Numerama #3: GP da Hungria bate recorde de punições na história da F1

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Desde que as penalidades do tipo drive through foram impostas na F1, nunca houve um evento com tantas punições como o GP da Hungria de 2015. Neste domingo (26), a comissão da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) conferiu nove penalidades para sete pilotos diferentes.

Só o carro #13 de Pastor Maldonado, da Lotus, foi admoestado três vezes. O venezuelano recebeu dois drive through (um pela colisão com Sergio Pérez e outro por acelerar acima do permitido no pitlane) e um acréscimo de 10s ao tempo total de corrida (por ultrapassagem durante período de safety car).

Outros volantes censurados foram Felipe Massa (posição inadequada no grid), Romain Grosjean (liberação irregular nos boxes), Kimi Raikkonen (velocidade acima do limite no pitlane), Max Verstappen (velocidade acima do limite durante período de safety car), Lewis Hamilton (colisão) e Daniil Kvyat (saiu dos limites da pista em manobra de ultrapassagem).

Domingo difícil para Hamilton e Rosberg: Mercedes fora do top 3 pela primeira vez desde 2013 (Colombo/Pirelli)
Domingo difícil para Hamilton e Rosberg: Mercedes fora do top 3 pela primeira vez desde 2013 (Colombo/Pirelli)

Anteriormente, o GP do Canadá de 2011 foi a corrida com maior número de penalidades na história do esporte. O clássico páreo em Montreal, que possui o recorde de evento mais longo na categoria (quatro horas), foi acometido por cinco penalidades – quatro drive through e um acréscimo de tempo.

O GP da Hungria de 2015 também encerrou a segunda maior sequência de pódios consecutivos por um construtor na história da F1. Desde o GP do Brasil de 2013, a Mercedes sempre estava presente entre os três primeiros colocados. Com os erros de Lewis Hamilton e Nico Rosberg em Hungaroring, a série histórica – que já contava com 28 pódios seguidos – se desfez.

O recorde da maior sequência de pódios consecutivos por uma equipe ainda pertence à Ferrari. Por 53 vezes seguidas entre 1999 e 2002, a escuderia de Maranello se colocou entre os três primeiros. Foi a época em que o time italiano era comandado por Ross Brawn e Jean Todt e tinha um carro praticamente imbatível – especialmente nas duas últimas temporadas (2001 e 02).

Kvyat, Vettel e Ricciardo: três crias da Red Bull no pódio (Colombo/Pirelli Media)
Kvyat, Vettel e Ricciardo: três crias da Red Bull no pódio (Colombo/Pirelli Media)

Lewis Hamilton também perdeu a oportunidade de prosseguir uma sequência de pódios que perdurava desde o GP da Itália de 2014. Se colocasse a W06 no top 3 em Budapeste, o britânico conquistaria seu 17º pódio consecutivo e ficaria a dois de igualar recorde de Michael Schumacher. Entre o GP dos EUA de 2001 e o GP do Japão de 2002, o alemão cruzou 19 vezes seguidas entre os três melhores.

Pelo lado positivo, a corrida no Leste europeu foi marcante para Sebastian Vettel. Em Hungaroring, o alemão chegou à 41ª vitória na F1, igualando o número de triunfos conquistados por Ayrton Senna. Sobre as minúcias do recorde – e são muitas –, Lucas Santochi discorre profundamente aqui.

Pela primeira vez também desde 2013, a Red Bull coloca dois carros entre os três melhores. Na última ocasião, Sebastian Vettel e Mark Webber compuseram um 1-2 no GP do Brasil, em Interlagos. Desta vez, o russo Daniil Kvyat, em seu primeiro pódio na F1, e o oceânico Daniel Ricciardo ocuparam respectivamente o segundo e o terceiro posto.

Todas as segundas-feiras após os GPs, o comitê do Projeto Motor vai publicar uma edição do NUMERAMA, com as estatísticas mais interessantes da corrida no fim de semana. Os números são compilados por Lucas Berredo.

O GP da Hungria é tema do Debate Motor #6:

 Comunicar Erro

Lucas Berredo

Natural de Belém do Pará, tem uma relação de longa data com o automobilismo, uma vez que, diz sua família, torcia por Ayrton Senna quando sequer sabia ler e escrever. Já adolescente, perdeu o pachequismo e passou a se interessar pelo estudo histórico do esporte a motor, desenvolvendo um estranho passatempo de compilar matérias e dados estatísticos. Jornalista desde os 18 anos, passou por Diário do Pará e Amazônia Jornal/O Liberal, cobrindo primariamente as áreas cultural e esportiva como repórter e subeditor. Aos 22, mudou-se para São Paulo, trabalhando finalmente com automobilismo no site Tazio, onde ficou de 2011 até o fim de 2013. Em paralelo ao jornalismo, teve uma rápida passagem pelo mercado editorial. Também é músico.