Mercedes hexacampeã, Ferrari em apuros no GP do Japão

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A Mercedes continua seu reinado na F1. No GP do Japão, disputado neste domingo (13), Valtteri Bottas conquistou a vitória e, com o terceiro lugar de Lewis Hamilton, compôs o resultado que deu mais um título de construtores à equipe alemã – sendo que agora, matematicamente, a taça de pilotos está limitada à dupla da Mercedes. 

Bottas construiu o triunfo, seu terceiro da temporada, com uma largada precisa e um ritmo frenético do início ao fim. A largada, aliás, foi o grande calcanhar de Aquiles da Ferrari, que iniciou o domingo cravando a primeira fila no grid, mas viu suas chances escaparem das mãos logo nos metros iniciais. 

Sebastian Vettel, o pole position, se envolveu em uma polêmica em seu procedimento de partida. O alemão se moveu antes do apagar das luzes, o que gerou a suspeita de que havia cometido uma queima de largada. No entanto, a FIA isentou o tetracampeão de qualquer punição e explicou que a situação de Vettel esteve dentro daquilo que chama de “margem de tolerância”. 

O procedimento de largada na F1 é verificado de maneira eletrônica, através de transponders da FIA que detectam qualquer movimento irregular. No entanto, existe uma tolerância de movimento no grid, a fim de permitir que os pilotos façam testes para encontrar o ponto certo das embreagens de seus carros. 

Ainda segundo a FIA, Vettel não se moveu a ponto de ser acusado pelo transponder, o que deixa sua situação dentro das normas. O episódio tem semelhanças com o que aconteceu com Valtteri Bottas no GP da Áustria de 2017, quando o finlandês também se moveu antes do apagar das luzes e não foi punido (entenda melhor no vídeo posicionado no topo da página). 

Por falar em largada, foi ali que a corrida de Charles Leclerc foi embora. O monegasco colidiu com Max Verstappen e percorreu duas voltas com seu bico danificado. Ainda assim, Leclerc fez suficiente para terminar na sexta posição, mas caiu para sétimo ao sofrer duas punições: 5s pelo toque em Verstappen, 10s por insistir em andar com a asa quebrada. 

Vitória dentro da Mercedes

Assim, a Mercedes esteve em uma situação privilegiada ao lutar pela vitória. Bottas e Hamilton apresentavam ritmo mais consistente do que o de Vettel, sendo que passou a ser uma questão de ver qual carro prateado cruzaria a linha de chegada na primeira posição. 

A Mercedes, então, decidiu inicialmente por dividir as estratégias dos pilotos. Bottas faria dois pitstops, contra um de Hamilton. Apesar disso, o inglês se queixou no rádio, já que acreditava que sua tática seria prejudicial na luta contra o parceiro. 

Mas não foi bem assim que as coisas se desdobraram. Depois do segundo pitstop de Bottas, Hamilton assumiu a ponta e parecia ter vida útil sobrando em seus pneus médios. Porém, a Mercedes havia assegurado a Bottas que Hamilton pararia mais uma vez, e foi isso o que aconteceu: na 42ª volta, o inglês foi de novo aos boxes, o que colocou Bottas na ponta de forma definitiva. Hamilton, por sua vez, ainda voltou atrás de Vettel. 

Bottas completou a prova com 13s de vantagem para o alemão da Ferrari, que resistiu aos ataques de Hamilton. A dobradinha não veio, mas o resultado foi suficiente para dar mais um título de construtores à Mercedes e manter o piloto finlandês feliz da vida. 

Mas ainda havia mais tempo para gafes. A direção de prova apresentou, por engano, a bandeirada antes do previsto. Isso provocou uma mudança no resultado e deixou Sergio Pérez, que havia abandonado pouco antes devido a um acidente, ainda na nona posição. 

Outros destaques

  • Corrida cheia de obstáculos para a Honda dentro de casa. Max Verstappen perdeu qualquer chance de pódio com o toque de Charles Leclerc, e Alexander Albon teve um tropeço com uma colisão com Lando Norris nas voltas iniciais. O tailandês ao menos foi quarto colocado, mas o pódio não veio. 
  • A Racing Point entrou com um protesto contra a configuração da centralina eletrônica dos carros da Renault. O recurso será analisado durante a próxima semana, mas ainda assim podemos ter mudanças na zona de pontuação em Suzuka. 
  • A crise entre Robert Kubica e a Williams fica ainda mais exposta. Duas semanas após abandonar a corrida da Rússia para economizar peças, o polonês criticou a equipe por ter retirado a nova asa dianteira de seu carro – o time tinha apenas uma peça e não quis dar a nenhum piloto para não ter favorecimentos. A equipe rebateu e disse que o acidente de Kubica na classificação mostrou que retirar a nova asa dele “foi a decisão correta”.  

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