Leclerc segura as Mercedes e leva torcida da Ferrari ao delírio em Monza | Bate Pronto GP da Itália

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Charles Leclerc manteve o bom momento que viveu há uma semana, em Spa, e conquistou neste domingo (08) sua segunda vitória na F1. Só que, se o clima na Bélgica era de pesar e luto por conta da morte do amigo Anthoine Hubert, o mesmo não se pode dizer do triunfo em Monza, em uma corrida bastante acirrada na luta com as Mercedes, e a festa da imensa torcida da Ferrari nas arquibancadas e depois de frente ao pódio.

Para os líderes do campeonato, mais uma vez completar os três primeiros – como há sete dias – foi o que restou, mas desta vez de ordem invertida ao GP belga. Valtteri Bottas terminou com a segunda posição e Lewis Hamilton em terceiro, depois de ambos passarem muitas voltas da cola do monegasco da Ferrari.

Além do ótimo desempenho de Leclerc, que segurou as Mercedes praticamente toda a corrida, a prova em Monza teve alguns momentos importantes como o jogo de estratégia, brigas na pista e erros dos principais pilotos.

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Logo na volta sete, Sebastian Vettel, que vinha em quarto com a segunda Ferrari, atrás de Leclerc, Hamilton e Bottas, cometeu um erro na variante Ascari sozinho e rodou. No retorno à pista, ele tocou na Racing Point de Lance Stroll, que acabou também rodando. O resultado das duas falhas do alemão é que além do tempo perdido com a rodada, ele ainda recebeu uma punição de stop and go de 10 segundos, o que o tirou da briga nas primeiras posições.

E isso foi importante na disputa pela vitória porque deixou a Mercedes com a possibilidade de se arriscar em duas estratégias diferentes na frente, enquanto a Ferrari tinha apenas Leclerc. Situação parecida com o GP da Itália de 2018, em que Vettel também rodou no começo e Hamilton bateu Raikkonen pelo triunfo.

Assim, chegamos ao segundo momento decisivo. Como a Ferrari tem um carro que anda muito na reta e um ataque por ultrapassagem, mesmo com asa móvel aberta, parecia pouco efetivo, a Mercedes resolveu abrir a janela de pit stops logo na volta 19 com Hamilton e colocar os pneus médios para o inglês retornar rápido à pista e tentar ganhar a posição de Leclerc no box. Antes da prova, a recomendação da Pirelli é que para se colocar os compostos médios, as equipes precisariam esperar até o giro 22 para uma troca. Antes disso, na visão da fornecedora, existia a necessidade de utilização dos duros para se chegar ao final da prova.

A ideia da Mercedes era que com Hamilton à frente, como seu carro tinha um ritmo um pouco melhor de corrida no geral, ele poderia abrir alguma margem para Leclerc e talvez administrar os pneus, já que andar logo atrás do rival durante a prova causava um desgaste maior. A Ferrari respondeu imediatamente e chamou o monegasco ao pit na volta 20, colocando o composto duro, como recomendava a Pirelli, e e conseguiu devolvê-lo à frente. Quem alongou o primeiro trecho foi Bottas, que parou apenas na volta 27 e colocou os médios. Mesmo voltando 9s2 atrás do líder, ele teria uma chance de ataque no final por ter compostos mais novos.

A partir deste momento, o que se viu foi um ataque agressivo de Hamilton sobre Leclerc, com o monegasco aproveitando bem a velocidade final da Ferrari nas retas para se defender.

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O momento de maior tensão foi na volta 23: Hamilton saiu com muita ação da primeira chicane após ambos ultrapassarem a Renault de Nico Hulkenberg e colocou por fora na freada para a segunda variante. Leclerc espremeu a Mercedes no limite da pista, fazendo o inglês perder o traçado e passar reto. A manobra de Leclerc lhe rendeu uma advertência dos comissários.

Hamilton não desistiu e continuou na pressão, levando o piloto da Ferrari a cometer um erro na freada da primeira chicane ao final da reta dos boxes. Leclerc passou reto, atravessou por cima das lombadas fora do traçado, mas conseguiu ainda retornar à pista na frente.

Na volta 42, foi a vez de Hamilton errar no mesmo ponto e passar reto, em um momento em que ele já reclamava do desgaste dos pneus. Bottas, que chegava forte com os compostos menos gastos, ganhou a segunda posição e foi ele que passou a perseguir Leclerc, sem sucesso. Hamilton ainda fez uma segunda parada para colocar pneus macios a quatro giros do final e fazer a melhor volta.

Leclerc assim acabou com um jejum de nove anos da Ferrari em Monza e com uma sequência de triunfos da Mercedes no circuito italiano que vinha desde 2014.

O Bate-Pronto analisa AO VIVO os detalhes do GP da Bélgica às 15 horas deste domingo. Você pode assistir ao programa no vídeo que está no alto deste texto ou diretamente no nosso canal no Youtube. Caso perca a transmissão ao vivo, você pode conferir a gravação nos mesmos lugares.

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Outros destaques

– Além da penalização durante a corrida, Vettel recebeu dos comissários três pontos em sua licença, o máximo que se pode dar por uma infração. Com isso, ele já soma nove no total. Se ele chegar a 12, recebe uma suspensão automática de uma corrida. Os pontos vencem a cada 12 meses e os próximos que saem de sua licença ainda duram por mais três etapas. Ou seja, o tetracampeão seguirá pendurado nas próximas provas.

– A Renault terminou a prova com Daniel Ricciardo em quarto e Nico Hulkenberg em quinto. É o melhor resultado do time desde a volta à F1 em 2016. A última vez que dois carros da equipe tinham terminado entre os cinco primeiros foi no GP do Japão de 2008, em Fuji, com Fernando Alonso em primeiro e Nelsinho Piquet em quarto.

– Sete equipes diferentes terminaram na zona de pontuação em Monza. Apenas Haas, Toro Rosso e Williams voltaram para casa zeradas. Os únicos times que pontuaram com dois carros foram Mercedes, Renault e Red Bull.

– Três pilotos fizeram boas corridas de recuperação para terminarem nos pontos: Sergio Pérez, da Racing Point, saiu de 18º para cruzar a linha de chegada em sétimo, Max Verstappen, da Red Bull, largou de 19º para acabar em oitavo, e Lando Norris, da McLaren, saiu de 16º para 10º.

– A próxima etapa da F1 acontece no dia 22 de setembro, em Singapura.


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