Numerama #33: Mercedes quebra recorde de poles numa única temporada

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O movimentado GP do Brasil, disputado no último fim de semana, arrebanhou à Mercedes um novo recorde. Com o primeiro posto conquistado por Lewis Hamilton no sábado, a escuderia alemã marcou sua 19ª pole position na temporada, um sucesso inédito na história da F1.

Anteriormente, o recorde pertencia à Red Bull, que em 2011 amealhou 18 poles num único campeonato – 15 com Sebastian Vettel e três com Mark Webber. Naquela ocasião, contudo, o total de GPs no calendário era de 19, o que garantiu à equipe austríaca uma maior porcentagem de poles – 94,7% contra 90,5% da Mercedes no atual campeonato.

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Ainda nos dois últimos anos, o time germânico também teve uma alíquota maior do que na atual temporada, tendo largado na frente em 18 de 19 GPs. Confira abaixo outras estatísticas interessantes do GP do Brasil em mais uma edição do Numerama.

 Novos recordes para Hamilton

Hamilton: segundo maior vencedor da história da F1 (Moy/XPB)
Hamilton: segundo maior vencedor da história da F1 (Moy/XPB)

Ao alcançar o posto mais alto do pódio pela 52ª vez, Lewis Hamilton superou Alain Prost e se tornou, de forma isolada, o segundo maior vencedor da história da F1. O britânico também triunfou pela primeira vez no Brasil – antes disso, seus melhores resultados haviam sido dois segundos lugares em 2014 e 2015.

Esta é a terceira melhor sequência de palmas de Hamilton na carreira. A série mais vitoriosa do britânico continua sendo a de 2014, quando levou cinco GPs consecutivos – Monza, Cingapura, Suzuka, Sóchi e Austin. Ele também alcançou sua 60ª pole no fim de semana e já está a cinco de igualar o brasileiro Ayrton Senna, segundo maior da história.

Verstappen: o mais novo a cravar uma volta mais rápida

Verstappen: novo recorde de precocidade (XPB)
Verstappen: novo recorde de precocidade (XPB)

Não bastasse pela apresentação de gala, o holandês quebrou novo recorde de precocidade, tornando-se o piloto mais novo a anotar uma volta mais rápida na história da F1, com 19 anos, um mês e 14 dias.

Anteriormente, o recorde pertencia a Nico Rosberg, que, aos 20 anos, 8 meses e 13 dias, cravara o giro mais competitivo do GP do Bahrein, em 2006. Outros “precoces” na tabela incluem Esteban Gutiérrez, que obteve a melhor volta em Barcelona-2013 – aos 21 anos, 9 meses e 7 dias –, e Bruce McLaren, o ás mais rápido em Aintree-1959 – com 21 anos, dez meses e 18 dias.

McLaren completa 800º GP de sua história

Alonso com a McLaren em Interlagos (Charniaux/XPB)
Alonso com a McLaren em Interlagos (Charniaux/XPB)

A McLaren chegou neste fim de semana a uma marca significativa, alinhando seus carros pela 800ª vez na história da F1. Somente a Ferrari, presente na categoria desde 1950, tem mais GPs no currículo do que a equipe de Woking.

A McLaren estreou no esporte no GP de Mônaco de 1966. Bruce, fundador do time, se classificou em 10º, a bordo do M2, mas não completou o percurso. Já a primeira vitória da escuderia veio dois anos depois, no GP da Bélgica, também com o pioneiro neozelandês. Desde sua fundação, a McLaren acumulou oito títulos de construtores e 12 de pilotos.

Nasr dá fim à seca de pontos da Sauber

Nasr: nono lugar vital para a Sauber em Interlagos (XPB)
Nasr: nono lugar vital para a Sauber em Interlagos (XPB)

Felipe Nasr cruzou a linha de chegada em 9º no Brasil e encerrou para a Sauber uma sequência negativa de 22 GPs fora da zona da pontuação. A última vez que a equipe suíça se colocou entre os dez primeiros havia sido no GP dos Estados Unidos, em outubro do ano passado.

O nono posto de Nasr também alçou o time de Hinwil à décima posição no campeonato de construtores, passando a Manor, que colhera um ponto de Pascal Wehrlein no GP da Áustria, em julho passado. O décimo posto continua sendo um dos piores desempenhos da Sauber em sua história na F1, igualando a performance de 2014, quando o time não marcou um ponto sequer.

Confira a edição #53 do DEBATE MOTOR: a F1 dá o devido valor a Alain Prost?

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Lucas Berredo

Natural de Belém do Pará, tem uma relação de longa data com o automobilismo, uma vez que, diz sua família, torcia por Ayrton Senna quando sequer sabia ler e escrever. Já adolescente, perdeu o pachequismo e passou a se interessar pelo estudo histórico do esporte a motor, desenvolvendo um estranho passatempo de compilar matérias e dados estatísticos. Jornalista desde os 18 anos, passou por Diário do Pará e Amazônia Jornal/O Liberal, cobrindo primariamente as áreas cultural e esportiva como repórter e subeditor. Aos 22, mudou-se para São Paulo, trabalhando finalmente com automobilismo no site Tazio, onde ficou de 2011 até o fim de 2013. Em paralelo ao jornalismo, teve uma rápida passagem pelo mercado editorial. Também é músico.

  • Gabala

    O que podemos tirar do GP do Brasil de 2016:

    1. Rosberg está mesmo com sorte de campeão. Resta saber se ela o acompanhará em Abu Dhabi.
    2. Esse nono lugar salvou possivelmente a carreira do Nasr na F1. E a vida da Sauber também.
    3. Verstappen “baixou” o Senna e deu um espetáculo na chuva. É o nome a ser batido no futuro.
    4. O Massa podia ter tido todo esse arrojo que teve ontem durante os últimos anos. Sairia ainda mais ovacionado do que saiu ontem.
    5. Os fãs de Fórmula 1 agradecem quando acontecem corridas como a de ontem. Foi uma das melhores corridas da temporada inteira. Foi uma das melhores corridas que eu já vi. A F1 precisa de corridas mais instáveis e imprevisíveis como essa.

  • MarcioD

    Vitória relativamente tranquila de Hamilton no GP Brasil, demonstrando perícia na chuva, com Rosberg comboiando para garantir os pontos necessários para ser campeão. Despedida emocionante de Massa, merecia pelo menos um titulo.Ótima exibição de Nasr na chuva.
    Sou obrigado a concordar com o Bernie, quando ele propôs molhar a pista artificialmente em um determinado momento da corrida, para criar uma condição similar à de chuva. Realmente a chuva cria muitas situações inusitadas, mostrando quem é diferenciado na arte de pilotagem, é quando o braço e a coragem contam mais. Exibição soberba de Max, como a muito tempo não se via na F1. Muito rápido,arrojado e com uma técnica invejável, não tomou conhecimento de ninguém, executando muitas ultrapassagens belíssimas, algumas vezes por fora e em locais pouco prováveis, além de demonstrar um excelente controle do carro quando derrapou. Gostei da tática de ficar colocando seu carro ao lado do de Rosberg quando estavam atrás do carro de segurança, atuando no emocional de Nico. Há anos eu não via uma exibição assim de um piloto de F1, foi show!
    Domínio irrefutável da Mercedes com 18 vitórias em 20 GP’s, um dos maiores da História da F-1. Se formos computar os 2 anos anteriores, percentualmente é o maior domínio já visto, superior à Mclaren 88-91, Ferrari 00-04 e Red Bull 10-13. Espero que esta situação possa mudar com o novo regulamento, e o equilíbrio e a competitividade perdidos possam voltar á categoria