Na Tela #15: Quando grandes astros da F1 atual surgiram para o estrelato

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Todo piloto que hoje possui seu espaço na F1 precisou passar por um caminho penoso no início de sua carreira. Aqueles que estão garantidos em posição de destaque no principal certame do planeta seguramente ralaram muito nas divisões de base, quando cada corrida representa uma chance para brilhar e mostrar ao mundo seu devido valor.

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Assim, todo competidor eventualmente precisa ter o seu desempenho de ruptura, quando uma atuação faz com que ele deixe de ser apenas “mais um” e passe a ter sobre si todos os holofotes. Este é o tema do Na Tela #15, com imagens de grandes apresentações de pilotos da F1 em início de carreira.

Infelizmente, não encontramos registros em vídeo de algumas ocasiões importantes, como, por exemplo, a irretocável temporada de Sebastian Vettel na F-BMW Alemã em 2004, quando o piloto venceu 18 de 20 corridas disputadas. Mesmo assim, separamos um material para você conferir como eram os astros da F1 atual antes de se tornarem estrelas de fato.

LEWIS HAMILTON – F3 EUROPEIA, 2005, E ISTAMBUL, 2006

Protegido pela McLaren desde cedo, Lewis Hamilton sempre foi considerado um diamante bruto. Mas foi em 2005, em sua segunda temporada da F3 Europeia, que todos tiveram a certeza de que o inglês era, de fato, um dos grandes talentos que estavam próximos de explodir.

Em 20 corridas, Hamilton obteve 15 vitórias, o que se torna ainda mais impressionante levando em conta o fortíssimo grid da categoria – Sebastian Vettel, Lucas di Grassi, Adrian Sutil e Paul di Resta, para citar apenas alguns, competiram naquele ano. Com tantas apresentações de gala, fica difícil separar apenas uma prova. Portanto, confira abaixo um resumo de toda a temporada da F3 Europeia de 2005 (total de 11 partes):

Em 2006, em seu primeiro ano da GP2, Hamilton teve uma atuação que até hoje é tida como uma de suas mais competitivas. Depois de rodar e cair para o fundo do pelotão na corrida complementar na Turquia, o inglês teve uma recuperação fantástica e terminou em segundo. Ali, o piloto mostrou que, além de velocidade, também tinha poder de recuperação de agressividade de sobra.

FERNANDO ALONSO – SPA-FRANCORCHAMPS, 2000

Em sua última corrida antes de subir à F1, Fernando Alonso obteve a vitória que lhe faltava para consagrar sua promoção à principal categoria do mundo: um triunfo em Spa-Francorchamps na F3000, a principal divisão de acesso do automobilismo.

O espanhol, à época com 19 anos, teve direito a “barba, cabelo e bigode”, com pole position, volta mais rápida e vitória de ponta a ponta. Assista à prova, que teve a participação de nomes como Mark Webber, Justin Wilson e Sébastien Bourdais, além dos brasileiros Ricardo Maurício, Enrique Bernoldi, Mário Haberfeld, Jaime Melo Jr e Bruno Junqueira, que se sagrou campeão da F300 naquela corrida (parte 1 de 4).

MAX VERSTAPPEN – VARENNES, 2013, E ZANDVOORT, 2014

Garoto sensação da F1, Max Verstappen impressiona desde muito cedo no mundo das corridas. Em 2013, com apenas 15 anos, o holandês brilhou no Mundial de Kart na classe KZ, realizado em Varennes, na França. Na ocasião, Verstappen triunfou diante de concorrência de peso, que contava como nomes como Marco Ardigò, Davide Forè, Charles Leclerc e Sauro Cesetti – o mesmo que já derrotou, em uma tacada só, Michael Schumacher, Lewis Hamilton e Nico Rosberg.

Já nos monopostos, Verstappen teve sua primeira vitória de destaque em maio de 2014, na etapa de Hockenheim da F3 Europeia. Contudo, foi em Spa-Francorchamps, em junho, que o piloto começou a atrair os holofotes: iniciou ali uma sequência de seis vitórias consecutivas.

DANIEL RICCIARDO – SILVERSTONE, 2009

Daniel Ricciardo levou sem grandes sustos o título da F3 Inglesa, incluindo diversas atuações dominantes. Mas foi na rodada de Silverstone, em agosto, que o australiano provou de vez que estava em outro nível. Registrou a pole, fez uma sequência de voltas mais rápidas e venceu com sobras.

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Bruno Ferreira

Sempre gostou de automobilismo e assiste às corridas desde que era criança. A paixão atingiu outro patamar quando viu – e ouviu – um carro de F1 ao vivo pela primeira vez. Depois disso, o gosto pelas corridas acabou se transformando em profissão. Iniciou sua trajetória como jornalista especializado em automobilismo em 2010, no mesmo ano em que se formou, quando publicou seu primeiro texto no site Tazio. De lá para cá, cobriu GPs de F1 no Brasil e no exterior, incluindo duas decisões de título (2011 e 2012), além de provas de categorias como Indy, WEC, WTCC e Stock Car.

  • Dox

    Comentando sobre o “caminho penoso até a F1″, acho que o Hamilton não o teve, pois seu apadrinhamento pela McLaren lhe garantiu sempre excelentes equipamentos e equipes desde a base, que contribuiram muito com seus resultados, alem de não ter que garimpar o lado econômico em sua carreira, coisa que impediu uma enorme quantidade de grandes talentos de prosseguir até o topo do automobilismo.
    Não vejo o inglês como farsa, pois é muito talentoso, mas por ter a nacionalidade que tem, e por representar uma novidade étnica na categoria, acabou obtendo seu espaço com muito mais facilidade que qualquer outro piloto na história, exceto os que compraram seus cockpits.

  • Dox

    A categoria mais justa do esporte a motor é o motocross.
    Digo isso porque acho que classificação para grid de largada é um artifício que estraga as corridas, colocando os mais rápidos já à frente dos outros, determinando um espetáculo que poderia ser mais emocionante caso fosse mais aleatório e menos previsível.
    No motocross os caras largam lado a lado, todos, saindo em direção a um afunilamento, sem nenhuma vantagem para o mais rápido nos treinos.
    Na verdade posso estar falando besteira, pela distância que tenho desse esporte, e não sei se é meio que parecido com natação, onde os melhores estão nas raias centrais.
    Dissertei tudo isso prque não vejo muita graça em grand chelens, que é pole, melhor volta e vitória de ponta a ponta, embora demonstre superioridade em velocidade pura, mas não demonstra qual é a habilidade do cara nas ultrapassagens.
    Outro dia me deliciei com uma corrida de Stock antiga, de Omega, em Pinhais, com o Ingo largando em último (33º) e chegando em terceiro … memorável, mesmo a TV não mostrando nada do que ele fez no decorrer da prova, e nem o narrador se tocando que aconteceu algo assombroso ali.
    Quem se esquece de Suzuka 88, quando, mesmo saindo na pole, Senna engasgou na largada, caiu para 15º e só assim fez seu show?
    Sem dúvidas que os desempenhos listados pelo Bruno são os eventos que alavancaram as carreiras dos grandes pilotos e confirmaram suas habilidades, e é uma pena não ter as imagens da F-BMW de 2004, pois fazer isso com carros iguais é para poucos, com o detalhe de que as 2 únicas provas que Vettel não venceu, quem levou foi o Atila Abreu, aquele da Renata Fan e da Stock.

    • Dox, não consigo dizer que discordo de você. Eu mesmo valorizo muito mais, por exemplo, aquela vitória do Raikkonen no Japão em que ele partiu em 17º e engoliu todo mundo na pista do que qualquer outra que ele tenha largado na pole e disparado na frente. Acho mais admirável ver um competidor superando adversidades para vencer do que aquele que nada de braçadas.

      Mas, infelizmente, o automobilismo não consegue ser tão “igualitário” quanto o motocross, até pela limitação de espaço físico. Então, a solução adotada (premia-se o mais veloz com a posição de honra no grid) é a que mais faz sentido levando-se em conta o que dá para fazer. Talvez seria até mais emocionante se os favoritos sempre largassem de trás, mas, esportivamente, não faria sentido sob diversos aspectos. Então, diante deste cenário, quando um piloto parte da pole, dispara na frente e domina do começo ao fim, não deixa de ser notável, já que é exatamente esse o objetivo do sujeito durante um fim de semana…

      • Leandro Farias

        Acho que o melhor seria adotar um grid no estilo Indy/Moto GP, com filas triplas e não duplas. Creio eu que diminuiria essa injustiça.

      • Dox

        Aquela vitória do Kimi foi monstruosa mesmo.
        Até Hockenheim 2000 também foi inesquecível, com o Barrichello.
        Eu defendo o grid invertido ao campeonato, Bruno, mas não tenho informação de alguma categoria que utilize isso.