Numerama #11: desclassificado no Brasil, Massa iguala marca de Senna e Piquet

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Felipe Massa terminou o GP do Brasil no último domingo (15) em oitavo, a uma volta do vencedor Nico Rosberg, da Mercedes. No entanto, o paulistano da Williams não recebeu os quatro pontos válidos pela colocação.

Pouco depois do páreo, a comissão técnica da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) constatou uma irregularidade na pressão e temperatura do pneu traseiro direito do FW37 e, por conta disso, o carro #19 foi excluído do resultado final.

Com isso, Massa se tornou o primeiro brasileiro desde Ayrton Senna, em 1988, a sofrer uma desclassificação em sua corrida doméstica. Na ocasião, o tricampeão da McLaren foi desqualificado do páreo por trocar seu carro após o sinal da bandeira verde. Seis anos antes, outro brasileiro também fora excluído em sua terra natal: Nelson Piquet venceu a prova de 1982, mas foi cerceado do troféu por uma ilegalidade no peso do Brabham.

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Senna: primeiro GP no Brasil pela McLaren terminou com desclassificação (Divulgação)
Senna: primeiro GP no Brasil pela McLaren terminou com desclassificação (Divulgação)

Uma das mais apáticas da temporada, a corrida do Brasil em 2015 foi estéril quando se tratou de movimentação na pista. O baixo número de ultrapassagens significativas e o domínio pródigo da Mercedes contribuíram para que os seis primeiros no fim do percurso fossem os mesmos seis mais rápidos do treino classificatório. A única mudança se deu no quarto posto: nos boxes, Kimi Raikkonen, da Ferrari, superou Valtteri Bottas, da Williams.

Ademais, o que se viu em Interlagos foi mais um passeio protocolar da Mercedes. A escuderia alemã garantiu sua 11ª dobradinha na temporada e igualou seu próprio recorde obtido em 2014.

Rosberg, por sua vez, assegurou o 40º pódio – a um de igualar Felipe Massa – e a 13ª vitória na carreira, além de um vice-campeonato consecutivo. O germânico também foi o primeiro piloto a triunfar em 2015 com uma estratégia de três paradas e o primeiro, num espaço de dez anos, a vencer o GP do Brasil por dois anos seguidos – o último fora Juan Pablo Montoya, em 2004 e 2005. No cômputo geral do campeonato, o germânico acumula agora cinco vitórias contra dez do rival Lewis Hamilton.

Com Hulkenberg (foto) e Pérez, Force India garantiu melhor resultado da equipe na história (Divulgação)
Com Hulkenberg (foto) e Pérez, Force India garantiu melhor resultado da equipe na história (Divulgação)

Somente três pilotos encerraram o GP do Brasil na mesma volta de Rosberg. Foi o menor número de volantes no giro do líder desde o GP de Mônaco, no ano passado, e também o recorde de retardatários (16) numa prova de F1 na atual temporada. Superioridade técnica da Mercedes e curto traçado de Interlagos – um dos menores tempos de volta no calendário –, de certa forma, justificam a ocorrência.

Force India garante quinto lugar no Mundial de Construtores

O sexto lugar de Nico Hulkenberg em Interlagos garantiu à Force India a quinta colocação no Mundial de Construtores – o melhor desempenho do time indo-britânico desde que entrou na F1 em 2008.

A equipe de Silverstone, que, além de Hulkenberg, conta com Sergio Pérez em seu elenco de pilotos, só fez melhor quando ainda se chamava Jordan: em 1991, quando terminou o campeonato em quinto lugar; em 1998, em quarto; e em 1999, na terceira colocação.

A boa performance de Vijay Mallya & Cia. não deixa de ser uma boa notícia para Aston Martin, que pode assumir a administração da escuderia a partir do ano que vem.

Confira abaixo a edição #14 do DEBATE MOTOR sobre o GP do Brasil:

 Comunicar Erro

Lucas Berredo

Natural de Belém do Pará, tem uma relação de longa data com o automobilismo, uma vez que, diz sua família, torcia por Ayrton Senna quando sequer sabia ler e escrever. Já adolescente, perdeu o pachequismo e passou a se interessar pelo estudo histórico do esporte a motor, desenvolvendo um estranho passatempo de compilar matérias e dados estatísticos. Jornalista desde os 18 anos, passou por Diário do Pará e Amazônia Jornal/O Liberal, cobrindo primariamente as áreas cultural e esportiva como repórter e subeditor. Aos 22, mudou-se para São Paulo, trabalhando finalmente com automobilismo no site Tazio, onde ficou de 2011 até o fim de 2013. Em paralelo ao jornalismo, teve uma rápida passagem pelo mercado editorial. Também é músico.

  • Fernando Miranda

    F1 se tornou o esporte mais chato de assistir. Prefiro poler, golfe e curlling.