Quatro Rodas

Numerama #9: bi na Mercedes fez Hamilton recuperar tempo perdido na McLaren

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Faltam três corridas para o encerramento da temporada 2015 e Lewis Hamilton, coroado tricampeão mundial no último domingo (25), já embolsou diversos ativos para o currículo. Em um único ano, o piloto de 30 anos superou Ayrton Senna e Sebastian Vettel na lista dos maiores vencedores da F1 e se tornou o primeiro inglês a conquistar três títulos na categoria – dois deles consecutivos (um feito também inédito).

O bicampeonato consecutivo pela Mercedes também serviu para Hamilton recuperar tempo perdido na McLaren. No início da década, o britânico, antes uma espécie de “menino de ouro” da F1, viveu uma sequência de anos difíceis em Woking que coincidentemente se confundiu com o auge de Vettel na Red Bull. Se no fim dos anos 2000 a tendência era que Lewis fosse a nova estrela do esporte, debulhando recordes como um proto-Schumacher, o tetracampeonato do germânico repentinamente o transformou de protagonista a coadjuvante de luxo.

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Últimos anos de Hamilton na McLaren foram difíceis (Divulgação)
Últimos anos de Hamilton na McLaren foram difíceis (Divulgação)

Prova disso são os números de sua carreira até o fim de 2013 – ano que preparou a ascensão da Mercedes na hierarquia da F1. Àquela altura, Hamilton lucrara apenas 22 vitórias contra 32 de Fernando Alonso e 39 de Vettel. Com a equipe alemã na ponta, contudo, esse valor dobrou para 43 – o que significa que 48,8% das vitórias no currículo do inglês se concretizaram nas últimas duas temporadas.

O salto estatístico de Hamilton se deu também em outros quesitos. No último biênio, o britânico teve um aumento de 55,6% em número de pódios – de 54, em 2013, para 84, em 2015 – e 58,1% em pole positions – de 31, em 2013, para 49, em 2015. Em paralelo, conquistou seus dois primeiros Grand Chelems (pole, melhor volta, vitória e liderança ponta-a-ponta) – Sepang-2014 e Monza-2015 – e quadruplicou seu número de hat tricks, de dois no fim de 2013 para nove na atual temporada. Neste requisito, aliás, o britânico já é o quarto maior da história, atrás apenas de Michael Schumacher e Jim Clark e empatado com Juan Manuel Fangio.

Até o fim do ano, Hamilton também pode igualar um recorde: o de número de vitórias numa única temporada. Se o inglês vencer as três provas restantes no campeonato, ele alcança os valores obtidos por Schumacher em 2004 e Vettel em 2013, que conquistaram 13 vitórias em um ano. Não seria um feito impossível, dada a superioridade da Mercedes no grid.

Assista à análise do GP dos Estados Unidos de 2015 na edição #12 do Debate Motor:

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Lucas Berredo

Natural de Belém do Pará, tem uma relação de longa data com o automobilismo, uma vez que, diz sua família, torcia por Ayrton Senna quando sequer sabia ler e escrever. Já adolescente, perdeu o pachequismo e passou a se interessar pelo estudo histórico do esporte a motor, desenvolvendo um estranho passatempo de compilar matérias e dados estatísticos. Jornalista desde os 18 anos, passou por Diário do Pará e Amazônia Jornal/O Liberal, cobrindo primariamente as áreas cultural e esportiva como repórter e subeditor. Aos 22, mudou-se para São Paulo, trabalhando finalmente com automobilismo no site Tazio, onde ficou de 2011 até o fim de 2013. Em paralelo ao jornalismo, teve uma rápida passagem pelo mercado editorial. Também é músico.