ano, o francês seria piloto de testes da Force India, e a companhia  resolveu investir no time de Vijay Mallya.

A marca da empresa mineira de peças e sistemas de produção do setor automotivo foi estampada durante toda a temporada no defletor dos VJM05.

BANCO DO BRASIL APOIA NASR NA SAUBER (2015-16)

Nasr Sauber BB

O Banco do Brasil investiu pesado em Felipe Nasr e além de um patrocínio pessoal com o piloto ainda fechou um acordo com a equipe Sauber. A marca da empresa estatal ficou estampada de forma bem chamativa na lateral dos carros da equipe suíça.

A parceria terminou, no entanto, no pior momento para Nasr, quando ele negociava uma renovação de contrato ou algum lugar em qualquer outra equipe. Com um novo governo assumindo o país, o banco reduziu seu investimento e passou a manter apenas o patrocínio pessoal ao piloto, cortando o alto patrocínio direto a uma equipe. Assim, tanto o brasiliense quanto a marca acabaram deixando a F1 em 2017.

A LONGA PARCERIA ENTRE PETROBRÁS E WILLIAMS (1998-2008 E 2014-16)

rosberg williams petrobras

Uma das mais longas parcerias comerciais envolvendo uma empresa brasileira na F1. A Petrobrás seguiu como fornecedora de combustível e depois patrocinadora da Williams entre as temporadas de 1998 e 2008. Neste primeiro período, o investimento nunca esteve diretamente ligado à contratação de nenhum piloto do país.

Depois, ainda voltou ao time apenas como patrocinadora em 2014 para apoiar Felipe Massa. Ao final de 2016, com então aposentadoria do brasileiro anunciada (cancelada poucos meses depois), a empresa estatal resolveu não renovar seu contrato com a Williams.

SAFRA AJUDA ROSSET NA LOLA E NA TYRRELL (1997 e 98)

Rosset tyrrel safra

Nas temporadas de 1997 e 98, o banco de investimentos Safra patrocinou as empreitadas de Ricardo Rosset na F1. No primeiro ano, o nome do banco foi estampado no carro da equipe Lola, que se quer alinhou em um grid. A história já é bem conhecida, com os dois pilotos do time não conseguindo se classificar para o GP da Austrália e a escuderia desistindo antes da segunda etapa do campeonato.

Na época seguinte, o paulistano, mais uma vez aproveitando seus bons contatos comerciais, conseguiu uma vaga na tradicional Tyrrell. Desta vez ele participou de toda a temporada, com o nome do Safra aparecendo na lateral do cockpit, à frente da entrada de ar.

ARISCO IMPULSIONA CARREIRA DE BARRICHELLO NA JORDAN (1993-94)

Barrichello Jordan Arisco

A Arisco foi a principal patrocinadora da carreira de Rubens Barrichello desde os anos 80 e o bancou na F-Opel e F3 Inglesa. A empresa já tinha uma relação comercial com Nelson Piquet e seguiu investindo forte na próxima promessa brasileira.

Assim, ela patrocinou a equipe Jordan durante as duas primeiras temporadas do paulistano na F1, com sua marca aparecendo com destaque na lateral dos carros da equipe. Na mesma temporada, o brasileiro ainda contou com o apoio dos Correios, que colocou sua marca na carenagem da time de Eddie Jordan logo acima das entradas de ar. [atualizado]

BANESPA ACOMPANHA FITTIPALDI ATÉ A MINARDI (1992)

Fittipaldi minardi banespa

O Banco Banespa investiu na carreira de Christian Fittipaldi por muito tempo, inclusive patrocinando o piloto em diversas categorias base, como em seu título na F-3000, em 1991.

Quando o brasileiro entrou na F1, no ano seguinte, foi natural que o banco, na época ainda ligado ao Governo do Estado de São Paulo, acompanhasse a promoção. A empresa passou a patrocinar a equipe de Fittipaldi, a Minardi, colocando sua marca na lateral dos carros do time italiano.

Na Minardi, ainda se juntou ao Banespa em apoio à empreitada de Fittipaldi a IBF, Indústria Brasileira de Formulários, que colocou sua marca logo acima do banco público no carro do brasileiro. [atualizado]

 

Debate Motor #68: A F1 está condenada a uma era sem ultrapassagens?

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Lucas Santochi

Mais um fanático da gangue que criou vínculo com automobilismo desde a infância. Acampou diversas vezes nas calçadas ao redor de Interlagos para assistir aos GPs e nunca esqueceu a primeira vez que, ainda do lado de fora do autódromo, ouviu o barulho de F1 acelerando pela reta. Jornalista formado em 2004, passou por redações na época da TV Band e Abril, teve experiência na área de assessoria de comunicação esportiva até chegar ao site especializado em esporte a motor Tazio, em 2010. Passou pelas funções de redator, repórter (cobrindo diversas corridas no Brasil e exterior de F1, Indy, WEC, Stock Car, entre outras) e subeditor até o final de 2013, quando o veículo encerrou suas atividades. Trabalhou ainda como redator do UOL Esporte em 2014 até que decidiu se juntar com os outros três membros do Projeto Motor para investir na iniciativa.

  • Ravenno

    Lembro da Itaipana na Brawn no GP do Brasil de 2009 e da SKY nos carros da Red Bull no mesmo GP.

  • GabryelCaruaru

    a Petrobras patrocinou a Williams até 2009
    pelo menos até os testes de ’09 pelo jeito ja que as imagens que achei o patrocinio da Petrobras no carro da Williams em 2009 eram sempre em testes

  • Jorge Maxwell Lisboa Santos

    Bacana a matéria.
    Lembro da Rádio Transamérica patrocinando a Jordan (acho que em 93), o patrocínio era pequeno e ficava no bico do carro e no macacão do Rubens.À época a rádio transmitia as corridas e fazia a maior festa quando o logo aparecia na transmissão.
    O BB também fez uma ação nos aerofólios dianteiros da Brown, no GP Brasil, que não aparecia direito, por causa de um apêndice aerodinamicos…

  • Guilherme Laporti

    Faltou a MRV na Williams

  • Mateus Moraes

    Faltou a Skol hahaha abraços!

  • Fernando Caju

    Faltou falar dos Correios, que em 94 patrocinou Barrichello, dá pra ver na foto que ilustra o post a antiga logo dos correios acima da entrada de ar lateral da Jordan do Rubinho. A parceria rendeu até podium no GP do Pacífico

    • Lucas Santochi

      Obrigado, Fernando. Atualizado.

  • L.A.Pandini

    Caros, no carro do Christian aparece também a marca IBF (Indústria Brasileira de Formulários), desaparecida após se envolver nos escândalos do Collor. A IBF patrocinou também, se não me engano, o time do São Paulo em 1992. Há também a Lonex-Freio Fast (ou Freio Fast-Lonex, que colocou o nome no aerofólio do Surtees de Pace no GP do Brasil de 1974. Abraços! (LAPandini)

    • Lucas Santochi

      Obrigado, Pandini. Atualizei o texto com sua observação sobre a IBF. A do Pace, vamos incluir no próximo texto da série.

  • Rafael Schelb

    No caso do Christian Fittipaldi, dá pra notar também o patrocínio da IBF – Indústria Brasileira de Formulários, outra empresa nacional.

    • Lucas Santochi

      Valeu, Rafael, atualizado com a informação. Abraço.

      • Rafael Schelb

        De nada! 😉