Papo com Pietro Fittipaldi: futuro na F1, Haas, DTM e mais

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Nos últimos anos, Pietro Fittipaldi tem sido um dos nomes mais citados por fãs como brasileiro que está próximo da F1. O neto do bicampeão mundial Emerson não conseguiu por enquanto entrar na categoria por alguns motivos, entre eles, a falta de pontos para a superlicença.

Mesmo assim, em 2019, Fittipaldi esteve no paddock da F1 como piloto de testes da equipe Haas e paralelamente competiu no DTM, campeonato alemão de turismo, uma das principais categorias do mundo.

Em conversa EXCLUSIVA com o Projeto Motor, o piloto de 23 anos contou como foi a experiência de trabalho tanto em pista quanto na fábrica da Haas para ajudar a desenvolver o carro do time americano.

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“Nos treinos de pré-temporada treinei com o carro, testei em Barcelona. Durante a temporada, testei em Bahrein, depois Barcelona de novo. O ano passado, em Abu Dhabi, para já começar o trabalho com a equipe”, lembrou Fittipaldi sobre as vezes que esteve no carro. “E muito do meu trabalho foi no simulador. A gente usa o simulador duas, três vezes por semana na fábrica da Ferrari ou na Dallara. Tudo na Itália. São muitos dias de simulador. Isso a gente usa para desenvolver o carro e nos finais de semana a gente ajuda no acerto do carro, ter novas ideias para a equipe que está na pista”, seguiu, citando duas parceiras técnicas da equipe Haas.

Pietro Fittipaldi durantes testes pela equipe Haas da F1
Pietro Fittipaldi durantes testes pela equipe Haas da F1 (Foto: Haas)

No DTM, ele acabou o campeonato na 15ª posição com 22 pontos e seis resultados entre os dez primeiros colocados em 18 corridas. Fittipaldi destacou a oportunidade como produtiva e lamentou resultados que não vieram por problemas nas corridas.

“O ano começou bem, na minha primeira corrida marquei nosso primeiro ponto. Era o meu primeiro ano na DTM e também da equipe. Acho que a temporada do começo até a metade foi muito boa. Na terceira etapa, terminamos em quinto lugar. Estava achando que poderíamos terminar em um pódio mais rápido do que eu esperava. Mas do meio para o fim, a gente era muito rápido na classificação, mas sofria na corrida. Por pneu, na estratégia… Por uma razão ou outra, a gente não conseguia maximizar os resultados. Não conseguíamos terminar onde começávamos”, comentou.

Mesmo ainda sem a superlicença ou uma passagem forte por alguma categoria de peso, como F2, Fittipaldi manteve o discurso de que a F1 segue como alvo. Ele disse ao Projeto Motor que busca oportunidades de encontrar para 2020 um pacote para competir por vitórias, tanto em categorias de fórmulas como de turismo, e espera que isso possa lhe render os pontos que faltam para poder ser titular no Mundial.

Pietro Fittipaldi no Audi RS 5 da equipe do DTM (Foto: Audi Sport)

Além disso, no caso de renovação com a Haas para 2020 como pilotos de testes, ele aposta em participações em treinos nas sextas-feiras de corridas, que passam a contar pontos para a carteira da FIA em 2020.

“F1 é meu principal objetivo. Sempre foi meu sonho. Primeiro pilotar um F1, que já tive a oportunidade. E também ser titular da F1. Estou fazendo de tudo para chegar neste objetivo meu que é um dia ser piloto titular e representar o Brasil na F1”, exclamou.

“Tem possibilidade de continuar no DTM, mas também tem possibilidade com outras categorias. Se eu continuar com a Haas, tenho que olhar a categoria para não ter muito conflito com o calendário. Mas eu quero correr de alguma coisa que eu vou ter chance de ganhar corrida, terminar no pódio. Estamos vendo com a melhor possibilidade. Super Fórmula pode ser uma opção. DTM também”, apontou.

Confira a entrevista completa com Pietro Fittipaldi no vídeo acima ou diretamente no nosso canal no Youtube.


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