Numerama #21: Em dia de domínio de Rosberg, Williams bate recordes em Baku

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Foi para a conta a primeira corrida de F1 no circuito de rua no Azerbaijão. Foi a 23ª edição de um GP da Europa na categoria, sendo que a pista em Baku foi a sexta a sediar uma corrida com este nome.

No passado, Brands Hatch (Inglaterra), Nurburgring (Alemanha), Donington Park (Inglaterra), Jerez de la Frontera e Valência (Espanha) receberam pelo menos uma edição do GP da Europa. Em quase todos os casos, o nome foi utilizado pelo fato de os países das pistas em questão já terem uma outra prova oficial.

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Curiosidade sobre a nomenclatura da corrida à parte, vamos a mais uma edição do NUMERAMA no Projeto Motor. O fim de semana foi marcado pelo domínio acachapante de Nico Rosberg, sendo que a Williams anotou dois recordes importantes. Vamos lá:

Rosberg brilha desde o sábado

Rosberg dominou ações em Baku (Mercedes)
Rosberg dominou ações em Baku (Mercedes)

Com o acidente de Lewis Hamilton no Q3, Nico Rosberg ficou com caminho livre para anotar a 25ª pole position de sua carreira. Com a marca, o alemão deixou para trás os números de Niki Lauda e Nelson Piquet, estabelecendo-se, assim, como o 10º com mais poles da história. Dos pilotos em atividade, apenas Hamilton (53) e Sebastian Vettel (46) estão à sua frente. O recordista absoluto é Michael Schumacher, com 68, seguido de Ayrton Senna, 65.

A ocasião também marcou a 150º vez que um representante da Alemanha parte da posição de honra do grid. Além de Schumi, Vettel e Rosberg, os outros pilotos do país que marcaram poles foram Wolfgang Von Trips, Heinz-Harald Frentzen, Ralf Schumacher, Nick Heidfeld e Nico Hulkenberg.

Rápido e regular

Baku viu Rosberg partir da primeira fila pela 14ª corrida consecutiva. É a sexta maior sequência da história, empatada com a marca de Vettel entre 2010 e 2011. À frente estão: Nigel Mansell (15 entre 86 e 87), Alain Prost (16 em 93), Damon Hill (17 entre 95 e 96), Hamilton (20 entre 2014 e 2015) e Senna (24 entre 88 e 89).

Bom para a Mercedes, ruim para a Renault

Palmer e Magnussen tiveram dificuldades em Baku (Renault)
Palmer e Magnussen tiveram dificuldades em Baku (Renault)

A Mercedes marcou sua 60ª pole position na F1, ficando duas à frente da Red Bull e mantendo-se em quinto na lista entre as equipes. Lotus (107), Williams (128), McLaren (155) e Ferrari (208) são as recordistas.

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Outra equipe tradicional, a Renault viu uma marca incômoda no sábado. Jolyon Palmer e Kevin Magnussen ficaram nas duas piores posições do grid, igualando o ocorrido no GP de Mônaco de 1979. Naquela prova, René Arnoux, 19º, e Jean-Pierre Jabouille, 20º, foram os dois últimos colocados na largada.

Grande marca para Rosberg na corrida

Rosberg largou na pole, liderou em todas as passagens, venceu e marcou a melhor volta da prova. O feito é chamado de Grand Chelem, e foi o segundo do piloto da Mercedes na F1: o outro havia sido no GP da Rússia deste ano.

Mas, com a quinta colocação de Hamilton, a Mercedes ficou pela quarta corrida seguida sem ver seus dois pilotos juntos no pódio. Desde que se tornou força dominante na F1, em 2014, é a maior sequência da equipe sem ter um de seus pilotos na premiação oficial.

Número 7: alegria e tristeza para o México

Pérez lavou a alma dos mexicanos em Baku (Force India)
Pérez lavou a alma dos mexicanos em Baku (Force India)

O número 7 causou sentimentos distintos para os mexicanos neste fim de semana. No sábado, a seleção do país sofreu uma goleada histórica contra o Chile, na Copa América, por 7 a 0. No domingo, o principal representante mexicano na F1 largou em sétimo e obteve seu sétimo pódio na carreira, igualando a marca de outro grande ás do país, Pedro Rodriguez.

Aliás, o pódio no Azerbaijão confirmou uma tendência estranha da F1 nas últimas provas. De Mônaco para cá, todos os integrantes do pódio largaram das mesmas posições no grid. No Principado, o pódio foi formado por Hamilton (terceiro no grid), Daniel Ricciardo (pole) e Pérez (sétimo); em Montreal foi a vez de Hamilton (pole), Vettel (terceiro) e Valtteri Bottas (sétimo); já em Baku, foram Rosberg (pole), Vettel (terceiro) e Pérez (sétimo).

Williams impressiona com sua velocidade

Williams voou baixo nas retas e nos boxes(Glenn Dunbar/LAT Photographic)
Williams voou baixo nas retas e nos boxes(Glenn Dunbar/LAT Photographic)

A Williams teve desempenho relativamente discreto em Baku, com Bottas em sexto e Felipe Massa em décimo. Porém, a equipe de Grove impressionou com algumas marcas obtidas no último fim de semana.

Oficialmente, a Mercedes de Lewis Hamilton foi a mais rápida em velocidade máxima, com 364 km/h na reta. Porém, a Williams alega ter atingido incríveis 378 km/h com Bottas em um ponto não registrado pelos radares, o que superaria, de longe, o recorde absoluto: 370,1 km/h de Kimi Raikkonen no GP da Itália de 2005.

Além disso, a Williams foi a equipe mais rápida no trabalho de pitstops da prova, algo que já vem fazendo em simplesmente todas as corridas de 2016 até então. Em Baku, o time trocou os pneus de Massa em 1,92s, o que iguala o recorde da categoria, da Red Bull, que fez o serviço no carro de Mark Webber neste mesmo tempo no GP dos Estados Unidos de 2013.

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Bruno Ferreira

Sempre gostou de automobilismo e assiste às corridas desde que era criança. A paixão atingiu outro patamar quando viu – e ouviu – um carro de F1 ao vivo pela primeira vez. Depois disso, o gosto pelas corridas acabou se transformando em profissão. Iniciou sua trajetória como jornalista especializado em automobilismo em 2010, no mesmo ano em que se formou, quando publicou seu primeiro texto no site Tazio. De lá para cá, cobriu GPs de F1 no Brasil e no exterior, incluindo duas decisões de título (2011 e 2012), além de provas de categorias como Indy, WEC, WTCC e Stock Car.