Numerama #32: Hamilton vence no México e iguala marcas de Prost e Schumacher

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Lewis Hamilton segue vivo na luta pelo tetracampeonato após dominar completamente o GP do México, disputado novamente no tradicional circuito Hermanos Rodriguez. O inglês anotou mais 25 pontos no campeonato e reduziu ainda mais a desvantagem para Nico Rosberg, que completou em segundo.

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O resultado também representou duas marcas importantes para Hamilton, que igualou feitos obtidos anteriormente por Alain Prost e Michael Schumacher. Outro multicampeão da F1, Sebastian Vettel, segue em uma fase complicada depois de subir no pódio, mas ter o “doce retirado da boca” com a punição após a prova.

Em contrapartida, a Williams voltou a impressionar com sua velocidade, tanto dentro da pista quanto nos boxes. Então, chega de papo furado: vamos às principais estatísticas pós-GP do México em mais uma edição do Numerama!

Hamilton, o segundo maior vencedor da história

mercedes

Era questão de tempo e enfim aconteceu. Com o triunfo em solo mexicano, Hamilton obteve a sua vitória de número 51 na F1, o que o deixa empatado com Alain Prost no posto de segundo maior vencedor da história.

O feito de Hamilton é ainda mais impressionante pelo fator precocidade: o inglês levou 186 GPs para alcançar a marca, enquanto que Prost a obteve em sua corrida de número 193. O recordista absoluto é Michael Schumacher, com 91 vitórias.

Inglês empata com Schumacher em vitórias em pistas diferentes

 

Foi a primeira vez que Hamilton triunfou no circuito Hermanos Rodriguez. Assim, o inglês passa a anotar vitórias em 23 pistas diferentes, igualando o recorde da categoria, que é de Schumacher. Contudo, é importante pontuar que Hamilton competiu em 29 circuitos diferentes em sua carreira na F1, enquanto que o heptacampeão já guiou em 34.

Ao todo, Hamilton já venceu em Montreal, Indianápolis, Hungaroring, Fuji, Melbourne, Mônaco, Silverstone, Hockenheim, Xangai, Cingapura, Istambul, Spa-Francorchamps, Nurburgring, Yas Marina, Monza, Austin, Kuala Lumpur, Sakhir, Barcelona, Suzuka, Sochi, Spielberg, e, agora, Hermanos Rodriguez.

Calvário de Vettel continua após punição

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Sebastian Vettel chegou a sentir o gostinho da champanhe no México, mas uma punição questionável o fez cair de terceiro para quinto lugar na classificação geral da prova. Assim, o tetracampeão segue com seu incômodo jejum de pódios na categoria.

Do GP da Áustria para cá, Vettel conquistou apenas um pódio, com o terceiro lugar em Monza. Ou seja, trata-se de apenas uma prova entre os três primeiros em 11 GPs, seu pior índice desde seus dias de Toro Rosso, quando conquistou um pódio em 22 corridas.

Sauber aumenta seu jejum de pontos

Marcus Ericsson cruzou a linha de chegada em 11º lugar no México e “bateu na trave”, mais uma vez fora da zona de pontos. Assim, a sequência de GPs com a Sauber no zero aumenta ainda mais. O time suíço chegou à 22º corrida consecutiva fora da zona de pontuação, a maior de sua história na categoria.

Williams, rápida na pista e nos boxes

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A Williams mais uma vez se viu atrás da Force India na luta pelo quarto lugar no Mundial de Construtores, mas, ao menos, teve alguns motivos para celebrar. Para começar, o time inglês venceu a batalha de pitstops ao trocar os pneus de Felipe Massa em apenas 2s06, o tempo mais veloz de toda a prova. Foi a 14º vez em 19 corridas que a equipe de Grove é a melhor nos boxes.

Além disso, Valtteri Bottas registrou 372,5 km/h no retão mexicano, o que seria o novo recorde oficial de velocidade máxima na F1 – a marca até então pertencia a Kimi Raikkonen, com 370,1 km/h alcançados no GP da Itália de 2005. Contabilizando também marcas não-oficiais, há outras marcas superiores: Juan Pablo Montoya e seus 372,6 km/h na mesma prova em Monza de 11 anos atrás, e os 378 km/h supostamente alcançados por Bottas no GP da Europa, em Baku.

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Bruno Ferreira

Sempre gostou de automobilismo e assiste às corridas desde que era criança. A paixão atingiu outro patamar quando viu – e ouviu – um carro de F1 ao vivo pela primeira vez. Depois disso, o gosto pelas corridas acabou se transformando em profissão. Iniciou sua trajetória como jornalista especializado em automobilismo em 2010, no mesmo ano em que se formou, quando publicou seu primeiro texto no site Tazio. De lá para cá, cobriu GPs de F1 no Brasil e no exterior, incluindo duas decisões de título (2011 e 2012), além de provas de categorias como Indy, WEC, WTCC e Stock Car.

  • Fábio Brandão

    Outro número interessante dessa corrida foi a 17ª vitória do W07, superando as 16 vitórias dos 2 modelos anteriores na Mercedes e do velho M23.