Mercedes e Hamilton tiram vitória da cartola na Hungria | Bate-Pronto

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Lewis Hamilton e a Mercedes tiveram de suar para derrotar Max Verstappen no GP da Hungria de 2019, no circuito do Hungaroring. Porém, o desfecho foi positivo para os atuais líderes da F1, que, assim, chegam às férias de agosto com mais vantagem do que nunca.

Verstappen, que conquistou sua primeira pole position na F1, comandou a fase inicial da prova com autoridade, contendo os ataques de Hamilton. No entanto, uma estratégia diferente, aliada a uma pilotagem agressiva do inglês, proporcionaram que a liderança mudasse de mãos nas voltas finais, quando o pentacampeão, com pneus médios novos, fez do holandês uma presa fácil.

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Como isso aconteceu? Analisamos a construção da vitória de Hamilton e da Mercedes em mais uma edição do Bate-Pronto.

Ataque certeiro nas primeiras curvas

O primeiro passo para a construção da vitória de Lewis Hamilton foi dado logo nos metros iniciais de prova. O inglês, que partiu em terceiro, conseguiu despachar rapidamente seu companheiro de Mercedes, Valtteri Bottas, que tentou se defender dos ataques, mas não foi bem sucedido.

Bottas, na verdade, iniciou a corrida em modo de ataque sobre Verstappen, mas não conseguiu deixar o holandês para trás. Assim, o próprio finlandês acabou abrindo brecha para o bote de Hamilton na curva 2 da prova, quando o inglês mergulhou por fora, aproveitando uma travada de rodas de Bottas no setor.

Dali em diante, a disputa pela ponta ficou somente restrita a Verstappen e Hamilton, já que Bottas danificou o bico de seu carro em um toque com Charles Leclerc e teve de fazer uma parada prematura.

Àquela altura, os dois ponteiros viviam dificuldades distintas. Verstappen se queixava do comportamento de seus pneus, que perderam aderência rapidamente; já Hamilton estava preocupado com o desempenho dos freios, que estavam superaquecendo e se desgastando mais do que deveriam.

Tal dinâmica fez com que o inglês não conseguisse emendar um ataque sobre Verstappen; já o holandês adiou seu primeiro pitstop enquanto pôde, e só foi ao box quando assegurou que não retornaria atrás dos pilotos da Ferrari.

A Mercedes, ao perceber a situação, decidiu prolongar ao máximo o primeiro stint de Hamilton. Assim, quando trocasse de pneus, o inglês contaria com compostos mais novos do que Verstappen, o que facilitaria o ataque.

Tirando o rival da zona de conforto

Hamilton foi ao box seis voltas depois de Verstappen e não perdeu tempo para iniciar um ataque. O holandês guiava com cautela, temeroso pela durabilidade de seus pneus duros (que deveriam durar 45 voltas para chegar até a bandeirada em Hungaroring). Desta forma, Hamilton começou a pressionar forte pela liderança e obrigou Verstappen, antes comedido, a aumentar seu ritmo e forçar os pneus mais do que gostaria.

Mesmo assim, Verstappen se manteve firme na ponta, contendo alguns ataques diretos de Hamilton. No entanto, o lance que mudou a prova veio na volta 48: a Mercedes chamou Hamilton aos boxes para um segundo pitstop, no qual calçou pneus médios.

Na Hungria, a média de tempo perdido com um pitstop estava na casa de 20s – foi exatamente este tempo que Hamilton perdeu em sua segunda parada, quando viu a desvantagem para Verstappen subir de 1s1 para 21s. Naturalmente, o piloto da Mercedes contava com pneus muito mais rápidos (e novos), de modo que tinha uma vantagem considerável de rendimento para atacar.

Só que Verstappen conseguiu sustentar uma diferença de 20s2 ao fim da volta seguinte, quando poderia ir aos boxes para se proteger do ataque tático da Mercedes. Levando em conta que os ponteiros perderam 20s durante as trocas, será que o holandês tinha tempo de fazer uma segunda parada e retornar na ponta?

Nunca saberemos. A Red Bull decidiu manter Verstappen na pista, confiante na resistência dos pneus duros e na vantagem da posição de pista. Por um momento, parecia que a vitória estaria sem ameaça, mas pouco depois os compostos do holandês se desgastaram e o ataque de Hamilton passou a ser uma questão de tempo.

Com a ultrapassagem na volta 67 (de um total de 70), Hamilton venceu pela sétima vez em Hungaroring e ampliou ainda mais a liderança do campeonato – agora ele está 62 pontos à frente de Bottas, o segundo na tabela.

Assista à análise completa da prova no vídeo acima e não se esqueça de se inscrever em nosso canal no YouTube para acompanhar todos nossos vídeos e lives.


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