Numerama #20: Mercedes iguala Red Bull como 5º time que mais venceu na F1

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O GP do Canadá não foi tão movimentado quanto outros desta temporada 2016 da F1, mas ainda assim esteve recheado de momentos de tensão: o toque entre Lewis Hamilton e Nico Rosberg na largada, que levou o germânico a cair para o meio do grid; a posterior briga no cronômetro entre o britânico da Mercedes e Sebastian Vettel; a rodada do líder do campeonato enquanto tentava tomar o quarto posto de Max Verstappen na abertura da volta derradeira.

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No fim, prevaleceu a estratégia de um pitstop de Hamilton contra as duas paradas de Vettel, e o tricampeão chegou ao segundo triunfo consecutivo no ano. De quebra, ao ver Rosberg cruzar somente em quinto, reduziu para apenas nove pontos a desvantagem em relação ao colega de time na tábua de pontos, diferença que pode ser revertida já no próximo domingo (19), na inédita etapa do Azerbaijão (GP da Europa).

Confira abaixo os principais destaques estatísticos gerados pela rodada de Montréal, a sétima de um total de 21 do calendário. É o NUMERAMA #20:

Sobre equipes gigantes

O triunfo de Hamilton foi o 51º de um bólido da Mercedes na categoria, índice que coloca a esquadra teutônica entre as cinco mais vitoriosas da história. Por enquanto os prateados estão empatados com a Red Bull em quinto lugar, mas tendem a se isolar com folga até o fim da época. Desse total, 24 láureas vieram pelas mãos de Hamilton, sendo 18 por Rosberg, oito por Juan Manuel Fangio e uma por Stirling Moss.

Sobre vitórias e pódios

GP CANADA F1/2016

Hamilton alcançou a 45ª vitória na carreira, isolando-se ainda mais como o terceiro maior vencedor da história – atrás de Michael Schumacher (91) e Alain Prost (51). Também obteve o 92º pódio na carreira, ficando mais perto dos 97 do terceiro colocado no geral, Fernando Alonso. Vettel, por sua vez, chegou a 83 presenças na premiação oficial (mesmo número do companheiro Kimi Raikkonen), sendo a primeira ao lado do inglês no atual certame. Ao todo, ambos dividiram a cerimônia pós-prova 26 vezes desde 2009.

Já Valtteri Bottas conquistou o primeiro pódio para si e para a Williams em 2016, sendo o nono do finlandês desde sua estreia e o 311º da escuderia de Grove.

Sobre a tabela de pontuação

Com os 25 pontos obtidos neste domingo, Hamilton subiu a 107 e descontou para nove o déficit em relação ao ainda líder Rosberg (116). Vettel voltou a estar onde se esperava, em terceiro (78), à frente de Daniel Ricciardo (72) e também de Raikkonen (69). Verstappen é o sexto (50). Por falar no neerlandês, em três participações pela Red Bull o vencedor do GP da Espanha coletou 37 tentos, contra 35 do parceiro australiano.

Outro que saiu do Canadá por cima foi Bottas: a terceira posição o levou a 44 pontos, superando na tabela o companheiro de Williams, Felipe Massa. Ao abandonar por falha no motor, o brasileiro deixou de pontuar pela primeira vez no ano e, estagnado com 37, caiu para sétimo na tábua, logo atrás do finês.

GP CANADA F1/2016

A quebra do vice-campeão de 2008 representou ainda a perda de outra estatística: não há mais pilotos a terem terminado entre os 10 primeiros em todas as etapas desta estação.

Sobre superação

Carlos Sainz foi o ás que mais ganhou posições no decorrer dos 70 giros, saindo de 20º no grid para oitavo no final. Com isso, registrou presença na zona de pontos pelo terceiro GP consecutivo, deixando o russo Daniil Kvyat para trás com sobras no recém-estabelecido duelo interno entre ambos na Toro Rosso.

Sobre homenagens

Esta foi a primeira vez em suas 45 vitórias que Hamilton homenageou Muhammad Ali, falecido no último dia 3 e tido por muitos como o maior pugilista de todos os tempos. O Projeto Motor destaca a iniciativa como ponto alto do fim de semana, e aproveita para deixar sua singela homenagem ao gigante, seja no esporte ou na luta contra o racismo e a cultura belicista de seu país, Cassius Marcellus Clay Jr.

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Modesto Gonçalves

Começou a acompanhar automobilismo de forma assídua em 1994, curioso com a comoção gerada pela morte de Ayrton Senna. Naquela época, tomou a errada decisão de torcer por Damon Hill em vez de Michael Schumacher, por achar mais legal a combinação da pintura da Williams com o capacete do britânico. Até hoje tem que responder a indagações constrangedoras sobre a estranha preferência. Cursou jornalismo pensando em atuar especificamente com automóveis e corridas, e vem cumprindo o objetivo: formado em 2010, foi consultor do site especializado Tazio de meados de 2011 até o fim de 2013; desde maio de 2015 compõe o comitê editorial do Projeto Motor.

  • MarcioD

    E as duas ultimas corridas da F-1 sendo decididas por meio de paradas de boxe e estratégias de pneus, sem briga direta pela liderança no final.

    • Rodrigo MM

      As outras equipes precisam parar só junto com a Mercedes quando estiverem na frente, para evitar este tipo de coisa. Tanto a RedBull em Mônaco quanto a Ferrari no Canadá apostaram que a Mercedes teria que parar de novo ou que perdesse rendimento com pneus desgastados mas não ocorreu.