Numerama #27: Alonso quebra tabu de 24 anos para a Honda no GP da Itália

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Nico Rosberg reagiu no GP da Itália e ficou mais vivo que nunca na briga pelo título da temporada de 2016. O alemão venceu pela segunda vez consecutiva e encostou em Lewis Hamilton na luta pela liderança do campeonato, com apenas dois pontos de vantagem.

Se a briga é ferrenha entre os pilotos da Mercedes pelo título, os dois, juntos, igualaram uma marca histórica. Além disso, Rosberg colocou mais um circuito no currículo no qual venceu, isolando-se como o não campeão que mais triunfou em pistas diferentes.

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O GP da Itália de 2016 também viu a queda de um minitabu que durava desde 2009, e Hamilton, segundo colocado da corrida, ficou ainda mais próximo de seu 100º pódio. No entanto, a marca mais relevante do fim de semana veio com Fernando Alonso, que quebrou uma barreira que era impenetrável pela Honda desde 1992.

Vamos, então, às principais estatísticas do GP da Itália com mais uma edição do Numerama! Caso você se lembre de algum outro dado que deixamos passar, fique à vontade para mencionar nos comentários!

Hamilton e Rosberg igualam marca histórica de Vettel e Webber

Hamilton

Lewis Hamilton dominou o treino classificatório ao conquistar a pole position com folga para Nico Rosberg. Foi a quinta pole position do inglês em Monza, sendo a terceira consecutiva – as outras foram em 2009 e 2012, ainda nos tempos de McLaren.

Com a marca, Hamilton e Rosberg igualaram um recorde histórico: ambos conquistaram, juntos, 57 poles como companheiros de equipe. A dupla da Red Bull entre 2009 e 2013, Sebastian Vettel e Mark Webber, obteve exatamente o mesmo número neste período. Michael Schumacher e Rubens Barrichello possuem a terceira melhor marca, com 52 poles entre 2000 e 2005.

Fim da hegemonia do pole em Monza

Barrichello comemora em Monza a última vitória brasileira na F1 até hoje

Mesmo com a pole dominante, Hamilton falhou em converter o primeiro lugar no grid em vitória. O tricampeão largou mal, caiu para sexto e viu Rosberg vencer a corrida sem grandes sustos. Assim, a “hegemonia do pole” nesta década em Monza chega ao fim.

Nas seis edições anteriores do GP da Itália, sempre o pole position saiu com a vitória. A última vez em que isso não havia acontecido foi em 2009, quando Rubens Barrichello venceu pela última vez na F1 depois de sair de quinto no grid (foto acima). Coincidentemente, o pole position daquela ocasião também foi Hamilton.

Monza, o 15º da coleção de Rosberg

Nico Rosberg conquistou a 21ª vitória de sua carreira, o que o deixa isolado como o 14º maior vencedor da história da F1 (antes ele estava empatado com Mika Hakkinen e Kimi Raikkonen). Ele é, com certa folga, o não-campeão mais vitorioso, com Stirling Moss, o segundo, com 16 triunfos. Contudo, vale lembrar que Nigel Mansell chegou a ter 29 vitórias antes de conquistar seu único título.

Monza foi o 15º circuito diferente que teve Rosberg no topo do pódio. Ele também é o não campeão com mais vitórias em autódromos distintos, já que Moss venceu em 11 diferentes traçados. O líder na estatística é Michael Schumacher, com vitórias em 23 pistas diferentes.

Hamilton se isola como o terceiro com mais vezes no pódio

O domingo em Monza certamente não foi como Hamilton gostaria. Em vez de vencer e abrir vantagem no campeonato, o inglês enfrentou problemas e viu Rosberg colar de vez na tabela.

Contudo, o tricampeão teve pelo menos uma marca positiva para celebrar. O segundo lugar no GP da Itália representou o seu 98º pódio, o que o deixa isolado como o terceiro piloto da história que mais vezes bebeu o champanhe. Até então ele estava empatado com Fernando Alonso.

De forma não surpreendente, o líder da estatística é Michael Schumacher, que subiu no pódio em impressionantes 155 vezes. Alain Prost é o segundo, com 106.

Honda conquista sua primeira volta mais rápida em 24 anos

Alonso 2

Se o GP da Itália não viu surpresas com o domínio da Mercedes, um outro fato acabou por roubar a cena. A melhor volta da corrida foi de Fernando Alonso, a bordo do conjunto McLaren-Honda.

É verdade que o espanhol parou nos boxes pouco antes da marca, ou seja, com pneus novos e menos combustível (faltavam poucas voltas para o fim), a volta mais rápida ficou mais viável. De qualquer forma, chega a ser uma surpresa ver o propulsor japonês, outrora criticado por sua falta de potência, atingir o feito nos retões de Monza. Foi a primeira volta mais rápida do motor Honda desde o distante GP de Portugal de 1992, com Ayrton Senna.

Com Button fora em 2017, recorde de Barrichello fica sem ameaçaAlonso Button Vandoorne

Um dos destaques do fim de semana em Monza aconteceu no sábado, com o anúncio de que Jenson Button não disputará a temporada de 2017 da F1. Com isso, uma importante marca histórica da F1 fica intacta no próximo ano.

Caso não haja nenhuma anormalidade, Button deverá encerrar a temporada com 305 largadas oficiais na F1. Isso deixaria o inglês a apenas 18 do recorde absoluto, de Rubens Barrichello, com 323. A expectativa é de que o calendário de 2017 tenha 21 corridas, ou seja, Button ficaria com três participações a mais caso competisse. Ainda resta saber se o campeão de 2009 retornará às competições em 2018.

Assista ao Debate Motor #43: Felipe Massa foi o melhor brasileiro não-campeão da F1?

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Bruno Ferreira

Sempre gostou de automobilismo e assiste às corridas desde que era criança. A paixão atingiu outro patamar quando viu – e ouviu – um carro de F1 ao vivo pela primeira vez. Depois disso, o gosto pelas corridas acabou se transformando em profissão. Iniciou sua trajetória como jornalista especializado em automobilismo em 2010, no mesmo ano em que se formou, quando publicou seu primeiro texto no site Tazio. De lá para cá, cobriu GPs de F1 no Brasil e no exterior, incluindo duas decisões de título (2011 e 2012), além de provas de categorias como Indy, WEC, WTCC e Stock Car.

  • Ainda não entendi muito bem esse acerto do Button, de talvez voltar em 2018 no lugar do Alonso… acho mesmo que esse ano sabático dele vai se transformar é em aposentadoria mesmo, como o Hakkinen.