Numerama #31: Hamilton alcança 50 vitórias e mantém retrospecto incrível nos EUA

3

Lewis Hamilton manteve vivas suas chances de título com a vitória dominante obtida no GP dos Estados Unidos. O inglês partiu da pole position e liderou desde o começo para reduzir a desvantagem para Nico Rosberg, líder do campeonato, para 26 pontos.

Com a pole e a vitória, Hamilton conquistou duas marcas históricas. Além disso, o tricampeão manteve seu retrospecto altamente vitorioso no GP dos Estados Unidos, sendo, de longe, o piloto em atividade com melhor histórico em território americano.

Acompanhe o Projeto Motor nas redes:
Twitter – @projetomotor
Facebook – Projeto Motor
YouTube – Projeto Motor

A corrida também representou um gostinho especial para Romain Grosjean e a equipe Haas, além de ver Felipe Massa conquistar um feito importante com mais um GP na zona de pontuação. Confira a mais nova edição do Numerama, com as principais estatísticas pós-GP dos Estados Unidos de 2016!

Hamilton se aproxima do recorde de poles

hamilton-2

Apesar do retrospecto vitorioso no GP dos Estados Unidos, Lewis Hamilton nunca havia largado na pole position em solo texano. Isso mudou na edição de 2016, quando o inglês superou Nico Rosberg por 0s216 no treino classificatório.

Assim, Hamilton registrou sua pole position de número 58. O tricampeão agora está a dez do recorde absoluto, de Michael Schumacher, e a sete de Ayrton Senna, o segundo com mais poles. Desta forma, a F1 poderá ter um novo recordista no quesito ainda na fase inicial da temporada de 2017.

Este recorde já é dele

Com a posição de honra no grid em Austin, Hamilton chegou a um recorde absoluto: pole positions no maior número de pistas diferentes. O Circuito das Américas foi o 23º no qual o inglês partiu da ponta. Os outros são: Montreal, Indianápolis, Silverstone, Hungaroring, Fuji, Xangai, Melbourne, Hockenheim, Spa-Francorchamps, Valência, Monza, Cingapura, Yas Marina, Yeongam, Sepang, Interlagos, Nurburgring, Barcelona, Sochi, Sakhir, Mônaco e Red Bull Ring.

Até então, Hamilton estava empatado no quesito com Alain Prost, que largou em primeiro em 22 pistas. Ayrton Senna dominou qualificações em 20 circuitos diferentes, o mesmo número de Nigel Mansell e Sebastian Vettel.

Marca histórica para o tricampeão no domingo

Partindo da pole, Hamilton esteve intocável no domingo em Austin: manteve a ponta na largada, liderou de ponta a ponta e venceu sem grandes sustos. Esta foi a sua vitória de número 50, sendo apenas o terceiro piloto da história a quebrar a barreira da meia centena de vitórias.

Hamilton, assim, fica a apenas um triunfo de igualar a marca de Alain Prost, o segundo maior vencedor da história da F1, com 51. No entanto, o recorde absoluto ainda está longe, de Michael Schumacher e suas 91 vitórias.

Hamilton, o “Rei da América” na F1

hamilton-2007

Mais do que isso, a vitória em Austin manteve firme um retrospecto impressionante de Hamilton em suas participações no GP dos Estados Unidos.

Em seis corridas feitas em território americano, Hamilton triunfou em cinco, o que dá um aproveitamento de 83%. Uma destas vitórias foi conquistada em Indianápolis, na única vez em que competiu no templo. Em Austin, Hamilton deixou de vencer apenas em 2013.

Com a Haas, equipes americanas voltam a pontuar em casa

romain-grosjean

A prova representou um feito especial para a equipe Haas, que competiu pela primeira vez no GP dos Estados Unidos. Romain Grosjean cruzou a linha de chegada em 10º lugar e anotou mais um pontinho para o time americano.

A última equipe dos Estados Unidos que havia pontuado em casa foi a Penske, que teve Jean-Pierre Jarier no sexto lugar em Long Beach, 1977. A Shadow, americana de origem, chegou a obter um quarto posto em Watkins Glen-1979, mas, àquela altura, o time já havia mudado sua inscrição para o Reino Unido.

Grosjean entra no clube dos 100 GPs

Romain Grosjean também celebrou um feito especial em Austin: a participação em seu 100º GP de F1. O francês é o 68º piloto da história a atingir o feito, sendo o 11º em atividade. Os outros são: Fernando Alonso, Jenson Button, Kimi Raikkonen, Felipe Massa, Nico Rosberg, Lewis Hamilton, Sebastian Vettel, Nico Hulkenberg, Sergio Perez e Daniel Ricciardo,

Massa, 150 vezes nos pontos

massa

Felipe Massa terminou a prova americana no sétimo lugar e anotou mais seis pontos em sua carreira. Foi o 150º GP em que o brasileiro cruzou a linha de chegada na zona de pontuação.

Desta forma, Massa é o quinto piloto da história com mais corridas nos pontos. O líder é Michael Schumacher, com 221, à frente de Fernando Alonso (186), Kimi Raikkonen (169) e Jenson Button (162).

Outros destaques

  • Carlos Sainz fez bela corrida e terminou com o sexto lugar. O espanhol igualou o melhor resultado de sua carreira na F1, antes obtido no GP da Espanha deste ano.
  • Fernando Alonso foi o quinto colocado e igualou seu melhor resultado na temporada. Ele já havia sido quinto em Mônaco.
  • Max Verstappen abandonou pela segunda vez desde que se juntou à Red Bull. Foi a primeira por falhas mecânicas – o outro foi em Mônaco, quando bateu.

Debate Motor #50: Nos 25 anos do tri, qual foi a melhor temporada de Senna?

 Comunicar Erro

Bruno Ferreira

Sempre gostou de automobilismo e assiste às corridas desde que era criança. A paixão atingiu outro patamar quando viu – e ouviu – um carro de F1 ao vivo pela primeira vez. Depois disso, o gosto pelas corridas acabou se transformando em profissão. Iniciou sua trajetória como jornalista especializado em automobilismo em 2010, no mesmo ano em que se formou, quando publicou seu primeiro texto no site Tazio. De lá para cá, cobriu GPs de F1 no Brasil e no exterior, incluindo duas decisões de título (2011 e 2012), além de provas de categorias como Indy, WEC, WTCC e Stock Car.

  • Dox

    É interessante ver um domínio da Mercedes numa época em que o regulamento nunca foi tão restritivo, o que faz sua vantagem em tempo de volta não ser assim tão absurda, em comparação com outros carros dominantes de 2 décadas atrás, mas é o suficiente para lhe garantir sua posição na pista, caso já parta da frente, pois a vimos várias vezes sofrer para superar concorrentes na pista.
    Tmabém é sintomático não vermos muita comemoração do Hamilton em suas vitórias atuais (percebam a foto de sua vitória de 2007), que acredito ser pela desvalorização de seu feito devido à superioridade de equipamento.
    A vibração maior de um piloto é sempre devido à realização de superar concorrentes em igualdade de condições tecnológicas, o que valoriza sua habilidade.

  • MarcioD

    E por falar em números mais uma vitória tranquila da Mercedes, outra vez sem disputa de pista entre Hamilton e Rosberg. Neste ano já são 16 vitórias da Mercedes em 18 provas e se formos analisar o período total de seu domínio, a partir de 2014, já são 48 vitórias em 56 Gp’s, ou seja, quase 86%, sendo os 2 primeiros anos com mais de 84% de vitórias e o 3º já com quase 89%. Portanto é um grande domínio prolongado. Isoladamente o domínio da McLaren em 88 ainda é maior com quase 94% de vitórias.
    A F1 viveu de 1961 a 1985 um período relativamente longo de 25 anos deveras interessante, porque não vemos a presença de grandes domínios prolongados e não houve repetição de títulos de pilotos, portanto havia uma boa competitividade na categoria. Então nestes 25 anos tivemos 17 campeões e somente 2 pilotos conseguiram 3 títulos(intercalados). Se tomarmos os primeiros 10 anos deste período temos 8 campeões e 50 vencedores em 103 GP’s ou seja 48,54%. Para efeito comparativo se tomarmos os 10 anos de 2000 a 2009 temos 5 campeões e 53 vencedores em 174 GP’s ou seja 30,45%, o que é quase 60% menor. A temporada de 82 p. ex. teve 11 vencedores em 16 corridas com 5 deles com 2 vitórias e 7 times diferentes vencendo, algo impossível de acontecer na F1 atual.
    Numa corrida o fator mais importante é a vitória e num campeonato o titulo. Uma boa forma de se medir o domínio de um time é o nº títulos e vitórias que ele alcançou. O 1º grande domínio prolongado após o período 61-85 foi o da McLaren, de 88 a 91 onde ganharam 4 títulos e alcançaram um total de quase 61% de vitórias, 3 anos com 50% ou mais de vitórias, com um ano muito forte, 88. Depois de uma pausa de 9 anos surge um mais forte ainda o da Ferrari de 2000 a 2004 com 5 títulos, 67%(2/3) de vitórias, os 5 anos com 50% ou mais de vitórias e com dois anos muito fortes, 2002 e 2004. Dai a 6 anos temos o da Redbull de 2010 a 2013 com 4 títulos, 53% de vitórias e dois anos fortes, 2011 e 2013.
    Imediatamente após temos o da Mercedes, que se configura, pelos números percentuais apresentados, como o mais forte de todos, com todos os anos muito fortes e se não for brecado pelo novo regulamento pode durar mais que o da Ferrari. É interessante notar que a diferença entre eles passou de 9 anos para 6 e dai para 1.Vejo estes grandes domínios prolongados como os grandes vilões da categoria no que diz respeito à competitividade.
    Não sei se a F1 não consegue resolver este problema através do regulamento ou o está maquiando, por causa do sem nº de interesses políticos e ou econômicos presentes na categoria, promovendo disputas de pista na maioria das vezes através de artifícios como asa traseira móvel, pneus que se esfarelam, estratégias com vários tipos pneus, safety car virtual desnecessário e através de um sistema de pontuação que privilegia a regularidade, com menor diferença percentual entre as posições e que tem pontos até o 10º, tudo para tentar embolar a disputa, chegando a propor chuva artificial. Mas no final, o que mais interessa, que são as vitórias e os títulos, acaba caindo nas mãos de poucos.
    Tomara que com os novos controladores americanos esta situação possa mudar para que tenhamos uma F1 competitiva como outrora.

    • Hecto Silva

      Estou com ciúmes deste seu comentário….ótimo, ótimo, ótimo. Projeto motor tem que te contratar….