Na Tela #11: a história do Ford Cosworth DFV, o motor mais icônico da F1

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Não foi o propulsor mais bem-sucedido, mas definitivamente o mais icônico. Entre 1967 e 1983, o motor Ford Cosworth DFV – a sigla significa Double Four Valve – venceu dez de 16 campeonatos de construtores e garantiu títulos para nomes como Jackie Stewart, Emerson Fittipaldi e Nelson Piquet – além dos únicos dois selados pela Tyrrell na história.

A sinopse é mais ou menos conhecida. Por volta de 1965, Colin Chapman, proprietário da Lotus, negociou com a Cosworth, uma recém-fundada empresa britânica, o desenvolvimento de um propulsor competitivo visando o novo regulamento adotado pela F1 no ano seguinte – em 1966, a CSI (Comission Sportive International) implantaria limite de 3.000 cc para motores em vez de 1.500 cc, como ocorrera entre 1961 e 65.

Clark com o Lotus 49-Ford Cosworth no GP da Holanda de 67 (Sutton)
Clark com o Lotus 49-Ford Cosworth no GP da Holanda de 67 (Sutton)

O orçamento seria de 300 mil libras. Mas a princípio a Ford americana não topou o negócio. Chapman então recorreu a Walter Hayes, assessor de relações públicas da Ford inglesa, que o arranjou um jantar com Harley Copp, um engenheiro britânico que chefiara o ingresso da montadora de Detroit na Nascar durante os anos 60.

No fim de 65, veio a aprovação americana e, dois anos depois, o motor V8 de 3.000 cc estreou no GP da Holanda, alimentando dois Lotus 49 pilotados por Graham Hill e Jim Clark. Hill fez a pole e abandonou, mas Clark venceu o páreo com 23s de folga para Jack Brabham. Estava iniciada uma era que duraria quase 20 anos na F1.

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Poderíamos nos prolongar em detalhes técnicos aqui, mas a melhor opção para o leitor é assistir ao documentário Nine Days in Summer, dirigido por Philip Bond e lançado em 1967 como parte da promoção do motor. O média-metragem de 48min traz cenas de corridas, além de uma enxurrada de registros de bastidores: o teste da primeira unidade produzida pela Cosworth, as reuniões de Chapman, Copp e Keith Duckworth (principal responsável pelo projeto do motor), entrevistas com Hill e Clark. Enfim, confira abaixo o documentário completo em inglês (sem legendas, infelizmente) e volte à época que muitos consideram a “era de ouro” na F1:

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  • Holandês Louco

    O ÚNICO HEPTACAMPEÃO ininterrupto da história

    O V8 conseguiu seus 7 campeonatos (pilotos + construtores) seguidos entre 69-74. Também 22 vitórias consecutivas entre 72-74 e 20 vitórias consecutivas entre 68-70. Marcas nunca igualadas.

    Entre 67 e 85 – 18 anos – foram 12 títulos de pilotos e 10 de construtores

  • Gustavo Segamarchi

    Não existe algum jeito de o Youtube legendar o vídeo, gente ?

    O documentário deve ser muito bom pelo o que está descrito acima, mas sem a legenda fica difícil de entender.

    Grato.