Numerama #34: Título de Rosberg põe fim à segunda maior espera da história

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A F1 conheceu um novo campeão mundial em 2016: Nico Rosberg, o 33º a obter a conquista máxima na categoria. O segundo lugar alcançado na decisão em Abu Dhabi foi suficiente para que o alemão, aos 31 anos de idade, fechasse o ano com cinco pontos de vantagem para seu companheiro de Mercedes, Lewis Hamilton.

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O título premiou a paciência e a perseverança de Rosberg, que foi o segundo piloto que mais disputou campeonatos antes de erguer sua primeira taça. Em termos de idade, fazia décadas que um piloto tão velho não entrava no rol dos campeões mundiais.

O ano de 2016 também representou um domínio categórico da Mercedes, superado apenas pela histórica campanha da McLaren em 1988. Além disso, Hamilton teve um prêmio de consolação com suas dez vitórias na temporada.

Vamos a mais uma edição do Numerama, com as principais estatísticas pós-GP de Abu Dhabi de 2016!

A demora para comemorar o título

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Rosberg se tornou campeão mundial em seu GP de número 206 na categoria. Nenhum outro campeão da história demorou tantas corridas para obter tal feito – mas vale lembrar que o alemão é cria de uma F1 com calendários muito mais inflados do que antigamente.

Analisando o número de temporadas disputadas, apenas Nigel Mansell levou mais tempo que Rosberg para conquistar o título. O inglês ergueu a taça em seu 12º campeonato completo na F1, enquanto que Nico o fez em sua 11ª campanha.

O mais velho a se tornar campeão em 20 anos

Em uma era de grande precocidade na F1, um dado sobre o feito de Rosberg chama a atenção: o alemão é o piloto mais velho a entrar no rol de campeões mundiais em duas décadas.

Rosberg conquistou o título aos 31 anos e cinco meses de idade. O último a obter seu primeiro caneco com mais idade foi Damon Hill, que tinha 36 anos e 26 dias no GP do Japão de 1996.

Hamilton, o vice que mais venceu

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A vitória em Abu Dhabi foi a 10º de Lewis Hamilton na temporada de 2016. Nenhum outro vice-campeão da história da F1 havia vencido tantas provas, tanto em números absolutos quanto em relativos – o inglês triunfou em 47% das corridas do ano.

Quem havia chegado mais perto disso foi Alain Prost, que tanto em 1988 quanto em 1984 venceu sete corridas, ou em 43% da temporada.

Mercedes tem o segundo melhor aproveitamento da história

A Mercedes fechou a temporada de 2016 com 19 vitórias em 21 corridas. Nenhuma outra equipe havia vencido tantas provas em um mesmo ano. Obviamente, o calendário de 2016, o maior já visto na F1, deu a chance para que isso acontecesse.

Em números relativos, no entanto, a Mercedes obteve o segundo maior aproveitamento da história: venceu 90% das provas do ano, apenas atrás da McLaren, que, em 1988, triunfou em 93% da temporada.

Tempos de sucesso para a Alemanha

A Alemanha, terra de Michael Schumacher e Sebastian Vettel, se torna o quarto país a contar com pelo menos três campeões mundiais de F1, ao lado de Inglaterra, Brasil e Finlândia. Foi o 12º título da nação na categoria.

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A conquista de Rosberg, aliás, dá continuidade ao domínio anglo-alemão visto na F1 recente. O último piloto campeão da F1 que não nasceu na Inglaterra ou na Alemanha foi Kimi Raikkonen, no distante ano de 2007.

De pai para filho

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Nico, filho do campeão mundial Keke Rosberg, é o segundo piloto a repetir o feito do pai e abocanhar o título. O outro havia sido Damon Hill, campeão de 1996, filho de Graham, que triunfou em 1962 e 1968.

No caso dos Rosberg, uma coincidência marca o título dos dois: tanto Keke quanto Nico correram com o carro de nº 6 em suas conquistas.

Fim da linha para Massa

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O GP de Abu Dhabi foi a despedida de Felipe Massa da F1. O brasileiro deu adeus justamente na simbólica marca de 250 GPs, sendo o oitavo da história a atingir tal número.

Mas nem tudo foi motivo de comemoração para Massa. O piloto terminou sua última temporada na categoria com o 11º lugar na tabela, sua pior posição desde 2005, quando ainda competia pela Sauber – em 2009, Massa também fechou o campeonato em 11º, mas competiu em apenas nove de 17 corridas devido ao seu acidente na Hungria.

Além disso, superado por Valtteri Bottas, Massa conclui sua carreira com uma incômoda marca: terminou atrás de seu companheiro de equipe em 11 de seus 14 campeonatos. A única ressalva novamente é 2009, quando terminou o campeonato atrás de Kimi Raikkonen, mas esteve à frente do finlandês enquanto competiu.

Saldo negativo para o automobilismo brasileiro

Em tempos de sérias dúvidas a respeito da continuidade do Brasil na F1, um acontecimento acentua ainda mais a crise. Foi a primeira vez em 18 anos que nenhum representante do país ficou entre os dez mais bem colocados ao término de um campeonato – o último havia sido Rubens Barrichello, 12º em 1998.

Parceria entre Button e McLaren chega ao fim

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Outro que deu adeus em 2016 foi Jenson Button. O campeão de 2009 encerra seu ciclo na categoria com 305 largadas, 18 a menos que o recordista absoluto, Rubens Barrichello, que segue sem ameaças no posto.

Foi o ponto final da parceria entre Button e a McLaren, que durava desde 2010. O inglês se tornou o segundo piloto com mais corridas pela escuderia de Woking: 135, atrás apenas de David Coulthard, com 150.

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Bruno Ferreira

Sempre gostou de automobilismo e assiste às corridas desde que era criança. A paixão atingiu outro patamar quando viu – e ouviu – um carro de F1 ao vivo pela primeira vez. Depois disso, o gosto pelas corridas acabou se transformando em profissão. Iniciou sua trajetória como jornalista especializado em automobilismo em 2010, no mesmo ano em que se formou, quando publicou seu primeiro texto no site Tazio. De lá para cá, cobriu GPs de F1 no Brasil e no exterior, incluindo duas decisões de título (2011 e 2012), além de provas de categorias como Indy, WEC, WTCC e Stock Car.