Lotus 80, o grande erro de Colin Chapman | Carros históricos da F1 #1

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O Lotus 80 marcou história, mas não exatamente pelos motivos desejados. O que era para ser um projeto revolucionário e eficiente como nunca fracassou e marcou o fim da era de ouro da tradicional equipe inglesa.

É com este carro que iniciaremos a série Carros Históricos da F1, em que mostraremos imagens e contaremos detalhes de bólidos que tiveram passagem pela categoria.

Em 1978, a Lotus conquistou o título mundial com um carro que já fazia bom uso do efeito solo, conceito que era febre na F1 da época. Embalado com isso, Colin Chapman projetou seu modelo do ano seguinte, o Lotus 80, levando a ideia a níveis extremos.

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Com o Lotus 80, o plano de Chapman era criar um carro capaz de aplicar a ideia com total eficiência. Originalmente, o modelo tinha forma de asa, com saias desde o bico até a parte traseira, e sem aerofólios.

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A intenção era ter as linhas mais limpas e suaves possíveis, sem adereços que provocassem arrasto – isso permitia ao carro ter uma velocidade final mais alta, mas ainda com sustentação aerodinâmica nas curvas através do efeito venturi no assoalho. E tudo isso equipado com o bom, velho e confiável Ford Cosworth DFV.

A filosofia era aplicada em todos os setores do carro, com monocoque apertado, suspensão interna, câmbio estreito para melhorar a saída de ar, entre outros atributos.

No entanto, quando foi à pista, o Lotus 80 apresentou muita instabilidade aerodinâmica, com chacoalhadas e imprevisibilidade de downforce. Isso obrigou mudanças: foram colocadas pequenas asas na frente e atrás, além de haver um reforço na suspensão para melhorar o equilíbrio.

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O Lotus 80 estreou na quinta etapa de 79, em Jarama, na Espanha, com Mario Andretti chegando ao terceiro lugar. Mas não teve jeito: o campeão mundial não teve bons desempenhos e a equipe não se entendeu com o carro, que foi retirado de atividade depois de somente três corridas.

Depois disso, a Lotus nunca mais entrou como favorita na disputa de um título mundial. Foi um erro que custou caro para Colin Chapman.

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Bruno Ferreira

Sempre gostou de automobilismo e assiste às corridas desde que era criança. A paixão atingiu outro patamar quando viu – e ouviu – um carro de F1 ao vivo pela primeira vez. Depois disso, o gosto pelas corridas acabou se transformando em profissão. Iniciou sua trajetória como jornalista especializado em automobilismo em 2010, no mesmo ano em que se formou, quando publicou seu primeiro texto no site Tazio. De lá para cá, cobriu GPs de F1 no Brasil e no exterior, incluindo duas decisões de título (2011 e 2012), além de provas de categorias como Indy, WEC, WTCC e Stock Car.