Pinturas clássicas da F1 que deram as caras em outras categorias – Parte 2

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Vocês pediram, então resolvemos fazer uma segunda edição sobre este tema. Depois da publicação da primeira parte, várias pessoas comentaram aqui no site e em nossas redes sociais, alertando para outros casos e dando sugestões.

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Acolhemos algumas, inclusive em alguns casos que na nossa primeira visão não caberiam nessa série por terem se tornado clássicas antes de chegarem à F1, mas, aqui no Projeto Motor, quem manda são vocês. E já deixo claro que nesta edição, praticamente todos os exemplos foram sugeridos por leitores (claro que fomos atrás para confirmar, pesquisar e tal. Não somos tão preguiçosos assim).

Vamos lá:

Verde Britânico da Lotus na equipe KV da Indy

Essa era fácil. Nas temporadas de 2010 e 11, a equipe KV da Indy fechou uma parceria com a Lotus, de propriedade do Grupo Proton. Na época, a F1 via uma grande confusão entre esta Lotus e a de Tony Fernandes, o que fez com que dois times de nomes iguais chegassem a alinhar no grid.

A Lotus da Proton estava tentando criar um grande programa de patrocínios no automobilismo para impulsionar sua marca como fabricante de carros. Além da F1, entrou em diversas categorias e a KV foi a porta de entrada na Indy, antes de uma mal fadada tentativa de se tornar fornecedora de motores.

Para caracterizar o acordo, carros do time da equipe de Kevin Kalkhoven e Jimmy Vasser correram com o clássico verde britânico com a faixa amarela, que entre tantas equipes, foi marcado pelas Lotus dos anos 60.

KV Lotus Viso

Preto John Player Special na Indy 500

Seguindo o grandioso e desajeitado projeto Lotus, a marca entrou em 2012 na Indy como fornecedora de motores. E como divulgação, ainda contratou o já ex-piloto Jean Alesi para correr nas 500 Milhas de Indianápolis daquele ano (ele estava atuando como um embaixador da marca fora das pistas até então).

O francês competiu em um modelo que levou a lendária pintura preta com detalhes em dourado em alusão ao clássico visual da John Player Special, que esteve presente nos carros da equipe Lotus da F1 durante a década de 70 e 80. Pena que o carro não andava nada e levou bandeira preta na corrida por mau desempenho…

Alesi Indy Lotus
John Player Special para todo lado

Na primeira edição desta série, já mostramos que a Lotus dos anos 2010 levou a pintura “John Player Special” para várias categorias como forma de marcar presença. Só que, como diversos de nossos leitores fizeram questão de nos alertar, este layout se tornou tão forte para os amantes do automobilismo que ele esteve presente em diversas corridas pelo mundo, seja por estratégia de patrocínio da marca de cigarro ou até mesmo de forma orgânica.

Em 1986, Maurício Gugelmin correu na F3000 pela equipe West Surrey Racing com seu March 86B-Cosworth com o patrocínio da JPS, além, claro, de seus parceiros brasileiros Labra e Perdigão.

Gugelmin F3000

Outro caso interessante de patrocínio da JPS foi na Fórmula 2 Sul-Americana. Na imagem vemos ao argentino Guillermo Kissling com o carro levando as lendárias cores em 1986.

Kissling 86 f2

Ferrari x Brabham na F-3 Sul-Americana

História sugerida pelo companheiro Leonardo Bandeira Verde. Em 1989, Vital Machado e Dárcio dos Santos competiram na F-3 Sul-Americana com pinturas de seus carros inspiradas na Ferrari e Brabham, respectivamente. A ideia foi para atrair a atenção dos fãs e nada ligado a nenhum patrocínio semelhante. E, convenhamos, ficou legal mesmo.

F3 sul-americana

Este tipo de ação foi repetida 25 anos depois por Pedro Piquet, filho de Nelson Piquet, em sua passagem pela F3. O piloto também andou com um uma pintura inspirada na Brabham, que levou seu seu pai a dois títulos mundiais

pedro piquet

Gitanes /Gauloises

Ao ver as inscrições das marcas de cigarro Gitanes e Gauloises logo lembramos nas clássicas Ligier, Matra ou até mesmo na equipe Prost, sua sucessora. Mas os nomes dos tabacos franceses estiveram presentes em infindáveis carros, motos e categorias do esporte a motor durante os anos.

Alguns casos:

Matra no endurance

Icks spa

Alpine no rali:

Alpine rally

Yamaha na MotoGP

Yamaha Rossi

Rothmans e Martini

Muitos leitores, mas muitos mesmo, pediram que incluíssemos nesta lista carros de outras categorias com estes dois patrocínios. Aqui vale uma explicação. Até foi discutido pelos membros do Comitê Editorial na primeira edição deste texto, porém, estas duas marcas se destacaram com suas pinturas (lindas, por sinal) antes de chegarem à F1. Por isso não tinham entrado.

Só que com tantos pedidos, resolvemos então atender aos nossos leitores tão fieis e incluímos aqui algumas imagens bacanas de carros e motos levando as pinturas dessas duas empresas, que ficaram bastante ligadas ao automobilismo, especialmente ao endurance e à Porsche.

Porsche no Mundial no Grupo C em 1985

Porsche rothmans

Honda no Mundial de Motovelocidade em 1993

Honda 1993

 

Porsche no Mundial de Esporte-Protótipos de 1976

Porsche martini 1976

 

 

Debate Motor #88: Qual o maior legado de Piquet para o automobilismo?

 Comunicar Erro

Lucas Santochi

Mais um fanático da gangue que criou vínculo com automobilismo desde a infância. Acampou diversas vezes nas calçadas ao redor de Interlagos para assistir aos GPs e nunca esqueceu a primeira vez que, ainda do lado de fora do autódromo, ouviu o barulho de F1 acelerando pela reta. Jornalista formado em 2004, passou por redações na época da TV Band e Abril, teve experiência na área de assessoria de comunicação esportiva até chegar ao site especializado em esporte a motor Tazio, em 2010. Passou pelas funções de redator, repórter (cobrindo diversas corridas no Brasil e exterior de F1, Indy, WEC, Stock Car, entre outras) e subeditor até o final de 2013, quando o veículo encerrou suas atividades. Trabalhou ainda como redator do UOL Esporte em 2014 até que decidiu se juntar com os outros três membros do Projeto Motor para investir na iniciativa.

  • ituano_voador

    Bandeira Verde, esse era um blog excelente; pena que foi interrompido (ao que parece).

    PS: não seria Leandro o nome do Verde?