PMotor Entrevista #8: C. Fittipaldi conta os desafios de Mônaco e Indy 500

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Christian Fittipaldi é daqueles pilotos que podem falar que já guiaram quase todos os tipos de carro de corrida do mundo. Da F-Truck à F1, da Indy a Le Mans, o brasileiro teve diversas experiências no automobilismo.

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E sua chance de ter corrida em duas das corridas mais importantes do mundo merecem, claro, um grande destaque. Entre 1992 e 94, quando corrida na F1, ele participou de três edições do GP de Mônaco. E andou bem em todas elas. Terminou em oitavo, na estreia, de Minardi, conseguiu um quinto lugar em 93, novamente pela equipe italiana, e em sua última participação, fazia uma bela prova, sempre entre os cinco primeiros (chegou a andar em terceiro) quando sua Footwork sofreu um problema nos freios, que o obrigou a abandonar.

Christian Fittipaldi, pela Footwork, em 1994
Christian Fittipaldi, pela Footwork, em 1994

“Meu prazer de Mônaco vinha de guiar. Desde minha primeira volta naquele circuito, fiquei encantado pela pista e isso acabou facilitando na minha performance lá”, disse o piloto ao Projeto Motor.

Em 95, ele se transferiu para a Indy e, naquele ano, fez sua única aparição nas 500 Milhas de Indianápolis, com um segundo lugar pela equipe Walker. Com a separação da Cart e da IRL, ele não andou mais na prova, apesar de admitir que recebeu convites nos anos 2000, mas que preferiu rejeitar.

“Parei de correr na Indy em 2002 e tive cinco ou sete convites para correr especificamente a Indy 500 e preferi não fazer porque eu achava que estaria preparado, por não estar fazendo a temporada toda”, relembrou. “Por mais treino que você tenha, não consegue cortar esse diferencial em relação a todo mundo que está andando o ano todo. Se fizesse uma corrida fantástica, ia terminar em quinto ou sexto, ninguém ia lembrar na segunda-feira, e ia me expor a riscos que naquela fase da minha vida, eu não estava mais disposto a passar.”

E não fugiu de admitir o receio que sentia toda vez que, durante sua carreira na Indy, ia andar em um oval. “Sempre que eu trancava a porta da minha casa na quinta-feira na hora de ir para a pista eu pensava: ‘será que vou abrir essa porta no domingo à noite?”

Christian Fittipaldi, nas 500 Milhas de Indianápolis de 1995
Christian Fittipaldi, nas 500 Milhas de Indianápolis de 1995

Neste papo com a equipe do Projeto Motor, Fittipaldi fala de toda esta experiência nestes dois mundos tão distintos da F1 e da Indy, com pitadas ainda sobre suas três passagens pelas 24 Horas de Le Mans (que completa a tríplice coroa) e sua atual carreira na IMSA, categoria de endurance americana que reúne provas como as 24 Horas de Daytona, 12 Horas de Sebring, Petit Le Mans, entre outras corridas em circuitos importantes dos Estados Unidos e Canadá.

Confira a entrevista no vídeo acima, deixe seu comentário e não se esqueça de se inscrever no canal do Projeto Motor no Youtube para sempre ficar por dentro das nossas novidades em vídeo.

Confira os destaques do papo: 

01:12 Detalhes sobre a IMSA
09:22 Qual a prova mais grandiosa do automobilismo mundial?
12:05 Comparação entre GP de Mônaco e Indy 500
15:17 A dica para ser competitivo em Mônaco
22:17 Transição para o automobilismo americano
28:20 A adaptação (e os receios) de andar em oval
54:24 O desejo de correr em outros grandes eventos
57:20 Dificuldade para formação de novos pilotos no Brasil

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