Maiores domínios em início de temporada da F1 | 10+ Projeto Motor #36

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A Mercedes 2019 até perdeu a sequência de dobradinhas no GP de Mônaco, mas segue incrível neste início de temporada da F1 com seis vitórias nas seis primeiras corridas do campeonato. Não é para qualquer um.

Esse tipo de sequência é rara na F1 e já representa um dos maiores domínios em início de temporada da história da categoria, somando-se ainda o fato dos cinco resultados em que o time conseguiu as duas primeiras posições da corrida.

O Projeto Motor traz para você a lista das 10 sequências de maior sucesso em abertura de uma época da F1 para você entender o que a equipe alemã vem fazendo no Mundial nestes últimos anos.

Importante pontuar alguns critérios para esta lista. A ideia foi de identificar o maior domínio no começo da temporada. Algumas equipes mandaram em certos campeonatos, mas tiveram suas sequências de dobradinhas/vitórias interrompidas em algum momento logo no início da competição. Aí já não entra para a lista.

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Segundo ponto é que para desempates estatísticos, levamos em conta o número de dobradinhas na sequência de vitórias e depois, caso a igualdade continuasse, o de pódios. Quem teve uma vitória sem o outro piloto entre os três melhores perdeu para quem tivesse o vencedor e o terceiro colocado, por exemplo.

Além disso, desconsideramos as provas das 500 Milhas de Indianápolis que aconteceram dentro do Mundial na década de 50, já que a maioria das equipes da F1 não participava e por isso seria injusto dizer que uma não vitória na corrida americana seria uma quebra de sequência.

10º – Mercedes (2016)

Hamilton e Rosberg formaram uma dupla explosiva na Mercedes entre 2013 e 2016

A sequência inicial da Mercedes teve quatro vitórias, com direito a duas dobradinhas. O campeonato, porém, foi dominado de forma ainda mais brutal pela equipe alemã com 19 triunfos em 21 etapas, sendo 10 de Lewis Hamilton e nove de Nico Rosberg. O título, porém, ficou com o alemão, que foi mais regular.

9º – Williams (1996)

Depois de perder o título por dois anos seguidos para o conjunto Benetton/Michael Schumacher, a Williams conseguiu finalmente voltar ao topo em 1996. E com estilo. A equipe de Frank Williams venceu as cinco primeiras corridas da temporada, fazendo ainda duas dobradinhas. Curiosamente, a sequência foi interrompida por Schumacher, mas dessa vez na Ferrari.

Em 1996, a Williams voltou a dominar a F1 com Hill e Villeneuve. Os filhos.

A dupla do time inglês lutou pelo título até a última etapa, quando Damon Hill conquistou seu único campeonato, batendo o companheiro Jacques Villeneuve, que fazia sua estreia na F1. Ao total, foram 12 vitórias em 16 etapas entre os dois.

8º – Ferrari (2004)

Schumacher e Barrichello formaram a dupla da Ferrari durante uma das épocas mais vitoriosas da equipe de Maranello

A poderosa Ferrari do começo dos anos 2000 mostrou que estava com tudo no começo de 2004 e abocanhou cinco vitórias com três dobradinhas nas primeiras cinco etapas da temporada, sempre com Michael Schumacher à frente.

O time de Maranello terminou o campeonato com 15 vitórias em 18 provas, sendo 13 de Schumacher e duas de Rubens Barrichello.

7º – Williams (1992)

Quem poderia segurar Nigel Mansell no FW14B em 1992?

Nigel Mansell e o FW14B da Williams eram quase imbatíveis em 1992. O conjunto venceu as cinco primeiras corridas do ano, tendo ainda por quatro vezes o outro piloto do time, Riccardo Patrese, completando a dobradinha.

A sequência de vitórias só foi quebrada na sexta etapa, em Mônaco, quando Mansell tocou em um guardrail, precisou de um pitstop extra e caiu para segundo. Ele ficou atrás de Ayrton Senna, de McLaren, e os dois protagonizaram um belo pega em um dos finais de corrida mais lembrados da história da prova do principado.

No final do ano, a Williams venceu 10 das 16 corridas. Só Mansell, campeão da temporada, levou nove para casa, deixando apenas um triunfo para o companheiro Patrese.

6º – Ferrari (1953)

No segundo ano de regulamento da F2 na F1, a Ferrari 500 seguiu dominando o campeonato

Assim como aconteceu em 1952, o campeonato de 53 da F1 aconteceu com os carros sob regulamento da F2, o que propiciou mais um passeio do modelo Ferrari 500. Foram sete vitórias nas sete primeiras corridas do ano (excluindo Indianápolis, que tecnicamente foi a segunda etapa), incluindo ainda quatro dobradinhas. A equipe foi batida apenas na etapa final, pela Maserati de Juan Manuel Fangio.

Vale ressaltar que a sequência vinha já de 1952, mas como estamos falando de domínios em início de cada temporada, essa ficou em separado.

5º – Alfa Romeo (1950)

A Alfa Romeo foi a primeira grande equipe a dominar a F1 em 1950

A Alfa Romeo foi praticamente perfeita no primeiro campeonato da história da F1. A equipe italiana venceu todas as seis etapas do ano, fazendo quatro dobradinhas (uma trifeta ainda).

Considerando o início matador em 51 também, podemos dizer que a equipe só não conseguiu uma sequência desde o início da temporada ainda maior simplesmente porque o campeonato acabou.

4º – Mercedes (2014)

A temporada de 2014 marcou o início da era dos motores híbridos na F1 e do domínio da Mercedes

O início da era dos motores híbridos mostrou que a Mercedes seria a grande equipe dos anos por vir. O time alemão venceu as seis primeiras corridas de 2014, com direito a dobradinha entre Lewis Hamilton e Nico Rosberg em cindo das provas. A única corrida em que os carros da equipe não ficaram com as duas primeiras posições foi na abertura do campeonato, em Melbourne, em que o inglês abandonou a prova na segunda volta com problemas no propulsor.

Ao final da temporada, a Mercedes conquistou 16 das 19 etapas do Mundial, com Hamilton batendo o companheiro pelo título na corrida final.

3º – Mercedes (2019) – carregando…

2019: novos recordes de domínio para a Mercedes? (Foto: Wolfgang Wilhelm/Mercedes)

Até onde a Mercedes de 2019 ainda pode chegar? Já são seis vitórias nas seis primeiras corridas, com cinco dobradinhas. Hamilton e Valtteri Bottas estão sobrando na liderança do campeonato.

A única prova em que não rolou 1-2 do time até o momento foi em Mônaco, em que o piloto finlandês perdeu a segunda posição nos boxes e depois ainda teve que trocar um pneu por conta de um furo causado pelo toque com Max Verstappen.

2º – Ferrari (1952)

Ascari com a 500 em Silverstone, 1952

A Ferrari das temporadas de 1952 e 53 foi incrível. Excluindo as 500 Milhas de Indianápolis, a equipe venceu todas as corridas dos dois campeonatos com seu lendário modelo 500, excluindo a última etapa de 53.

A campanha específica de 52 fica na segunda posição do ranking, com incríveis seis vitórias em seis etapas. Só não tivemos duas Ferraris nas duas primeiras posições no GP da Itália, em que o argentino José Froilán González conseguiu colocar sua Maserati entre os carros da casa de Maranello. No entanto, como equipe, também podemos apontar que na abertura do campeonato, na Suíça, Rudi Fischer terminou em segundo com uma Ferrari, só que da equipe cliente Ecurie Espadon.

1º – McLaren (1988)

Senna e Prost lideram o pelotão ao final da grande reta do Hermanos Rodriguez no GP do México de 1988

O que a McLaren fez na temporada de 88 é incrível. 11 vitórias nas 11 primeiras corridas do ano, incluindo aí oito dobradinhas. O aproveitamento no final do campeonato beirou o 100% com 15 triunfos em 16 corridas e 13 dobradinhas no total.

Ayrton Senna ganhou oito corridas e Alain Prost, sete. A única prova não vencida pela McLaren foi o GP da Itália, com uma dobradinha da Ferrari liderada por Gerhard Berger, à frente do companheiro Michele Alboreto.


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Lucas Santochi

Mais um fanático da gangue que criou vínculo com automobilismo desde a infância. Acampou diversas vezes nas calçadas ao redor de Interlagos para assistir aos GPs e nunca esqueceu a primeira vez que, ainda do lado de fora do autódromo, ouviu o barulho de F1 acelerando pela reta. Jornalista formado em 2004, passou por redações na época da TV Band e Abril, teve experiência na área de assessoria de comunicação esportiva até chegar ao site especializado em esporte a motor Tazio, em 2010. Passou pelas funções de redator, repórter (cobrindo diversas corridas no Brasil e exterior de F1, Indy, WEC, Stock Car, entre outras) e subeditor até o final de 2013, quando o veículo encerrou suas atividades. Trabalhou ainda como redator do UOL Esporte em 2014 até que decidiu se juntar com os outros três membros do Projeto Motor para investir na iniciativa.