Max Wilson: Stock Car, memórias, automobilismo nacional e carros legais

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Na cobertura da Corrida do Milhão 2019 da Stock Car, que acontece neste final de semana no autódromo de Interlagos, o Projeto Motor conversou ao vivo com Max Wilson, campeão de 2010 da categoria e um dos pilotos mais experientes do grid, com carreira internacional em fórmulas e GTs.

Na conversa, Max Wilson respondeu perguntas sobre a Stock Car, analisando o atual nível técnico da categoria, do carro e o grid, explicando por que qualquer piloto teria dificuldades em enfrentar o desafio do campeonato.

“É difícil você ganhar uma corrida, ganhar um campeonato, andar na frente… Mas é um difícil gostoso. Eu, pelo menos, se fosse fácil, eu já teria perdido o interesse há muito tempo. Nos últimos 20, 25 anos, graças a deus todos os campeonatos que eu participei eram de elite. Quando eu vim para a Stock Car, eu não sabia se teria condições de ganhar campeonato e corridas. E isso é interessante. Esse desafio é o que me atrai em qualquer categoria do automobilismo.”

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Na conversa ao vivo com o público, Max Wilson também falou qual outro carro do automobilismo ele tem alguma curiosidade em pilotar hoje, fazendo um paralelo com uma experiência que teve ainda no começo de carreira.

“Fiz há 23 anos uma corrida aqui em Interlagos no que era o ITC e que agora é o DTM. É um carro nos dias de hoje maravilhoso, com muita pressão aerodinâmica, muito rápido, então, tenho muita curiosidade.”

Além alto grau de profissionalismo da Stock Car, Max Wilson também analisou o caminho da carreira de jovens pilotos brasileiros, que hoje muitas vezes preferem focar em chegar à categoria nacional do que tentar uma experiência internacional, culpando a falta de opções e de campeonatos de base para a falta de nomes tentando alcançar a F1.

“Mais do que tudo, a gente não vê hoje muitos pilotos [jovens]indo para um caminho de fórmula, para a rota Europa ou Estados Unidos porque a gente não tem uma categoria de base aqui. Se tivéssemos aqui uma F-Ford, uma F4, ou qualquer coisa equivalente a isso, para pilotos que saem do kart, eles poderiam dentro de sua vontade escolher: ‘quero tentar ser piloto da Stock Car’ ou ‘quero tentar chegar à F1 e vou andar de F4 ou F3’. Hoje, não temos mais essa opção.”

Confira a entrevista completa com Max Wilson, realizada no paddock de Interlagos, no vídeo que está no alto deste texto.


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Lucas Santochi

Mais um fanático da gangue que criou vínculo com automobilismo desde a infância. Acampou diversas vezes nas calçadas ao redor de Interlagos para assistir aos GPs e nunca esqueceu a primeira vez que, ainda do lado de fora do autódromo, ouviu o barulho de F1 acelerando pela reta. Jornalista formado em 2004, passou por redações na época da TV Band e Abril, teve experiência na área de assessoria de comunicação esportiva até chegar ao site especializado em esporte a motor Tazio, em 2010. Passou pelas funções de redator, repórter (cobrindo diversas corridas no Brasil e exterior de F1, Indy, WEC, Stock Car, entre outras) e subeditor até o final de 2013, quando o veículo encerrou suas atividades. Trabalhou ainda como redator do UOL Esporte em 2014 até que decidiu se juntar com os outros três membros do Projeto Motor para investir na iniciativa.